{"id":393,"date":"2014-08-07T20:27:28","date_gmt":"2014-08-07T20:27:28","guid":{"rendered":"http:\/\/clunymma.wordpress.com\/?page_id=393"},"modified":"2015-07-04T11:51:46","modified_gmt":"2015-07-04T11:51:46","slug":"republica-velha-1889-a-1930","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/cluny.com.br\/?page_id=393","title":{"rendered":"Primeira Rep\u00fablica (Rep\u00fablica Velha) &#8211; 1889 a 1930"},"content":{"rendered":"\n<table id=\"tablepress-74\" class=\"tablepress tablepress-id-74\">\n<thead>\n<tr class=\"row-1\">\n\t<th class=\"column-1\">Per\u00edodo (d.C.)<\/th><th class=\"column-2\">Tema<\/th><th class=\"column-3\">Evento<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody class=\"row-striping row-hover\">\n<tr class=\"row-2\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-3\">\n\t<td class=\"column-1\">novembro, 1889 a fevereiro, 1891<\/td><td class=\"column-2\">Governo Provis\u00f3rio<\/td><td class=\"column-3\">Os militares vitoriosos estabeleceram  um governo republicano provis\u00f3rio que se estendeu at\u00e9 a promulga\u00e7\u00e3o da primeira Constitui\u00e7\u00e3o do novo regime (fevereiro de 1891). Esse governo tinha como presidente o marechal alagoano <strong>Deodoro da Fonseca<\/strong> e como vice-presidente o tamb\u00e9m alagoano marechal <strong>Floriano Peixoto<\/strong>  al\u00e9m de sete ministros. Entre as principais medidas tomadas citam-se a separa\u00e7\u00e3o do Estado e da Igreja, a transforma\u00e7\u00e3o das prov\u00edncias em estados; a escolha da bandeira nacional com o lema positivista <em>\"<strong>ordem e progresso\"<\/strong><\/em>; concess\u00e3o de cidadania brasileira para os estrangeiros que aqui moravam; o banimento da fam\u00edlia imperial.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-4\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Os ministros deste governo provis\u00f3rio eram: <strong>Rui Barbosa<\/strong> (Fazenda); <strong>Campos Salles<\/strong> (Justi\u00e7a); <strong>Aristides Lobo <\/strong>(Interior); <strong>Quintino Bocai\u00fava<\/strong> (Rela\u00e7\u00f5es Exteriores); <strong>Dem\u00e9trio Ribeiro<\/strong> (Agricultura, Com\u00e9rcio e Obras P\u00fablicas): <strong>Benjamin Constant<\/strong> (Guerra) e <strong>Eduardo Wandenkolk<\/strong> (Marinha).<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-5\">\n\t<td class=\"column-1\">17 de novembro, 1889<\/td><td class=\"column-2\">Ex\u00edlio da Fam\u00edlia Imperial<\/td><td class=\"column-3\"><strong>D. Pedro II<\/strong> e a fam\u00edlia imperial, obrigados a deixar o Brasil,  partem do Rio de Janeiro no cruzador \"<em>Parna\u00edba\"<\/em> que os leva at\u00e9 a Ilha Grande  onde tomam o vapor <em>\"Alagoas\"<\/em> rumo \u00e0 Europa.  Primeiramente, o Imperador  segue para Portugal e, depois para a Fran\u00e7a.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-6\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>A fam\u00edlia imperial que seguiu para o ex\u00edlio era constitu\u00edda pela esposa de <strong>D. Pedro II<\/strong>,  <strong>D. Teresa Cristina<\/strong>, sua filha <strong>Princesa Isabel<\/strong>, seu genro <strong>Conde d'Eu<\/strong> e seus 4 netos - <strong>Pedro Augusto<\/strong>, filho de D. Leopoldina e  <strong>Pedro de Alc\u00e2ntara<\/strong>, <strong>Luis Felipe<\/strong> e <strong>Ant\u00f4nio Pedro<\/strong>, filhos da princesa Isabel com o conde d'Eu.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-7\">\n\t<td class=\"column-1\">1890<\/td><td class=\"column-2\">Encilhamento<\/td><td class=\"column-3\">Nome pelo qual ficou conhecida a pol\u00edtica monet\u00e1ria de Rui Barbosa, ministro da Fazenda, objetivando estimular a industrializa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, mas que acabou por provocar uma s\u00e9ria crise econ\u00f4mica. As facilidades de cr\u00e9dito criadas com esta pol\u00edtica, sem qualquer garantia de retorno, geraram uma enorme especula\u00e7\u00e3o financeira, o surgimento de empresas-fantasma e um alt\u00edssimo n\u00edvel de infla\u00e7\u00e3o.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-8\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>A palavra <strong>\"encilhamento\"<\/strong> (ato de colocar cilha nos cavalos para entrar na pista de corrida) surgiu da compara\u00e7\u00e3o, surgida na \u00e9poca, entre as especula\u00e7\u00f5es financeiras ocorridas na Bolsa de Valores e as apostas nas corridas de cavalos.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-9\">\n\t<td class=\"column-1\">24 de fevereiro, 1891<\/td><td class=\"column-2\">Constitui\u00e7\u00e3o<\/td><td class=\"column-3\">Promulgada a <strong>primeira Constitui\u00e7\u00e3o republicana<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-10\">\n\t<td class=\"column-1\">3 de novembro, 1891<\/td><td class=\"column-2\">Tentativa de Golpe<\/td><td class=\"column-3\">Em meio a uma crise institucional e econ\u00f4mica, <strong>Deodoro da Fonseca<\/strong> tenta um golpe de Estado decretando o fechamento do Congresso. <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-11\">\n\t<td class=\"column-1\">23 de novembro, 1891<\/td><td class=\"column-2\">Primeira Revolta da Armada<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Almirante Cust\u00f3dio de Melo<\/strong>, a bordo do encoura\u00e7ado \"Riachuelo\", amea\u00e7a bombardear o Rio de Janeiro, caso Deodoro n\u00e3o renuncie.  Esse, cedendo \u00e0 press\u00e3o e para evitar uma guerra civil,  deixa o cargo. O vice-presidente, <strong>marechal Floriano Peixoto<\/strong>, assume a presid\u00eancia, que exerce at\u00e9 novembro de 1894.