{"id":391,"date":"2014-08-07T20:26:37","date_gmt":"2014-08-07T20:26:37","guid":{"rendered":"http:\/\/clunymma.wordpress.com\/?page_id=391"},"modified":"2017-07-10T19:54:21","modified_gmt":"2017-07-10T19:54:21","slug":"reino-unido-e-imperio-1808-a-1889","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/cluny.com.br\/?page_id=391","title":{"rendered":"Reino Unido e Imp\u00e9rio &#8211; 1815 a 1889"},"content":{"rendered":"\n<table id=\"tablepress-80\" class=\"tablepress tablepress-id-80\">\n<thead>\n<tr class=\"row-1\">\n\t<th class=\"column-1\">Per\u00edodo (d.C.)<\/th><th class=\"column-2\">Tema<\/th><th class=\"column-3\">Evento<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody class=\"row-striping row-hover\">\n<tr class=\"row-2\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-3\">\n\t<td class=\"column-1\">16 de dezembro, 1815<\/td><td class=\"column-2\">Reino Unido<\/td><td class=\"column-3\">Brasil elevado \u00e0 categoria de <strong>Reino Unido a Portugal e Algarves<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-4\">\n\t<td class=\"column-1\">20 de mar\u00e7o, 1816<\/td><td class=\"column-2\">D. Jo\u00e3o VI<\/td><td class=\"column-3\">Morre <strong>D. Maria I<\/strong>, a <em>\"Rainha Louca\"<\/em>.  D. Jo\u00e3o, pr\u00edncipe-regente desde 1792, assume o trono como <strong>D. Jo\u00e3o VI<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-5\">\n\t<td class=\"column-1\">mar\u00e7o a maio, 1817<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o <br \/>\nPernambu-<br \/>\ncana<\/td><td class=\"column-3\">Movimento revolucion\u00e1rio cujo objetivo principal era a liberta\u00e7\u00e3o da prov\u00edncia de <strong>Pernambuco<\/strong> do dom\u00ednio portugu\u00eas. Ap\u00f3s proclamarem a rep\u00fablica, os revoltosos conseguiram o apoio de outras capitanias nordestinas, como Cear\u00e1, Rio Grande do Norte, Para\u00edba e Alagoas. Ap\u00f3s dois meses de lutas, as for\u00e7as governistas derrotaram os revoltosos que foram severamente castigados. Os principais chefes do movimento  foram   executados e tiveram seus corpos esquartejados. Quatro r\u00e9us foram fuzilados na Bahia, dentre eles, <strong>Domingos Jos\u00e9 Martins<\/strong><\/strong>, considerado o l\u00edder da revolu\u00e7\u00e3o. Em Pernambuco, nove revoltosos foram enforcados.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-6\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Principais causas da <strong>Revolu\u00e7\u00e3o Pernambucana<\/strong>, tamb\u00e9m conhecida como <strong>Revolu\u00e7\u00e3o dos Padres<\/strong>: 1) crise econ\u00f4mica regional provocada pela queda na exporta\u00e7\u00e3o da cana e do algod\u00e3o aliada aos efeitos da grande seca de 1816; 2) insatisfa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o com os privil\u00e9gios concedidos aos portugueses no governo e na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica; 3) novos impostos lan\u00e7ados por D. Jo\u00e3o; 4) influ\u00eancia das id\u00e9ias iluministas de liberdade.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-7\">\n\t<td class=\"column-1\">agosto, 1820<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Liberal em Portugal<\/td><td class=\"column-3\">Come\u00e7a a <strong>Revolu\u00e7\u00e3o Liberal<\/strong>, tamb\u00e9m conhecida como <strong>Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista<\/strong>, na cidade do <strong>Porto<\/strong>.  Entre suas reivindica\u00e7\u00f5es estavam a instaura\u00e7\u00e3o de uma monarquia constitucional e o imediato retorno da corte portuguesa a Lisboa.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-8\">\n\t<td class=\"column-1\">28 de fevereiro, 1821<\/td><td class=\"column-2\">Prov\u00edncias<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Capitanias<\/strong><\/strong> passam a ser denominadas <strong>prov\u00edncias<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-9\">\n\t<td class=\"column-1\">26 de abril, 1821<\/td><td class=\"column-2\">Retorno da Corte<\/td><td class=\"column-3\"><strong>D. Jo\u00e3o VI<\/strong> retorna a Portugal deixando seu filho <strong>D. Pedro<\/strong> como pr\u00edncipe-regente do Brasil.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-10\">\n\t<td class=\"column-1\">10 de julho, 1821<\/td><td class=\"column-2\">Prov\u00edncia Cisplatina<\/td><td class=\"column-3\">Anexa\u00e7\u00e3o do <strong>Uruguai<\/strong> (Banda Oriental) ao Brasil como <strong>Prov\u00edncia Cisplatina<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-11\">\n\t<td class=\"column-1\">9 de janeiro, 1822<\/td><td class=\"column-2\">Dia do Fico<\/td><td class=\"column-3\"><strong>D. Pedro<\/strong>, pr\u00edncipe regente do Brasil, compromete-se a permanecer no pa\u00eds, contrariando as ordens do parlamento portugu\u00eas (Cortes Portuguesas) que exigiam sua volta.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-12\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Em seu discurso, D. Pedro pronuncia a c\u00e9lebre frase: \"Se \u00e9 para o bem de todos e felicidade geral da Na\u00e7\u00e3o, estou pronto. Digam ao povo que fico!\".<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-13\">\n\t<td class=\"column-1\">junho de 1822<\/td><td class=\"column-2\">Guerra Independ. Bahia<\/td><td class=\"column-3\">C\u00e2mara Municipal da vila de <strong>Cachoeira<\/strong> no Rec\u00f4ncavo Baiano declara rompimento com Portugal dando  in\u00edcio \u00e0 <strong>Guerra da Independ\u00eancia<\/strong> na <strong>Bahia<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-14\">\n\t<td class=\"column-1\">7 de setembro, 1822<\/td><td class=\"column-2\">Indepen-<br \/>\nd\u00eancia<\/td><td class=\"column-3\"><strong>D. Pedro<\/strong>, em viagem de Santos para o Rio de Janeiro, recebe \u00e0s margens do riacho <strong>Ipiranga<\/strong>, uma carta de D. Jo\u00e3o VI ordenando  que ele retornasse a Portugal e se submetesse \u00e0s Cortes Portuguesas. Nesta  mesma ocasi\u00e3o, o pr\u00edncipe recebe duas outras cartas: uma de Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio aconselhando-o ao rompimento com Portugal e outra de D. Maria Leopoldina, sua esposa, apoiando esta medida.  