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-12\">\n\t<td class=\"column-1\">5 de dezembro, 1891<\/td><td class=\"column-2\">Morte de D. Pedro II<\/td><td class=\"column-3\"><strong>D. Pedro II<\/strong> falece no <strong>Hotel Bedford<\/strong>, em <strong>Paris<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-13\">\n\t<td class=\"column-1\">8 de outubro, 1892<\/td><td class=\"column-2\">Bonde El\u00e9trico<\/td><td class=\"column-3\">Inaugurada a <strong>primeira linha de bondes el\u00e9tricos<\/strong> no Brasil, ligando o bairro do <strong>Flamengo<\/strong> ao <strong>Largo da Carioca<\/strong> no <strong>Rio de Janeiro<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-14\">\n\t<td class=\"column-1\">fevereiro, 1893 a agosto, 1895<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Federalista<\/td><td class=\"column-3\">Guerra civil iniciada no Rio Grande do Sul e que se estendeu por Santa Catarina e Paran\u00e1, opondo os <strong>federalistas <\/strong>que lutavam por uma maior autonomia dos estados aos <strong>legalistas<\/strong>, defensores do governo federal. Os federalistas, apelidados de <strong><em>\"maragatos\"<\/em><\/strong>, tinham como l\u00edder pol\u00edtico <strong>Gaspar Silveira Martins<\/strong> e como chefe militar <strong>Gumercindo Saraiva<\/strong>. Os legalistas que defendiam o ent\u00e3o governador do Rio Grande do  Sul, <strong>Julio de Castilhos <\/strong>eram denominados <strong>\"<em>pica-paus\"<\/strong><\/em>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-15\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Enquanto os legalistas receberam apoio do governo federal (Floriano Peixoto enviou tropas comandadas pelo general <strong>Hip\u00f3lito Ribeiro<\/strong> para socorrer <strong>Julio de Castilhos<\/strong>), os federalistas, em um momento da revolu\u00e7\u00e3o,  foram apoiados pelo almirante <strong>Cust\u00f3dio de Melo<\/strong> que comandou a <strong>Revolta da Armada<\/strong>.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-16\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Estima-se que cerca de 10 mil pessoas tenham sido mortos nesta revolu\u00e7\u00e3o, muitos deles degolados, pois tanto  <strong>pica-paus<\/strong> como  <strong>maragatos<\/strong> costumavam usar este meio selvagem de execu\u00e7\u00e3o. Alguns estudiosos afirmam  que a degola era adotada para se poupar muni\u00e7\u00e3o e por ser o m\u00e9todo que os contendores estavam acostumados a fazer com as ovelhas nos campos.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-17\">\n\t<td class=\"column-1\">setembro, 1893 a mar\u00e7o, 1894<\/td><td class=\"column-2\">Segunda Revolta da Armada<\/td><td class=\"column-3\">Rebeli\u00e3o de altos oficiais da Marinha contra o governo de Floriano Peixoto, exigindo a convoca\u00e7\u00e3o imediata de elei\u00e7\u00f5es presidenciais. O movimento, liderado pelo almirante <strong>Cust\u00f3dio de Melo<\/strong>, expressava tamb\u00e9m o descontentamento da Marinha contra o pouco prest\u00edgio que a mesma desfrutava no regime republicano, o contr\u00e1rio do que ocorria durante a Monarquia. Por esse motivo, a revolta recebeu tamb\u00e9m o apoio de muitos monarquistas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-18\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Na <strong>Ba\u00eda de Guanabara<\/strong>, as embarca\u00e7\u00f5es rebeldes (a principal delas era o encoura\u00e7ado \"<strong>Aquidab\u00e3<\/strong>\") trocaram tiros com a artilharia das fortalezas sob controle do Ex\u00e9rcito. Contudo, convencidos da impossibilidade de lutarem contra o governo a partir dali, o comando da revolta decidiu se unir ao movimento federalista no sul do pa\u00eds. Assim , o cruzador \"<strong>Rep\u00fablica<\/strong>\", comandado por <strong>Frederico de Lorena<\/strong>, rompeu o cerco e partiu para  <strong>Desterro<\/strong> (atual Florian\u00f3polis), em Santa Catarina, onde o governo era federalista e opositor a <strong>Floriano Peixoto<\/strong>.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-19\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Em 25 de setembro de 1893, uma bala de canh\u00e3o disparada pelo <strong>\"Aquidab\u00e3\" <\/strong>atingiu a torre da igreja de <strong>N. S. da Lapa dos Mercadores<\/strong>, no centro do Rio, derrubando uma est\u00e1tua alusiva \u00e0 Religi\u00e3o que, apesar da queda de uma altura de cerca de trinta metros, sofreu danos m\u00ednimos, fato considerado milagroso pelos fi\u00e9is.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-20\">\n\t<td class=\"column-1\">29 de setembro, 1893<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Federalista<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Marechal Gama Lobo d'E\u00e7a, Bar\u00e3o de Batovi<\/strong>, her\u00f3i da Guerra do Paraguai, monarquista e agora apoiando os revoltosos federalistas, assina a <strong>capitula\u00e7\u00e3o da cidade de Desterro <\/strong>(atual Florian\u00f3polis), obrigando os defensores de Floriano Peixoto a deixar o territ\u00f3rio catarinense.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-21\">\n\t<td class=\"column-1\">12 de outubro, 1893<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Federalista<\/td><td class=\"column-3\">Instalado um governo revolucion\u00e1rio provis\u00f3rio no estado de Santa Catarina, sob a presid\u00eancia de <strong>Frederico de Lorena<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-22\">\n\t<td class=\"column-1\">dezembro, 1893<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Federalista \/ Revolta da Armada<\/td><td class=\"column-3\">Passam na cidade de <strong>Desterro<\/strong>, em momentos diferentes, o chefe militar dos federalistas ga\u00fachos, <strong>Gumercindo Saraiva <\/strong>e o l\u00edder da Revolta da Armada, almirante <strong>Cust\u00f3dio de Melo<\/strong>. De l\u00e1 partem para o Paran\u00e1, em busca de apoio para suas causas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-23\">\n\t<td class=\"column-1\">janeiro a fevereiro, 1894<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Federalista<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Cerco da cidade de Lapa<\/strong>:  em sua marcha para o norte, tentando chegar ao Rio de Janeiro, capital federal, as tropas federalistas encontram forte resist\u00eancia na cidade de Lapa, no Paran\u00e1, o que as obriga a retroceder.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-24\">\n\t<td class=\"column-1\">16 de abril, 1894<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Federalista \/ Revolta da Armada<\/td><td class=\"column-3\">Encoura\u00e7ado <strong>\"Aquidab\u00e3\"<\/strong>, mais importante navio da marinha brasileira, \u00e9 seriamente avariado, pr\u00f3ximo \u00e0 <strong>Ilha de Anhatomirim<\/strong>, em Santa Catarina, quando lutava contra diversos navios leais ao governo federal.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-25\">\n\t<td class=\"column-1\">22 de abril, 1894<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Federalista<\/td><td class=\"column-3\">Chega a <strong>Desterro<\/strong>, o <strong>coronel Moreira C\u00e9sar<\/strong>, enviado por Floriano Peixoto, para ser o governador provis\u00f3rio do estado de Santa Catarina. T\u00eam in\u00edcio as pris\u00f5es de civis e militares federalistas denunciados pelos legalistas locais.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-26\">\n\t<td class=\"column-1\">abril, 1894<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Federalista<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Massacre de Anhatomirim<\/strong>: cerca de 40 pessoas ligadas ao movimento federalista s\u00e3o executadas na <strong>Fortaleza de Santa Cruz<\/strong>, na <strong>Ilha de Anhatomirim<\/strong>, a mando de Moreira C\u00e9sar. Os militares foram fuzilados e os civis enforcados. Entre os executados estavam o <strong>Bar\u00e3o de Batovi<\/strong>, seu filho m\u00e9dico  <strong>Alfredo da Gama d'E\u00e7a<\/strong> e o ex-presidente do governo provis\u00f3rio, <strong>Frederico de Lorena<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-27\">\n\t<td class=\"column-1\">outubro, 1894<\/td><td class=\"column-2\">Florian\u00f3polis<\/td><td class=\"column-3\">Cidade de <strong>Desterro<\/strong>, capital de Santa Catarina, tem seu nome mudado para <strong>Florian\u00f3polis<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-28\">\n\t<td class=\"column-1\">novembro de 1894<\/td><td class=\"column-2\">Presid\u00eancia da Rep\u00fablica<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Prudente de Morais<\/strong>, senador paulista, toma posse como terceiro presidente do Brasil, o primeiro eleito por voto direto. Governou at\u00e9 novembro de 1898.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-29\">\n\t<td class=\"column-1\">novembro de 1896 a outubro de 1897<\/td><td class=\"column-2\">Guerra de Canudos<\/td><td class=\"column-3\">Movimento de cunho social e religioso ocorrido no sert\u00e3o da Bahia. Um grupo de sertanejos liderados por um beato conhecido como <strong>Antonio Conselheiro<\/strong> se concentra em um vilarejo de nome Belo Monte (que depois passa a ser chamado de <strong>Canudos<\/strong>), fundando uma seita de religiosidade exacerbada.  Movidos pela fome e pela mis\u00e9ria, os adeptos de Antonio Conselheiro promovem, inicialmente, alguns dist\u00farbios que, em breve, se transformam em um grave conflito social. O governo envia quatro expedi\u00e7\u00f5es militares para enfrent\u00e1-los, somente conseguindo a vit\u00f3ria na \u00faltima delas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-30\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Ant\u00f4nio Conselheiro<\/strong> se dizia um enviado de Deus para acabar com as desigualdades sociais, o que lhe trouxe grande n\u00famero de seguidores entre as pessoas miser\u00e1veis do sert\u00e3o nordestino. Pregava que o  fim do mundo estava pr\u00f3ximo, sendo a Rep\u00fablica rec\u00e9m-implantada prova disso, por promover  a separa\u00e7\u00e3o do Estado e da Igreja e adotar o casamento civil.  Esse discurso contra o novo regime foi o pretexto que a opini\u00e3o p\u00fablica encontrou para justificar a guerra de exterm\u00ednio contra eles, afirmando que <strong>Canudos<\/strong> era um perigoso foco monarquista a partir do qual se pretendia restaurar o regime no pa\u00eds.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-31\">\n\t<td class=\"column-1\">16 de setembro, 1896<\/td><td class=\"column-2\">M\u00fasica<\/td><td class=\"column-3\">Morre o compositor <strong>Ant\u00f4nio Carlos Gomes<\/strong>, autor de v\u00e1rias \u00f3peras, entre elas a famosa <strong><em>\"O Guarani\"<\/em><\/strong>.  <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-32\">\n\t<td class=\"column-1\">novembro,  1896<\/td><td class=\"column-2\">Guerra de Canudos<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Primeira opera\u00e7\u00e3o militar<\/strong>: tropa de cerca de 100 soldados, comandada pelo tenente <strong>Pires Ferreira<\/strong>, \u00e9 derrotada pelos sertanejos, pr\u00f3ximo \u00e0 cidade de <strong>Uau\u00e1<\/strong><strong><\/strong>. Foi a primeira expedi\u00e7\u00e3o militar contra o arraial de Canudos. Este confronto fez aumentar o prest\u00edgio de <strong>Ant\u00f4nio Conselheiro<\/strong> no sert\u00e3o,  crescendo o n\u00famero de pessoas que  desejavam segui-lo.