Ent\u00e3o D. Pedro teria pronunciado as c\u00e9lebres palavras: <strong>\"Independ\u00eancia ou Morte\"<\/strong>. Este <strong>\"Grito do Ipiranga\"<\/strong> marca, oficialmente, o momento da emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do Brasil. <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-15\">\n\t<td class=\"column-1\">12 de outubro, 1822<\/td><td class=\"column-2\">Aclama\u00e7\u00e3o<\/td><td class=\"column-3\">D. Pedro \u00e9 aclamado <strong>Imperador do Brasil<\/strong>, recebendo o t\u00edtulo de <strong>D. Pedro I<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-16\">\n\t<td class=\"column-1\">1 de dezembro, 1822<\/td><td class=\"column-2\">Coroa\u00e7\u00e3o<\/td><td class=\"column-3\"><strong>D. Pedro I<\/strong> \u00e9 coroado e consagrado <strong>Imperador e Defensor Perp\u00e9tuo do Brasil<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-17\">\n\t<td class=\"column-1\">3 de maio, 1823<\/td><td class=\"column-2\">Assembl\u00e9ia Constituinte<\/td><td class=\"column-3\">Instalada a primeira <strong>Assembleia Constituinte<\/strong> brasileira.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-18\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Em 13 de outubro de 1823, D. Pedro I dissolveu esta assembleia porque discordava do posicionamento dos deputados quanto \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o dos poderes. Para D. Pedro, o Imperador deveria ter supremacia sobre os outros poderes, o que n\u00e3o era aceito pelos constituintes. Alguns deputados que lideravam os trabalhos, como os irm\u00e3os <strong>Andrada<\/strong> (<strong>Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio<\/strong>, <strong>Ant\u00f4nio Carlos<\/strong> e <strong>Martim Francisco<\/strong>), foram presos e exilados.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-19\">\n\t<td class=\"column-1\">25 de mar\u00e7o, 1824<\/td><td class=\"column-2\">Constitui\u00e7\u00e3o<\/td><td class=\"column-3\">D. Pedro I outorga a primeira constitui\u00e7\u00e3o brasileira elaborada por um Conselho de Estado nomeado pelo Imperador ap\u00f3s a dissolu\u00e7\u00e3o da Assembleia Constituinte.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-20\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\">Uma <strong>constitui\u00e7\u00e3o outorgada<\/strong><em> \u00e9 aquela elaborada por um grupo reduzido de pessoas e imposta pelo Poder Executivo (neste caso, o imperador D. Pedro I)  ao pa\u00eds; a <strong>constitui\u00e7\u00e3o promulgada<\/strong><\/em> \u00e9 aquela elaborada por uma Assembleia Nacional Constituinte democraticamente eleita.<br \/>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-21\">\n\t<td class=\"column-1\">25 de junho, 1824<\/td><td class=\"column-2\">Reconhecimento<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Estados Unidos<\/strong> s\u00e3o o primeiro pa\u00eds a reconhecer a independ\u00eancia do Brasil.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-22\">\n\t<td class=\"column-1\">julho a novembro, 1824<\/td><td class=\"column-2\">Confedera\u00e7\u00e3o do Equador<\/td><td class=\"column-3\">Movimento separatista, ocorrido no Nordeste, como uma  rea\u00e7\u00e3o ao autoritarismo da pol\u00edtica de D. Pedro I, manifestada na Constitui\u00e7\u00e3o outorgada em mar\u00e7o daquele ano. O centro irradiador das ideias dos revoltosos foi a prov\u00edncia de <strong>Pernambuco<\/strong>, que j\u00e1 havia se rebelado contra a monarquia, alguns anos antes (<strong>Revolu\u00e7\u00e3o Pernambucana<\/strong> de 1817). <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-23\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Acontecimentos<\/strong>: as a\u00e7\u00f5es tiveram inicio em 2 de julho, quando o  governador da prov\u00edncia, <strong>Manuel de Carvalho Paes de Andrade<\/strong>, destitu\u00eddo por D. Pedro I, decidiu proclamar a <strong>Confedera\u00e7\u00e3o do Equador<\/strong>, uma rep\u00fablica que deveria unir todas as prov\u00edncias do nordeste brasileiro. As prov\u00edncias do Cear\u00e1, Rio Grande do Norte e Para\u00edba logo aderiram ao movimento. Contudo, devido a dissid\u00eancias entre os seguidores do movimento (por exemplo, os membros da elite n\u00e3o aceitavam a liberta\u00e7\u00e3o dos escravos proposta por Paes de Andrade), a revolta come\u00e7ou a enfraquecer, vindo a extinguir-se ap\u00f3s a forte repress\u00e3o do governo imperial, que contratara tropas externas, comandadas pelo almirante ingl\u00eas <strong>Thomas Cochrane<\/strong>, para combater a rebeli\u00e3o.  Ao final, onze pessoas foram executadas, entre elas <strong>Frei Caneca<\/strong>.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-24\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>O nome <strong>\"Confedera\u00e7\u00e3o do Equador\"<\/strong> foi escolhido pelo fato de o movimento congregar prov\u00edncias localizadas nas proximidades da linha do Equador (Pernambuco, Para\u00edba, Rio Grande do Norte e Cear\u00e1).<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-25\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Frei Caneca<\/strong> (Frei Joaquim do Amor Divino Rabelo), que j\u00e1 havia lutado anteriormente na <strong>Revolu\u00e7\u00e3o Pernambucana<\/strong> de 1817, foi um dos l\u00edderes da <strong>Confedera\u00e7\u00e3o do Equador<\/strong>. Conta-se que nenhum carrasco quis cumprir a ordem de enforcamento do religioso, motivo pelo qual acabou sendo fuzilado pelas tropas imperiais em 13 de janeiro de 1825.