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-33\">\n\t<td class=\"column-1\">janeiro, 1897<\/td><td class=\"column-2\">Guerra de Canudos<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Segunda opera\u00e7\u00e3o militar<\/strong>: comandada pelo major <strong>Febr\u00f4nio de Brito<\/strong>, era constitu\u00edda por mais de 600 soldados e contava com dois canh\u00f5es Krupp. Apesar da superioridade de for\u00e7as, a tropa  n\u00e3o consegue atacar Canudos, sendo obrigada a se retirar com muitos feridos e alguns mortos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-34\">\n\t<td class=\"column-1\">mar\u00e7o, 1897<\/td><td class=\"column-2\">Guerra de Canudos<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Terceira opera\u00e7\u00e3o militar<\/strong> constitu\u00edda por  1300 soldados e seis canh\u00f5es Krupp sob comando do coronel <strong>Moreira C\u00e9sar<\/strong>.   As tropas chegam a invadir o arraial, mas ap\u00f3s horas de encarni\u00e7ada luta, Moreira C\u00e9sar \u00e9 mortalmente ferido. Esse fato, aliado ao grande n\u00famero de baixas (mais de cem soldados mortos e cerca de cento e vinte feridos), obriga a retirada dos soldados.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-35\">\n\t<td class=\"column-1\">abril, 1897<\/td><td class=\"column-2\">Guerra de Canudos<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Quarta e maior expedi\u00e7\u00e3o contra Canudos<\/strong>:  comandada pelo general <strong>Artur Oscar<\/strong> e composta de duas colunas, cada uma delas chefiada por um general (<strong>Silva Barbosa<\/strong> e <strong>Savaget<\/strong>). Ao todo seguiram cerca de 6 mil soldados e o melhor armamento dispon\u00edvel, a\u00ed inclu\u00eddos treze canh\u00f5es!<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-36\">\n\t<td class=\"column-1\">junho, 1897<\/td><td class=\"column-2\">Guerra de Canudos<\/td><td class=\"column-3\">Mais de 3 mil soldados participam de uma  ofensiva contra Canudos que resulta em grande fracasso: quase mil baixas! General Artur Oscar solicita um refor\u00e7o de 5 mil soldados!<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-37\">\n\t<td class=\"column-1\">agosto, 1897<\/td><td class=\"column-2\">Guerra de Canudos<\/td><td class=\"column-3\">Chega \u00e0 frente de batalha, o pr\u00f3prio ministro da Guerra, <strong>marechal Carlos Machado Bittencourt<\/strong>, com um refor\u00e7o de 3 mil soldados.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-38\">\n\t<td class=\"column-1\">setembro, 1897<\/td><td class=\"column-2\">Guerra de Canudos<\/td><td class=\"column-3\">Morre <strong>Ant\u00f4nio Conselheiro<\/strong>, v\u00edtima de estilha\u00e7os de uma granada.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-39\">\n\t<td class=\"column-1\">1 de outubro, 1897<\/td><td class=\"column-2\">Guerra de Canudos<\/td><td class=\"column-3\">As tropas ocupam e incendeiam o arraial de <strong>Canudos<\/strong>, aniquilando a resist\u00eancia ainda existente.  Muitos sertanejos que se entregaram s\u00e3o degolados pelos soldados.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-40\">\n\t<td class=\"column-1\">6 de outubro, 1897<\/td><td class=\"column-2\">Guerra de Canudos<\/td><td class=\"column-3\">O corpo de <strong>Ant\u00f4nio Conselheiro<\/strong> \u00e9 exumado e fotografado. Sua cabe\u00e7a \u00e9 levada para Salvador.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-41\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Estima-se em mais de 25 mil o n\u00famero de pessoas mortas nestes conflitos que envolveram, ao todo, cerca de 12 mil soldados.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-42\">\n\t<td class=\"column-1\">12 de outubro, 1897<\/td><td class=\"column-2\">Belo Horizonte<\/td><td class=\"column-3\">Inaugura\u00e7\u00e3o da cidade de <strong>Belo Horizonte<\/strong>, projetada para ser a capital de Minas Gerais.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-43\">\n\t<td class=\"column-1\">5 de novembro, 1897<\/td><td class=\"column-2\">Atentado<\/td><td class=\"column-3\">Atentado contra o presidente <strong>Prudente de Morais<\/strong> em cerim\u00f4nia de recep\u00e7\u00e3o a combatentes de Canudos, no Rio de Janeiro. O ministro da Guerra, <strong>Carlos Machado Bittencourt<\/strong>,  que saiu em  defesa  do presidente, acaba apunhalado  e vem a falecer.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-44\">\n\t<td class=\"column-1\">novembro, 1898<\/td><td class=\"column-2\">Presid\u00eancia da Rep\u00fablica<\/td><td class=\"column-3\">Governo de <strong>Campos Salles<\/strong>, paulista,  assume a presid\u00eancia, governando at\u00e9 novembro de 1902.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-45\">\n\t<td class=\"column-1\">1 de dezembro, 1900<\/td><td class=\"column-2\">Fronteiras<\/td><td class=\"column-3\">Gra\u00e7as \u00e0 brilhante atua\u00e7\u00e3o do <strong>Bar\u00e3o do Rio Branco<\/strong>, o Brasil ganha a disputa com a Fran\u00e7a sobre a <strong>fronteira do Amap\u00e1 com a Guiana Francesa<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-46\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Jos\u00e9 Maria da Silva Paranhos J\u00fanior, o <strong>Bar\u00e3o do Rio Branco<\/strong>,  era filho do <strong>Visconde do Rio Branco<\/strong>, Jos\u00e9 Maria da Silva Paranhos.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-47\">\n\t<td class=\"column-1\">agosto, 1902<\/td><td class=\"column-2\">Conflito Fronteiri\u00e7o<\/td><td class=\"column-3\">Come\u00e7a a <strong>Revolu\u00e7\u00e3o Acreana<\/strong>, movimento armado entre Bolivia e brasileiros residentes na regi\u00e3o do Acre, liderados por <strong>Pl\u00e1cido de Castro<\/strong>. O conflito somente se encerra em 1903 com o <strong>Tratado de Petr\u00f3polis<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-48\">\n\t<td class=\"column-1\">novembro, 1902<\/td><td class=\"column-2\">Presid\u00eancia da Rep\u00fablica<\/td><td class=\"column-3\">Governo de <strong>Rodrigues Alves<\/strong>, paulista, assume a presid\u00eancia, governando at\u00e9 novembro de 1906.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-49\">\n\t<td class=\"column-1\">dezembro, 1902<\/td><td class=\"column-2\">Literatura<\/td><td class=\"column-3\">Lan\u00e7ado o livro <em><strong>\"Os Sert\u00f5es\"<\/strong><\/em> sobre a <strong>Guerra de Canudos<\/strong>. Seu autor,  <strong>Euclides da Cunha<\/strong>, havia sido correspondente do jornal <em>\"O Estado de S\u00e3o Paulo\" <\/em> na referida campanha militar. O livro logo se tornou um cl\u00e1ssico da literatura brasileira.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-50\">\n\t<td class=\"column-1\">1903 a 1906<\/td><td class=\"column-2\">Rio de Janeiro<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Pereira Passos<\/strong>, prefeito do Rio de Janeiro entre 1902 e 1906,  procede a uma grande remodela\u00e7\u00e3o urban\u00edstica da cidade para moderniz\u00e1-la  e embelez\u00e1-la, abrindo avenidas, alargando ruas,  construindo pra\u00e7as e  parques.  A popula\u00e7\u00e3o chamou  este movimento  de  <em>\"bota-abaixo\"<\/em>,  pois in\u00fameros casar\u00f5es e corti\u00e7os tiveram que ser demolidos. A Avenida Central, atual <strong>Avenida Rio Branco<\/strong>, ligando a <strong>Pra\u00e7a Mau\u00e1 <\/strong>\u00e0 <strong>Gl\u00f3ria<\/strong>,  foi uma das principais realiza\u00e7\u00f5es deste programa.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-51\">\n\t<td class=\"column-1\">22 de fevereiro, 1903<\/td><td class=\"column-2\">Artes Pl\u00e1sticas<\/td><td class=\"column-3\">Morre no Rio de Janeiro o pintor catarinense <strong>Victor Meirelles<\/strong><strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-52\">\n\t<td class=\"column-1\">novembro, 1903<\/td><td class=\"column-2\">Fronteiras<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Tratado de Petr\u00f3polis<\/strong> estabelece  a incorpora\u00e7\u00e3o definitiva do <strong>Acre <\/strong>ao Brasil em troca de uma indeniza\u00e7\u00e3o \u00e0  Bol\u00edvia de dois milh\u00f5es de libras esterlinas e o compromisso de se construir a ferrovia <strong>Madeira-Mamor\u00e9<\/strong> que deveria ter um ramal boliviano.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-53\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Esse acordo foi tido como uma das principais vit\u00f3rias diplom\u00e1ticas do Bar\u00e3o do Rio Branco.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-54\">\n\t<td class=\"column-1\">10 a 16 de novembro, 1904<\/td><td class=\"column-2\">Revolta da Vacina<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Oswaldo Cruz<\/strong>, m\u00e9dico sanitarista, convence o governo de Rodrigues Alves a aprovar uma lei tornando a vacina contra a var\u00edola obrigat\u00f3ria. Assim, foram criadas brigadas sanit\u00e1rias autorizadas a entrar nas resid\u00eancias e aplicar a vacina \u00e0 for\u00e7a. A forte resist\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro contra a medida resultou em cerca de 30 mortos, al\u00e9m de muitos feridos e centenas de pessoas presas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-55\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Oswaldo Cruz<\/strong> foi um dos mais famosos cientistas brasileiros. Especializou-se em doen\u00e7as tropicais. Em 1900 fundou no Rio de Janeiro o Instituto Soroter\u00e1pico, hoje <strong>Instituto Oswaldo Cruz<\/strong>.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-56\">\n\t<td class=\"column-1\">7 de outubro, 1905<\/td><td class=\"column-2\">Artes Pl\u00e1sticas<\/td><td class=\"column-3\">Morre na cidade italiana de Floren\u00e7a o pintor paraibano <strong>Pedro Am\u00e9rico<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-57\">\n\t<td class=\"column-1\">fevereiro, 1906<\/td><td class=\"column-2\">Conven\u00e7\u00e3o de Taubat\u00e9<\/td><td class=\"column-3\">Acordo firmado na cidade paulista de <strong>Taubat\u00e9<\/strong> pelos governadores de S\u00e3o Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro instituindo uma  pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do caf\u00e9, o principal produto da pauta de exporta\u00e7\u00e3o brasileira.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-58\">\n\t<td class=\"column-1\">novembro, 1906<\/td><td class=\"column-2\">Presid\u00eancia da Rep\u00fablica<\/td><td class=\"column-3\">Governo de <strong>Afonso Pena<\/strong>, mineiro, assume a presid\u00eancia, governando at\u00e9 junho de 1909.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-59\">\n\t<td class=\"column-1\">junho, 1907<\/td><td class=\"column-2\">Confer\u00eancia de Paz de Haia<\/td><td class=\"column-3\">Representante brasileiro nesta confer\u00eancia internacional foi o jurista, pol\u00edtico e diplomata baiano <strong>Rui Barbosa<\/strong>, cuja atua\u00e7\u00e3o foi considerada uma das mais brilhantes da diplomacia brasileira.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-60\">\n\t<td class=\"column-1\">junho, 1908<\/td><td class=\"column-2\">Imigra\u00e7\u00e3o<\/td><td class=\"column-3\">Chegada do navio <em>\"Kasato Maru\"<\/em> ao porto de <strong>Santos<\/strong><\/strong> d\u00e1 in\u00edcio \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o japonesa para o Brasil.  Vieram 165 familias destinadas a trabalhar nos cafezais do estado de S\u00e3o Paulo.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-61\">\n\t<td class=\"column-1\">29 de setembro, 1908<\/td><td class=\"column-2\">Literatura<\/td><td class=\"column-3\">Morre Joaquim Maria de <strong>Machado de Assis<\/strong>, considerado um dos mais importantes escritores do Brasil, autor dos romances <em><strong>\"Dom Casmurro\",<\/strong> <strong>\"Mem\u00f3rias P\u00f3stumas de Br\u00e1s Cubas\"<\/strong> e <strong>\"Quincas Borba\"<\/strong><\/em>, entre v\u00e1rios outros.