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-26\">\n\t<td class=\"column-1\">29 de agosto, 1825<\/td><td class=\"column-2\">Reconheci-mento<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Portugal<\/strong> e <strong>Inglaterra<\/strong> reconhecem a independ\u00eancia do Brasil.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-27\">\n\t<td class=\"column-1\">2 de dezembro, 1825<\/td><td class=\"column-2\">D. Pedro II<\/td><td class=\"column-3\">Nasce o pr\u00edncipe herdeiro do Brasil, futuro <strong>D. Pedro II<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-28\">\n\t<td class=\"column-1\">10 de dezembro, 1825<\/td><td class=\"column-2\">Interven\u00e7\u00f5es Militares Externas<\/td><td class=\"column-3\">Brasil declara guerra \u00e0 <strong>Argentina<\/strong> por sua intromiss\u00e3o nos assuntos da prov\u00edncia <strong>Cisplatina<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-29\">\n\t<td class=\"column-1\">10 de mar\u00e7o, 1826<\/td><td class=\"column-2\">Portugal<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Morte de D. Jo\u00e3o VI<\/strong>. Seu sucessor \u00e9 o  pr\u00f3prio <strong>D. Pedro I<\/strong> que assumiria o trono portugu\u00eas como <strong>D. Pedro IV<\/strong>, acumulando ent\u00e3o, por um curto per\u00edodo, as duas coroas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-30\">\n\t<td class=\"column-1\">2 de maio, 1826<\/td><td class=\"column-2\">Abdica\u00e7\u00e3o em Portugal<\/td><td class=\"column-3\">D. Pedro  abdica ao trono portugu\u00eas em favor de sua filha mais velha, D.Maria da Gl\u00f3ria, ent\u00e3o com sete anos que assumiu o trono como Maria II.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-31\">\n\t<td class=\"column-1\">20 de fevereiro, 1827<\/td><td class=\"column-2\">Interven\u00e7\u00f5es Militares Externas<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Batalha de Passo do Ros\u00e1rio<\/strong> (ou Batalha de Ituzaing\u00f3):  tropas argentino-uruguaias derrotam os brasileiros na luta pela posse da prov\u00edncia <strong>Cisplatina<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-32\">\n\t<td class=\"column-1\">27 de agosto, 1828<\/td><td class=\"column-2\">Uruguai<\/td><td class=\"column-3\">Tratado de paz entre Brasil e Argentina reconhece a independ\u00eancia do Uruguai.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-33\">\n\t<td class=\"column-1\">21 de novembro, 1830<\/td><td class=\"column-2\">Libero Badar\u00f3<\/td><td class=\"column-3\">Assassinado em S\u00e3o Paulo o jornalista italiano <strong>L\u00edbero Badar\u00f3<\/strong>, fundador do  jornal \"<em>Observador Constitucional\"<\/em>, no qual defendia ideias liberais e criticava o autoritarismo de D. Pedro I. Foi morto por dois pistoleiros encapuzados quando participava de uma manifesta\u00e7\u00e3o que festejava a revolu\u00e7\u00e3o de 1830 na Fran\u00e7a e a consequente deposi\u00e7\u00e3o do rei franc\u00eas Carlos X.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-34\">\n\t<td class=\"column-1\">7 de abril, 1831<\/td><td class=\"column-2\">Abdica\u00e7\u00e3o no Brasil<\/td><td class=\"column-3\">Oposi\u00e7\u00e3o dos liberais e  forte impopularidade  levam \u00e0 abdica\u00e7\u00e3o de <strong>D. Pedro I<\/strong> em favor de seu filho de 6 anos, <strong>D. Pedro II<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-35\">\n\t<td class=\"column-1\">abril de 1831 a julho de 1840<\/td><td class=\"column-2\">Per\u00edodo Regencial<\/td><td class=\"column-3\">Intervalo entre a <strong>abdica\u00e7\u00e3o de D. Pedro I<\/strong> (7 de abril, 1831) e a <strong>maioridade de D. Pedro II <\/strong>(23 de julho, 1840). Nesse per\u00edodo, bastante conturbado por v\u00e1rias rebeli\u00f5es, o governo esteve entregue a 4 governos regenciais:  1) <strong>Reg\u00eancia Trina Provis\u00f3ria<\/strong>; 2) <strong>Reg\u00eancia Trina Permanente<\/strong>; 3) <strong>Reg\u00eancia de Diogo Feij\u00f3<\/strong>; 4) <strong>Reg\u00eancia de Araujo Lima<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-36\">\n\t<td class=\"column-1\">abril a junho, 1831<\/td><td class=\"column-2\">Reg\u00eancia Trina Provis\u00f3ria<\/td><td class=\"column-3\">Composta pelo senador Carneiro de Campos (Marqu\u00eas de Caravelas), senador Campos Vergueiro e brigadeiro Francisco de Lima e Silva.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-37\">\n\t<td class=\"column-1\">1831 a 1835<\/td><td class=\"column-2\">Reg\u00eancia Trina Permanente<\/td><td class=\"column-3\">Composta pelo deputado Br\u00e1ulio Muniz, deputado  Costa Carvalho e brigadeiro Francisco de Lima e Silva.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-38\">\n\t<td class=\"column-1\">janeiro de 1835 a mar\u00e7o de 1840<\/td><td class=\"column-2\">Cabanagem<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Cabanagem<\/strong>: revolta  ocorrida na prov\u00edncia do Gr\u00e3o-Par\u00e1 (que abrangia os atuais estados do Par\u00e1 e Amazonas), tendo como motivos principais a mis\u00e9ria em que se encontrava a popula\u00e7\u00e3o  e a  insatisfa\u00e7\u00e3o dos pol\u00edticos locais com o isolamento a que foi relegada a prov\u00edncia. O nome da rebeli\u00e3o deriva da palavra <strong>\"cabanos\"<\/strong>, moradores de cabanas ou casas de palha que constitu\u00edam a grande maioria dos revoltosos. \u00c9 considerada um dos mais importantes movimentos revolucion\u00e1rios populares do Brasil, visto que, durante algum tempo, o governo de toda uma prov\u00edncia foi exercido por  membros das camadas mais baixas da popula\u00e7\u00e3o. Ao final de 5 anos de luta, os <strong>cabanos<\/strong> foram derrotados, estimando-se em 30 mil  o n\u00famero de pessoas dizimadas. <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-39\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Acontecimentos<\/strong>: as medidas autorit\u00e1rias tomadas pelo presidente da prov\u00edncia Lobo de Souza contra as manifesta\u00e7\u00f5es de descontentamento do povo e uma chamada de recrutamento