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-62\">\n\t<td class=\"column-1\">14 de junho, 1909<\/td><td class=\"column-2\">Presid\u00eancia da Rep\u00fablica<\/td><td class=\"column-3\">Falecimento do presidente <strong>Afonso Pena<\/strong> em pleno mandato. Assume o governo, o vice-presidente <strong>Nilo Pe\u00e7anha<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-63\">\n\t<td class=\"column-1\">junho, 1909 a novembro, 1910<\/td><td class=\"column-2\">Presid\u00eancia da Rep\u00fablica<\/td><td class=\"column-3\">Governo de <strong>Nilo Pe\u00e7anha<\/strong>, fluminense da cidade de <strong>Campos dos Goytacazes<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-64\">\n\t<td class=\"column-1\">15 de agosto, 1909<\/td><td class=\"column-2\">Literatura<\/td><td class=\"column-3\">Escritor <strong>Euclides da Cunha<\/strong> \u00e9 assassinado no Rio de Janeiro por <strong>Dilermando de Assis<\/strong>, amante da sua mulher.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-65\">\n\t<td class=\"column-1\">1910<\/td><td class=\"column-2\">Presid\u00eancia da Rep\u00fablica<\/td><td class=\"column-3\">Campanha de<strong> Rui Barbosa <\/strong>\u00e0 presid\u00eancia da Rep\u00fablica, percorrendo todo o Brasil. Foi chamada de campanha civilista em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0  candidatura militar do marechal  <strong>Hermes da Fonseca<\/strong> que acabou vencendo as elei\u00e7\u00f5es em um processo eleitoral considerado bastante suspeito.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-66\">\n\t<td class=\"column-1\">novembro, 1910 a novembro, 1914<\/td><td class=\"column-2\">Presid\u00eancia da Rep\u00fablica<\/td><td class=\"column-3\">Governo do marechal ga\u00facho <strong>Hermes da Fonseca<\/strong>, sobrinho de <strong>Deodoro da Fonseca<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-67\">\n\t<td class=\"column-1\">22 a 27 de novembro, 1910<\/td><td class=\"column-2\">Revolta da Chibata<\/td><td class=\"column-3\">Tripula\u00e7\u00f5es dos encoura\u00e7ados \"Minas Gerais\", \"S\u00e3o Paulo\" e de outros navios de guerra fundeados na Ba\u00eda de Guanabara, liderados pelo marinheiro <strong>Jo\u00e3o C\u00e2ndido<\/strong>, se amotinam, matam alguns oficiais  e amea\u00e7am bombardear o Rio de Janeiro, caso n\u00e3o fossem abolidos os castigos corporais na Marinha. Com a aceita\u00e7\u00e3o das reinvindica\u00e7\u00f5es dos revoltosos por parte do governo de Hermes da Fonseca, a revolta chega ao fim. Contudo, a repress\u00e3o \u00e9 forte:  centenas de marinheiros s\u00e3o expulsos da Marinha, muitos s\u00e3o presos, desterrados ou executados.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-68\">\n\t<td class=\"column-1\">abril, 1912<\/td><td class=\"column-2\">Ferrovia<\/td><td class=\"column-3\">Inaugura\u00e7\u00e3o da estrada de ferro <strong>Madeira-Mamor\u00e9<\/strong>, cuja constru\u00e7\u00e3o havia sido  acordada com a Bol\u00edvia pelo Tratado de Petr\u00f3polis de 1903 . Seu objetivo era transpor um trecho encachoeirado do rio Madeira para facilitar o escoamento da borracha brasileira e boliviana. As obras, iniciadas em 1907, causaram a morte de milhares de pessoas, principalmente, devido \u00e0s doen\u00e7as tropicais.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-69\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Na \u00e9poca, dizia-se que para cada dormente da estrada havia um cad\u00e1ver, motivo pelo qual a estrada  foi chamada de  <strong>\"Ferrovia do Diabo\"<\/strong>.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-70\">\n\t<td class=\"column-1\">outubro, 1912 a agosto, 1916<\/td><td class=\"column-2\">Guerra do Contestado<\/td><td class=\"column-3\">Confronto entre camponeses e tropas governamentais na regi\u00e3o denominada <strong>\"Contestado\"<\/strong>, uma \u00e1rea de cerca de 40 mil km\u00b2, rica em madeira e erva-mate, disputada pelos estados de <strong>Santa Catarina<\/strong> e <strong>Paran\u00e1<\/strong>. O conflito, que durou quase 4 anos, teve como causa principal a expuls\u00e3o dos trabalhadores bra\u00e7ais das terras pelos  grandes propriet\u00e1rios e empresas estrangeiras que atuavam na regi\u00e3o.  Al\u00e9m do aspecto social e fundi\u00e1rio, o movimento apresentava tamb\u00e9m um forte componente de misticismo e fanatismo religioso: os camponeses eram liderados pelo  <strong>\"monge\" Jos\u00e9 Maria<\/strong>, considerado santo pelos camponeses e  fundador de uma comunidade igualit\u00e1ria denominada \"monarquia celestial\". A <strong>Guerra do Contestado<\/strong> deixou um saldo de cerca de 20 mil mortos entre camponeses e soldados.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-71\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Entre as empresas respons\u00e1veis pela retirada for\u00e7ada dos camponeses de suas terras estava a norte-americana  Brazil Railway que  havia constru\u00eddo a estrada de ferro ligando <strong>S\u00e3o Paulo<\/strong> ao <strong>Rio Grande do Sul<\/strong> recebendo por isso terras ao longo da ferrovia para sua  pr\u00f3pria explora\u00e7\u00e3o.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-72\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Jos\u00e9 Maria<\/strong>, que morreu logo no in\u00edcio do conflito (outubro, 1912), foi substitu\u00eddo por uma jovem, <strong>Maria Rosa<\/strong>, que dizia receber ordens espirituais de Jos\u00e9 Maria. Quando Maria Rosa morreu em combate (mar\u00e7o, 1915), os camponeses  passaram a ser liderados por <strong>Adeodato<\/strong> que se entregou em agosto de 1916.