para as for\u00e7as armadas do imp\u00e9rio foram o estopim para a rebeli\u00e3o. Inicialmente, os revolucion\u00e1rios tomaram a cidade de Bel\u00e9m e executaram Lobo de Souza e outras autoridades, formando um governo revolucion\u00e1rio liderado por <strong>Clemente Malcher<\/strong>, pelos irm\u00e3os <strong>Vinagre<\/strong> e <strong>Eduardo Angelim<\/strong>. Em breve, as lideran\u00e7as do movimento entraram em choque: aqueles pertencentes \u00e0s classes privilegiadas pretendiam manter a prov\u00edncia ligada ao Imp\u00e9rio, ao passo que os chefes populares queriam a separa\u00e7\u00e3o. Esses sairam vitoriosos e partiram para o interior em busca do apoio da popula\u00e7\u00e3o rural. A partir de ent\u00e3o, a luta pela independ\u00eancia da prov\u00edncia foi assumida pelos cabanos . Em  agosto de 1835, os revoltosos criaram um governo republicano. Em 1836, as for\u00e7as navais do Imp\u00e9rio, comandadas pelo ingl\u00eas John Grenfell, bloquearam o porto de Bel\u00e9m, dando in\u00edcio \u00e0 forte repress\u00e3o governamental. Os cabanos retiraram-se da capital e at\u00e9 1840 lutaram no interior contra as tropas do governo imperial.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-40\">\n\t<td class=\"column-1\">25 a 27 de janeiro, 1835<\/td><td class=\"column-2\">Revolta dos Mal\u00eas<\/td><td class=\"column-3\">Rebeli\u00e3o provocada por escravos africanos das ra\u00e7as <strong>iorub\u00e1<\/strong> (nag\u00f4) e <strong>hau\u00e7\u00e1<\/strong>,  na cidade de <strong>Salvador<\/strong>. O objetivo do movimento era libertar os escravos, confiscar as propriedades dos brancos  e implantar um governo cuja religi\u00e3o oficial fosse o <strong>islamismo<\/strong>. Nos confrontos com as tropas oficiais cerca de cem pessoas foram mortas. Os l\u00edderes do movimento foram aprisionados e sofreram penas diversas, variando de  condena\u00e7\u00e3o \u00e0 morte, degredo ou  a\u00e7oites em pra\u00e7a p\u00fablica.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-41\">\n\t<td class=\"column-1\">19 de setembro, 1835<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha<\/td><td class=\"column-3\">Choque armado entre revoltosos, denominados <strong>\"farroupilhas\"<\/strong>,  comandados pelo coronel Onofre Pires, e uma tropa do governo, na Ponte da Azenha, em <strong>Porto Alegre<\/strong>, d\u00e1 in\u00edcio a esta revolu\u00e7\u00e3o. A vit\u00f3ria dos farroupilhas neste confronto fez com que o presidente da prov\u00edncia, Fernandes Braga, abandonasse  a capital  fugindo para a cidade de <strong>Rio Grande<\/strong>, onde foi instalada a sede do governo legalista da prov\u00edncia  durante todo o per\u00edodo da revolu\u00e7\u00e3o (1835 a 1845).<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-42\">\n\t<td class=\"column-1\">setembro, 1835 a mar\u00e7o, 1845<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha<\/strong> (tamb\u00e9m conhecida como <strong>Guerra dos Farrapos<\/strong>): foi a mais longa guerra civil ocorrida na hist\u00f3ria do Brasil, opondo os legalistas, defensores do Imp\u00e9rio, aos farroupilhas, revolucion\u00e1rios republicanos que buscavam a independ\u00eancia da prov\u00edncia, concretizada, temporariamente, com a funda\u00e7\u00e3o da <strong>Rep\u00fablica Rio-Grandense<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-43\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Causas<\/strong>: Foram tanto pol\u00edticas quanto econ\u00f4micas. Politicamente, as lideran\u00e7as locais n\u00e3o aceitavam a centraliza\u00e7\u00e3o de governo estabelecida pela constitui\u00e7\u00e3o de 1824 e buscavam  uma maior autonomia para as prov\u00edncias. No aspecto econ\u00f4mico, o Rio Grande, fortemente dependente da cria\u00e7\u00e3o de gado e produ\u00e7\u00e3o de charque, se sentia amea\u00e7ado pela concorr\u00eancia da carne argentina e uruguaia vendida a pre\u00e7os inferiores no mercado brasileiro. Assim, pleiteavam uma tarifa\u00e7\u00e3o do produto importado, o que n\u00e3o era de agrado dos principais compradores brasileiros, em sua maioria, os grandes fazendeiros.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-44\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Farroupilhas<\/strong> ou <strong>farrapos<\/strong> eram os nomes que os governistas davam aos revoltosos, em alus\u00e3o ao fato de os rebeldes n\u00e3o possu\u00edrem nem uniformes nem armas adequadas, andando muitas vezes maltrapilhos. Os defensores do governo eram chamados, por sua vez, de <strong>caramurus<\/strong>.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-45\">\n\t<td class=\"column-1\">20 de setembro, 1835<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha<\/td><td class=\"column-3\">Os revoltosos, liderados por <strong>Bento Gon\u00e7alves<\/strong>,  tomam <strong>Porto Alegre<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-46\">\n\t<td class=\"column-1\">outubro de 1835 a setembro de 1837<\/td><td class=\"column-2\">Reg\u00eancia Una<\/td><td class=\"column-3\">Per\u00edodo de reg\u00eancia de <strong>Diogo Ant\u00f4nio Feij\u00f3<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-47\">\n\t<td class=\"column-1\">15 de junho, 1836<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha<\/td><td class=\"column-3\">For\u00e7as legalistas, comandadas pelo major Marques de Souza, futuro <strong>Conde de Porto Alegre<\/strong>, retomam Porto Alegre dos farroupilhas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-48\">\n\t<td class=\"column-1\">10 de setembro, 1836<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha<\/td><td class=\"column-3\">Revoltosos derrotam as tropas legalistas na <strong>Batalha do Seival<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-49\">\n\t<td class=\"column-1\">11 de setembro, 1836<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha<\/td><td class=\"column-3\">General Ant\u00f4nio de Sousa Neto proclama a <strong>Rep\u00fablica Rio-Grandense<\/strong>, tendo como capital a cidade de <strong>Piratini<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-50\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>A escolha de Piratini como capital foi devido ao fato de que Porto Alegre, a cerca de 300 quil\u00f4metros, e Rio Grande, as principais cidades da prov\u00edncia, estarem em m\u00e3os dos legalistas. Durante sua exist\u00eancia, a Rep\u00fablica Rio-Grandense teve quatro outras capitais, depois de Piratini: <strong>Ca\u00e7apava do Sul<\/strong>, <strong>Alegrete<\/strong>, <strong>Bag\u00e9<\/strong> e <strong>S\u00e3o Borja<\/strong>.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-51\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Muitos historiadores consideram que a partir deste ponto n\u00e3o se pode mais falar em <strong>Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha<\/strong>, mas sim em <strong>Guerra dos Farrapos<\/strong>, pois era a luta entre duas na\u00e7\u00f5es: o <strong>Imp\u00e9rio do Brasil<\/strong> e a <strong>Rep\u00fablica Rio-Grandense<\/strong>.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-52\">\n\t<td class=\"column-1\">4 de outubro, 1836<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Bento Gon\u00e7alves<\/strong> \u00e9 aprisionado na <strong>Batalha do Fanfa<\/strong> (ilha no rio Jacu\u00ed) e enviado para o <strong>Rio de Janeiro<\/strong> e depois para a <strong>Bahia<\/strong>, onde fica preso no Forte do Mar, atual <strong>Forte de S\u00e3o Marcelo<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-53\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Quando de sua pris\u00e3o no Rio de Janeiro, Bento Gon\u00e7alves conheceu  <strong>Giuseppe Garibaldi<\/strong>, idealista italiano, que se empolga com o movimento farroupilha e parte para o Rio Grande para lutar pela causa. Anos mais tarde, Garibaldi se tornaria um dos l\u00edderes da unifica\u00e7\u00e3o da It\u00e1lia.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-54\">\n\t<td class=\"column-1\">6 de novembro, 1836<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha<\/td><td class=\"column-3\">Mesmo preso, <strong>Bento Gon\u00e7alves<\/strong> \u00e9 aclamado presidente da rec\u00e9m-proclamada Rep\u00fablica Rio-Grandense.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-55\">\n\t<td class=\"column-1\">10 de setembro, 1837<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Bento Gon\u00e7alves<\/strong> foge da pris\u00e3o em Salvador e retorna ao Rio Grande do Sul.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-56\">\n\t<td class=\"column-1\">setembro de 1837 a julho de 1840<\/td><td class=\"column-2\">Reg\u00eancia Una<\/td><td class=\"column-3\">Reg\u00eancia de <strong>Pedro de Ara\u00fajo Lima<\/strong>, <strong>Marqu\u00eas de Olinda<\/strong>, que duraria at\u00e9 a maioridade de D. Pedro II.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-57\">\n\t<td class=\"column-1\">novembro, 1837 a mar\u00e7o, 1838<\/td><td class=\"column-2\">Sabinada<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Sabinada<\/strong>: revolta ocorrida  na <strong>Bahia<\/strong>, ou mais precisamente, na cidade de <strong>Salvador<\/strong> onde ficou confinada, n\u00e3o conseguindo ades\u00e3o em outras regi\u00f5es da prov\u00edncia. Seu l\u00edder foi o m\u00e9dico <strong>Francisco Sabino<\/strong> e envolveu, basicamente, pessoas da classe m\u00e9dia. O principal motivo do movimento foi o descontentamento com a pol\u00edtica centralizadora praticada pelo governo regencial e a rejei\u00e7\u00e3o aos presidentes provinciais escolhidos. Os <strong>sabinos <\/strong>chegaram a proclamar um governo republicano, a <strong>Rep\u00fablica Bahiense<\/strong>, que deveria existir provisoriamente, somente at\u00e9 se atingir a maioridade de  D. Pedro II.  Em mar\u00e7o de 1838,  tropas regenciais iniciaram a repress\u00e3o atacando Salvador. A luta entre revoltosos e legalistas provocou a morte de centenas de pessoas. Ao final, alguns l\u00edderes foram condenados \u00e0 morte  e outros deportados, como foi o caso de  Sabino desterrado para a prov\u00edncia de Mato Grosso.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-58\">\n\t<td class=\"column-1\">9 de mar\u00e7o, 1838<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha<\/td><td class=\"column-3\">Tropas farroupilhas entram em territ\u00f3rio catarinense e tomam a cidade de <strong>Lages<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-59\">\n\t<td class=\"column-1\">13 de dezembro, 1838<\/td><td class=\"column-2\">Balaiada<\/td><td class=\"column-3\">Come\u00e7a a <strong>Revolta da Balaiada<\/strong> no <strong>Maranh\u00e3o<\/strong>, quando um grupo de vaqueiros liderados por <strong>Raimundo Gomes<\/strong> invade uma pris\u00e3o em um lugarejo do interior maranhense para libertar seu irm\u00e3o e outros presos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-60\">\n\t<td class=\"column-1\">dezembro de 1838 a janeiro 1841<\/td><td class=\"column-2\">Balaiada<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Balaiada<\/strong> foi uma rebeli\u00e3o popular ocorrida na prov\u00edncia do <strong>Maranh\u00e3o<\/strong> motivada por fatores econ\u00f4micos (crise devido \u00e0 queda da exporta\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o) e pol\u00edticos (disputa local entre liberais e conservadores). O nome da revolta se originou do apelido de um dos l\u00edderes, <strong>Manuel \"Balaio\"<\/strong>, fabricante de balaios. Al\u00e9m dele, outros l\u00edderes foram <strong>Raimundo Gomes<\/strong> e <strong>Cosme Bento<\/strong>, chefe de mais de 3 mil escravos fugidos. Em julho de 1839, os <strong>balaios<\/strong> tomaram a vila de <strong>Caxias<\/strong>, segunda localidade mais importante da prov\u00edncia. O governo regencial nomeou, ent\u00e3o, <strong>Luis Alves de Lima e Silva<\/strong>, futuro <strong>Duque de Caxias<\/strong>, presidente da prov\u00edncia e comandante geral das for\u00e7as legais na regi\u00e3o. Em 1841, foi concedida anistia aos chefes do movimento que auxiliassem na repress\u00e3o aos revoltosos. Mais de 2 mil balaios se renderam. Alguns que se recusaram a se entregar, como <strong>Cosme Bento<\/strong>, foram capturados e enforcados.