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-73\">\n\t<td class=\"column-1\">novembro de 1914 a novembro de 1918<\/td><td class=\"column-2\">Presid\u00eancia da Rep\u00fablica<\/td><td class=\"column-3\">Governo do mineiro <strong>Venceslau Br\u00e1s<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-74\">\n\t<td class=\"column-1\">8 de setembro, 1915<\/td><td class=\"column-2\">Pol\u00edtica<\/td><td class=\"column-3\">Assassinato do senador ga\u00facho <strong>Pinheiro Machado<\/strong>, apunhalado no Hotel dos Estrangeiros, no Rio de Janeiro.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-75\">\n\t<td class=\"column-1\">26 de outubro, 1917<\/td><td class=\"column-2\">I Guerra Mundial<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Brasil<\/strong> declara guerra \u00e0 <strong>Alemanha<\/strong> devido ao  torpedeamento de alguns navios brasileiros.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-76\">\n\t<td class=\"column-1\">outubro a novembro, 1918<\/td><td class=\"column-2\">Gripe Espanhola<\/td><td class=\"column-3\">Violenta epidemia de gripe que assolou o pa\u00eds, matando cerca de 35 mil pessoas, principalmente no Rio de Janeiro e em S\u00e3o Paulo.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-77\">\n\t<td class=\"column-1\">15 de novembro, 1918<\/td><td class=\"column-2\">Presid\u00eancia da Rep\u00fablica<\/td><td class=\"column-3\">Rodrigues Alves, eleito para um segundo mandato (o primeiro havia sido de 1902 a 1906), n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de tomar posse por haver contra\u00eddo a \"gripe espanhola\". Assume ent\u00e3o o seu vice, o mineiro <strong>Delfim Moreira<\/strong>, que governa at\u00e9 julho de 1919. <br \/>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-78\">\n\t<td class=\"column-1\">16 de janeiro, 1919<\/td><td class=\"column-2\">Presid\u00eancia da Rep\u00fablica<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Rodrigues Alves<\/strong> morre  v\u00edtima da \"gripe espanhola\".<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-79\">\n\t<td class=\"column-1\">julho, 1919 a novembro, 1922<\/td><td class=\"column-2\">Presid\u00eancia da Rep\u00fablica<\/td><td class=\"column-3\">Governo do paraibano <strong>Epit\u00e1cio Pessoa<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-80\">\n\t<td class=\"column-1\">fevereiro, 1922<\/td><td class=\"column-2\">Artes Pl\u00e1sticas<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Semana de Arte Moderna<\/strong>: evento realizado no <strong>Teatro Municipal de S\u00e3o Paulo <\/strong>marca o in\u00edcio  do modernismo no Brasil, rompendo com os padr\u00f5es est\u00e9ticos de ent\u00e3o.  Novas ideias e conceitos foram apresentados ao p\u00fablico em diferentes manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas tais como pintura, escultura, m\u00fasica, poesia, arquitetura.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-81\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Entre os participantes deste evento, podem ser citados: na literatura, <strong>M\u00e1rio de Andrade<\/strong>, <strong>Oswald de Andrade<\/strong>, <strong>Menotti del Picchia<\/strong>, <strong>Manuel Bandeira<\/strong>; na m\u00fasica, <strong>Heitor Villa-Lobos<\/strong>; na pintura, <strong>Tarsila do Amaral<\/strong> e <strong>Anita  Malfatti<\/strong>.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-82\">\n\t<td class=\"column-1\">5 de julho, 1922<\/td><td class=\"column-2\">Revolta dos 18 do Forte<\/td><td class=\"column-3\">Movimento de contesta\u00e7\u00e3o dos militares descontentes com o governo de <strong>Epit\u00e1cio Pessoa<\/strong> e com a elei\u00e7\u00e3o de <strong>Artur Bernardes<\/strong> para a presid\u00eancia da Rep\u00fablica. A revolta se inicia no <strong>Forte Copacabana<\/strong> no dia 2 de julho. Contudo, a ades\u00e3o que se esperava das outras unidades militares acabou n\u00e3o acontecendo. O Forte Copacabana passa, ent\u00e3o, a ser violentamente bombardeado pela <strong>Fortaleza de Santa Cruz<\/strong> e por navios de guerra. O governo exige a rendi\u00e7\u00e3o da guarni\u00e7\u00e3o do forte. Neste momento, alguns poucos combatentes  decidem resistir  e saem  marchando pela <strong>Avenida Atl\u00e2ntica<\/strong>. Deste grupo suicida de 18 soldados, somente dois estavam vivos ao final da marcha, assim mesmo bastante feridos: o tenente <strong>Siqueira Campos<\/strong> e <strong>Eduardo Gomes<\/strong>, que depois chegaria ao posto de brigadeiro da Aeron\u00e1utica.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-83\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>A <strong>Revolta dos 18 do Forte<\/strong>, tamb\u00e9m conhecida como <strong>Levante do Forte Copacabana<\/strong>, foi a primeira revolta do chamado<strong> <em>\"tenentismo\"<\/em><\/strong>, movimentos pol\u00edtico-militares deflagrados por oficiais de postos inferiores (principalmente tenentes), ocorridos nas d\u00e9cadas de 20 e 30 e que se caracterizavam pelo forte descontentamento com a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e social do pa\u00eds na chamada <strong>Primeira Rep\u00fablica<\/strong> ou <strong>Rep\u00fablica Velha<\/strong> (1989-1930).<\/em><em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-84\">\n\t<td class=\"column-1\">novembro, 1922 a novembro, 1926<\/td><td class=\"column-2\">Presid\u00eancia da Rep\u00fablica<\/td><td class=\"column-3\">Governo do mineiro <strong>Artur Bernardes<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-85\">\n\t<td class=\"column-1\">20 de abril, 1923<\/td><td class=\"column-2\">Radiofonia<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Roquette Pinto<\/strong>, m\u00e9dico, antrop\u00f3logo e educador, funda a <strong>primeira emissora radiof\u00f4nica<\/strong> do pa\u00eds, a <strong>R\u00e1dio Sociedade do Rio de Janeiro<\/strong>, atualmente <strong>R\u00e1dio Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o<\/strong> (MEC).