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-61\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Pela sua atua\u00e7\u00e3o na repress\u00e3o \u00e0 Balaiada, Luis Alves de Lima e Silva recebeu o t\u00edtulo de <strong>Bar\u00e3o de Caxias<\/strong>.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-62\">\n\t<td class=\"column-1\">22 de julho, 1839<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Giuseppe Garibaldi<\/strong> e <strong>Davi Canabarro<\/strong>, \u00e0 frente de tropas farroupilhas, tomam a vila de <strong>Laguna<\/strong>, em <strong>Santa Catarina<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-63\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Laguna<\/strong> tornou-se uma alternativa para os farroupilhas que necessitavam de uma sa\u00edda para o mar, j\u00e1 que os principais pontos de acesso mar\u00edtimo do Rio Grande do Sul estavam dominados pela marinha imperial: Rio Grande, Pelotas e a Lagoa dos Patos.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-64\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Foi em <strong>Laguna <\/strong>que <strong>Garibaldi<\/strong> conheceu Ana Maria de Jesus Ribeiro, que passou a ser sua companheira e se tornou <strong>Anita Garibaldi<\/strong>. Veio a ser chamada de \"hero\u00edna dos dois mundos\", pois  lutou, ao lado de Garibaldi, at\u00e9 o fim da <strong>Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha <\/strong>(1845) e, posteriormente, nas guerras pela unifica\u00e7\u00e3o da <strong>It\u00e1lia<\/strong>, onde viria a falecer em 1849.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-65\">\n\t<td class=\"column-1\">29 de julho, 1839<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha<\/td><td class=\"column-3\">Proclamada, em <strong>Laguna<\/strong>, a <strong>Rep\u00fablica Catarinense<\/strong> (ou <strong>Rep\u00fablica Juliana<\/strong>, por ser criada no m\u00eas de julho), irm\u00e3-g\u00eamea da <strong>Rep\u00fablica Rio-Grandense<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-66\">\n\t<td class=\"column-1\">4 de novembro, 1839<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Combate naval de Imbituba<\/strong>, em Santa Catarina, entre farroupilhas e governistas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-67\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Nessa batalha,  Anita lutou pela primeira vez ao lado de Garibaldi, demonstrando toda sua coragem.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-68\">\n\t<td class=\"column-1\">9 de novembro, 1839<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha<\/td><td class=\"column-3\">Garibaldi ataca a cidade de <strong>Imaru\u00ed<\/strong>, pr\u00f3xima a Laguna, para conseguir alimentos para as tropas farroupilhas. Este epis\u00f3dio ficou conhecido como <strong>\"Saque de Imaru\u00ed\"<\/strong>. <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-69\">\n\t<td class=\"column-1\">15 de novembro, 1839<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Batalha naval de Laguna<\/strong>: navios imperiais, em maior n\u00famero, derrotam a for\u00e7a naval republicana no porto de Laguna fazendo com que os revolucion\u00e1rios farroupilhas, liderados por Garibaldi, abandonem a cidade e retornem ao Rio Grande do Sul.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-70\">\n\t<td class=\"column-1\">24 de julho, 1840<\/td><td class=\"column-2\">Maioridade<\/td><td class=\"column-3\">Proclamada a <strong>maioridade de D. Pedro II<\/strong> que se torna imperador com  apenas 15 anos de idade.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-71\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>A antecipa\u00e7\u00e3o da maioridade de D. Pedro, vista como uma solu\u00e7\u00e3o para a crise pol\u00edtica do per\u00edodo regencial que enfrentava in\u00fameros movimentos de revolta nas prov\u00edncias, foi considerada por muitos como o <strong>\"Golpe da Maioridade\"<\/strong> pois feria a Constitui\u00e7\u00e3o de 1824 que estabelecia  idade de 21 anos para emancipa\u00e7\u00e3o.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-72\">\n\t<td class=\"column-1\">18 de julho, 1841<\/td><td class=\"column-2\">Coroa\u00e7\u00e3o<\/td><td class=\"column-3\">D. Pedro II \u00e9 coroado na <strong>Capela Imperial<\/strong> no Rio de Janeiro.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-73\">\n\t<td class=\"column-1\">maio a junho, 1842<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Liberal em S\u00e3o Paulo<\/td><td class=\"column-3\">Movimento de descontentamento dos pol\u00edticos do partido liberal com medidas centralizadoras adotadas por  D. Pedro II e a iminente ascens\u00e3o do partido conservador ao poder. A revolta, teve in\u00edcio na cidade paulista de <strong>Sorocaba<\/strong>, cuja C\u00e2mara  local aclamou <strong>Rafael Tobias de Aguiar<\/strong> para presidente da prov\u00edncia. Os revoltosos partiram  ent\u00e3o para a capital a fim de derrubar o  ent\u00e3o presidente,  o conservador Bar\u00e3o de Monte Alegre. Mas, tropas governistas chefiadas pelo Bar\u00e3o de Caxias, em pouco tempo, debelaram a revolta e aprisionaram seus dois principais l\u00edderes, o pr\u00f3prio <strong>Tobias de Aguiar<\/strong> e o ex-regente do Brasil <strong>Diogo Feij\u00f3<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-74\">\n\t<td class=\"column-1\">junho a agosto, 1842<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Liberal em Minas<\/td><td class=\"column-3\">As ide\u00edas do movimento paulista tamb\u00e9m chegaram a Minas Gerais, onde a c\u00e2mara da cidade de <strong>Barbacena<\/strong> tamb\u00e9m aclamou um outro presidente da prov\u00edncia. As tropas rebeldes eram comandadas pelo pol\u00edtico <strong>Te\u00f3filo Otoni<\/strong>. Apesar de algumas vit\u00f3rias iniciais, os rebeldes mineiros  acabaram derrotados definitivamente pelas tropas legalistas  do Bar\u00e3o de Caxias, em uma batalha na cidade de <strong>Santa Luzia<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-75\">\n\t<td class=\"column-1\">29 de novembro, 1842<\/td><td class=\"column-2\">Correios<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Brasil<\/strong> se torna o segundo pa\u00eds do mundo a adotar o <strong>selo postal<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-76\">\n\t<td class=\"column-1\">agosto, 1844<\/td><td class=\"column-2\">Tarifa Alves Branco<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Manuel Alves Branco<\/strong>, ministro da Fazenda, estabelece novas tarifas alfandeg\u00e1rias para cerca de 3 mil produtos importados. Embora a medida tivesse como objetivo b\u00e1sico a diminui\u00e7\u00e3o do d\u00e9ficit or\u00e7ament\u00e1rio do governo, acabou por incentivar  a instala\u00e7\u00e3o de  novas f\u00e1bricas no pa\u00eds em um processo de substitui\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00f5es.  Esse protecionismo alfandeg\u00e1rio  causou muito  protesto por parte dos importadores, principalmente comerciantes brit\u00e2nicos, que se sentiram prejudicados.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-77\">\n\t<td class=\"column-1\">agosto, 1845<\/td><td class=\"column-2\">Bill Aberdeen<\/td><td class=\"column-3\">Ingleses decretam o \"<strong>Bill Aberdeen\"<\/strong>, uma lei que permitia \u00e0 marinha brit\u00e2ncia perseguir e aprisionar  navios de transporte de escravos em qualquer parte do mundo. <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-78\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Alguns analistas acreditam que a lei <strong>\"Bill Aberdeen\"<\/strong> tenha sido uma repres\u00e1lia \u00e0 <strong>Tarifa Alves Branco<\/strong> que teria prejudicado os interesses brit\u00e2nicos no pa\u00eds.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-79\">\n\t<td class=\"column-1\">1 de mar\u00e7o, 1845<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha<\/td><td class=\"column-3\">Termina o conflito com a assinatura do <strong>tratado de paz de Ponche Verde<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-80\">\n\t<td class=\"column-1\">1846<\/td><td class=\"column-2\">Industriali-za\u00e7\u00e3o<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Irineu Evangelista de Souza<\/strong>, futuro Bar\u00e3o e <strong>Visconde de Mau\u00e1<\/strong>, inaugura uma fundi\u00e7\u00e3o e um estaleiro em <strong>Ponta da Areia<\/strong>, <strong>Niter\u00f3i<\/strong>, que em breve se tornaria o maior empreendimento industrial do Brasil, produzindo, al\u00e9m de navios, diversos outros equipamentos pesados como caldeiras, guindastes, tubos, postes, etc.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-81\">\n\t<td class=\"column-1\">novembro, 1848 a janeiro, 1850<\/td><td class=\"column-2\">Revolu\u00e7\u00e3o Praieira<\/td><td class=\"column-3\">Revolta de car\u00e1ter liberal ocorrida em Pernambuco e que foi o <strong>\u00faltimo movimento revolucion\u00e1rio do Imp\u00e9rio<\/strong>. A destitui\u00e7\u00e3o do presidente da prov\u00edncia, o liberal Chichorro da Gama, pelo imperador D. Pedro II deu in\u00edcio \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o que contou com a participa\u00e7\u00e3o das camadas mais pobres da popula\u00e7\u00e3o. Em fevereiro de 1849, cerca de 2500 revoltosos atacaram Recife, mas n\u00e3o conseguiram tomar a cidade. Depois de pouco mais de um ano de combates, os rebeldes foram definitivamente derrotados.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-82\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>O nome do movimento deriva do fato de que os principais l\u00edderes da revolta pertenciam a uma ala  radical do partido liberal que se reunia na rua da <strong>Praia<\/strong> em Recife.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-83\">\n\t<td class=\"column-1\">4 de setembro, 1850<\/td><td class=\"column-2\">Escravatura<\/td><td class=\"column-3\">Aprovada a <strong>Lei Eus\u00e9bio de Queiroz<\/strong> proibindo o  tr\u00e1fico de escravos para o Brasil.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-84\">\n\t<td class=\"column-1\">20 de julho, 1851<\/td><td class=\"column-2\">Interven\u00e7\u00f5es Militares Externas<\/td><td class=\"column-3\">For\u00e7as brasileiras interv\u00eam no <strong>Uruguai<\/strong> em favor do general <strong>Fructuoso Rivera<\/strong>, l\u00edder do <strong>partido colorado<\/strong>, contra  <strong>Manuel Oribe<\/strong>, chefe do <strong>partido branco<\/strong>, que era apoiado pelo ditador argentino <strong>Juan Manuel de Rosas<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-85\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Essas lutas fizeram parte da chamada <strong>Guerra Grande<\/strong>, uma s\u00e9rie de conflitos armados, ocorridos no Uruguai de 1839 a 1852, entre membros dos partidos <strong>branco<\/strong> e <strong>colorado<\/strong>. Ao longo desse per\u00edodo, esses contendores receberam o apoio  de partidos argentinos que tamb\u00e9m lutavam entre si. Brasil, Fran\u00e7a e Inglaterra intervieram nessa guerra a favor dos colorados.