<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-86\">\n\t<td class=\"column-1\">julho, 1924<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Paulista de 1924<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Segunda manifesta\u00e7\u00e3o do movimento tenentista<\/strong>: liderada pelo general <strong>Isidoro Dias Lopes<\/strong>, os revoltosos ocupam a cidade de S\u00e3o Paulo por algumas semanas, obrigando o governador a fugir. S\u00e3o Paulo passa, ent\u00e3o, a ser bombardeada por tropas federais, o que for\u00e7a a retirada dos rebeldes para o interior. Em <strong>Foz do Igua\u00e7u<\/strong>, esse grupo  vem a se reunir \u00e0s tropas de <strong>Lu\u00eds Carlos Prestes<\/strong> na famosa <strong>Coluna Prestes<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-87\">\n\t<td class=\"column-1\">abril de 1925 a fevereiro de 1927<\/td><td class=\"column-2\">Coluna Prestes<\/td><td class=\"column-3\">Longa marcha, liderada por <strong>Luis Carlos Prestes<\/strong> e <strong>Miguel Costa<\/strong>, \u00e0 frente de aproximadamente 1500 revoltosos, tendo como  objetivo  promover uma revolu\u00e7\u00e3o social  que derrubasse as oligarquias dominantes e pusesse  fim \u00e0 chamada Rep\u00fablica Velha. Foi uma das mais importantes manifesta\u00e7\u00f5es do  <strong>tenentismo<\/strong> e, embora n\u00e3o tenha conseguido sucesso em seu intento de mudar o governo, o movimento ajudou a solapar as arcaicas estruturas de poder existentes e a preparar a <strong>Revolu\u00e7\u00e3o de 1930<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-88\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>A marcha se iniciou no <strong>Rio Grande do Sul<\/strong> e, durante 2  anos, percorreu cerca de 25 mil quil\u00f4metros e 11 estados brasileiros. Ao longo dessa jornada,  a coluna  enfrentou tropas do ex\u00e9rcito, pol\u00edcias estaduais e grupos de jagun\u00e7os, sem nunca ter sido derrotada. Em fevereiro de 1927, a <strong>\"Coluna Prestes\"<\/strong> chegou \u00e0 <strong>Bol\u00edvia<\/strong> onde se desfez. <\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-89\">\n\t<td class=\"column-1\">novembro, 1926 a outubro, 1930<\/td><td class=\"column-2\">Presid\u00eancia da Rep\u00fablica<\/td><td class=\"column-3\">Governo de <strong>Washington Lu\u00eds<\/strong>, pol\u00edtico paulista, mas nascido em <strong>Maca\u00e9<\/strong>, no estado do Rio. Foi o \u00faltimo presidente da chamada Rep\u00fablica Velha, pois o pr\u00f3ximo eleito, <strong>J\u00falio Prestes<\/strong>, n\u00e3o assumiria a presid\u00eancia devido \u00e0 tomada do poder por <strong>Get\u00falio Vargas<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-90\">\n\t<td class=\"column-1\">mar\u00e7o, 1930<\/td><td class=\"column-2\">Presid\u00eancia da Rep\u00fablica<\/td><td class=\"column-3\"><strong>J\u00falio Prestes<\/strong>, governador do estado de S\u00e3o Paulo e candidato do presidente <strong>Washington Luis<\/strong>, foi apoiado por todos os estados, com exce\u00e7\u00e3o de tr\u00eas: <strong>Rio Grande do Sul<\/strong>, <strong>Minas Gerais<\/strong> e <strong>Para\u00edba<\/strong>. Esses estados criaram a <strong>Alian\u00e7a Liberal<\/strong>, tendo o ga\u00facho <strong>Get\u00falio Vargas<\/strong> como candidato a presidente e <strong>Jo\u00e3o Pessoa<\/strong>, governador da Para\u00edba, a vice-presidente.<br \/>\n<br \/>\n<br \/>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-91\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>A indica\u00e7\u00e3o de <strong>J\u00falio Prestes<\/strong>, outro paulista para a presid\u00eancia da Rep\u00fablica (<strong>Washington Luis<\/strong>, apesar de haver nascido no estado do Rio, construiu sua vida pol\u00edtica em S\u00e3o Paulo), provocou o rompimento da chamada <em>\"pol\u00edtica do caf\u00e9-com-leite\"<\/em> que alternava a presid\u00eancia do pa\u00eds entre pol\u00edticos paulistas (<strong>caf\u00e9<\/strong>) e mineiros (<strong>leite<\/strong>).<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-92\">\n\t<td class=\"column-1\">26 de julho, 1930<\/td><td class=\"column-2\">Pol\u00edtica<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Jo\u00e3o Pessoa<\/strong>, governador da Para\u00edba e candidato a vice-presidente na chapa de <strong>Get\u00falio Vargas<\/strong>, \u00e9 assassinado em Recife por <strong>Jo\u00e3o Duarte Dantas<\/strong>, advers\u00e1rio pol\u00edtico. Embora o crime tenha sido por raz\u00f5es pessoais, a morte de Jo\u00e3o Pessoa foi o estopim para a deflagra\u00e7\u00e3o da <strong>Revolu\u00e7\u00e3o de 30<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-93\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>O motivo do crime foi o fato de a pol\u00edcia paraibana ter invadido a resid\u00eancia de Dantas e  exposto ao p\u00fablico algumas cartas amorosas recebidas por ele.<\/em><em><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<!-- #tablepress-74 from cache -->\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":7122,"parent":135,"menu_order":15,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"full-width.php","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-393","page","type-page","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/393","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=393"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/393\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9800,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/393\/revisions\/9800"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/135"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/7122"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=393"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}