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-86\">\n\t<td class=\"column-1\">3 de fevereiro, 1852<\/td><td class=\"column-2\">Interven\u00e7\u00f5es Militares Externas<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Batalha de Monte Caseros<\/strong>, pr\u00f3ximo a Buenos Aires: soldados brasileiros lutam no ex\u00e9rcito do general argentino <strong>Justo Urquiza<\/strong> contra  as tropas de <strong>Juan Manuel de Rosas<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-87\">\n\t<td class=\"column-1\">maio, 1852<\/td><td class=\"column-2\">Telegrafia<\/td><td class=\"column-3\">Implanta\u00e7\u00e3o no Rio de Janeiro da primeira linha de <strong>tel\u00e9grafo<\/strong> no Brasil ligando o <strong>Pal\u00e1cio Imperial<\/strong> (Quinta da Boa Vista, em S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o) ao <strong>quartel general do ex\u00e9rcito<\/strong> (Campo de Santana).<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-88\">\n\t<td class=\"column-1\">25 de mar\u00e7o, 1854<\/td><td class=\"column-2\">Ilumina\u00e7\u00e3o<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Rio de Janeiro<\/strong> recebe <strong>ilumina\u00e7\u00e3o a g\u00e1s<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-89\">\n\t<td class=\"column-1\">30 de abril, 1854<\/td><td class=\"column-2\">Ferrovia<\/td><td class=\"column-3\"><strong>D. Pedro II<\/strong> inaugura o trecho inicial da primeira ferrovia brasileira que viria a ligar o <strong>porto de Estrela<\/strong> (porto Mau\u00e1), no fundo da <strong>Ba\u00eda de Guanabara<\/strong>, \u00e0 localidade de  Raiz da Serra, no caminho de <strong>Petr\u00f3polis<\/strong>. Foi um mais um empreendimento de <strong>Irineu Evangelista de Souza<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-90\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>A  locomotiva a vapor respons\u00e1vel por este feito era a <strong>\"Baroneza\"<\/strong> constru\u00edda em <strong>Manchester<\/strong>, na Inglaterra e que circulou durante 30 anos.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-91\">\n\t<td class=\"column-1\">1855<\/td><td class=\"column-2\">Escravatura<\/td><td class=\"column-3\">Desembarca em Sirinha\u00e9m - PE a <strong>\u00faltima leva de escravos<\/strong> africanos trazidos para o Brasil.  Eram cerca de 250 pessoas vindas de <strong>Angola<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-92\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Esse fato motivou uma dura repreens\u00e3o do governo ingl\u00eas, pois caracterizava uma transgress\u00e3o da Lei Eus\u00e9bio de Queiroz de 1850 que proibia o tr\u00e1fico negreiro<\/em>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-93\">\n\t<td class=\"column-1\">6 de mar\u00e7o, 1855<\/td><td class=\"column-2\">Erro Judici\u00e1rio<\/td><td class=\"column-3\">Enforcado em <strong>Maca\u00e9<\/strong>, Estado do Rio,  o rico fazendeiro <strong>Manoel da Motta Coqueiro<\/strong> acusado de ter mandado assassinar toda uma fam\u00edlia de colonos (8 pessoas) de uma de suas fazendas. O caso \u00e9 considerado um dos maiores erros judici\u00e1rios do Brasil pois, sua culpa nunca foi plenamente comprovada. <br \/>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-94\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Chamado pela imprensa de a <strong>\"Fera de Macabu\"<\/strong>, por ser Macabu a localidade onde ocorreram as mortes (hoje <strong>Concei\u00e7\u00e3o de Macabu<\/strong>), Coqueiro teria sido sido v\u00edtima de uma conspira\u00e7\u00e3o tramada por advers\u00e1rios pol\u00edticos.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-95\">\n\t<td class=\"column-1\">29 de mar\u00e7o, 1858<\/td><td class=\"column-2\">Ferrovia<\/td><td class=\"column-3\">Inaugurado o primeiro trecho da <strong>Estrada de Ferro D. Pedro II<\/strong> ligando o Rio de Janeiro<strong> \u00e0 esta\u00e7\u00e3o de <strong>Queimados<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-96\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Esta ferrovia foi constru\u00edda sob dire\u00e7\u00e3o do engenheiro <strong>Cristiano Ottoni<\/strong> e iria, anos depois, atingir S\u00e3o Paulo e Minas Gerais. Ap\u00f3s a proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica,  passou a se chamar <strong>Estrada de Ferro Central do Brasil<\/strong>.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-97\">\n\t<td class=\"column-1\">23 de junho, 1861<\/td><td class=\"column-2\">Rodovia<\/td><td class=\"column-3\">D. Pedro II inaugura a estrada <strong>Uni\u00e3o e Ind\u00fastria<\/strong>, primeira rodovia pavimentada do Brasil, ligando  as cidades de <strong>Petr\u00f3polis<\/strong> a <strong>Juiz de Fora<\/strong>. A estrada foi um empreendimento do comendador <strong>Mariano Proc\u00f3pio<\/strong> que recebera a concess\u00e3o para explor\u00e1-la por 50 anos cobrando ped\u00e1gio das mercadorias transportadas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-98\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Em 1872, o fot\u00f3grafo Revert Klumb escreveu um livro intitulado <strong>\"Doze Horas em Dilig\u00eancia - Guia do Viajante de Petr\u00f3polis a Juiz de Fora\"<\/strong>  descrevendo a fant\u00e1stica viagem feita em dilig\u00eancias, a uma  velocidade m\u00e9dia de 20 km por hora!<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-99\">\n\t<td class=\"column-1\">1862 a 1865<\/td><td class=\"column-2\">Quest\u00e3o Christie<\/td><td class=\"column-3\">Incidente diplom\u00e1tico entre Brasil e Inglaterra que levou ao rompimento das rela\u00e7\u00f5es entre os dois pa\u00edses.  Ficou conhecida como <strong>\"Quest\u00e3o Christie\"<\/strong> devido ao nome do embaixador ingl\u00eas no Brasil, <strong>William Christie<\/strong>. <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-100\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Em junho de 1861, o navio ingl\u00eas <strong>\"Prince of Wales\"<\/strong>, em viagem para <strong>Buenos Aires<\/strong>, encalhou na costa ga\u00facha e sua carga foi saqueda. Nesta a\u00e7\u00e3o, alguns marinheiros ingleses foram mortos. O impasse teve in\u00edcio quando o governo brasileiro se recusou a atender as exig\u00eancias do embaixador ingl\u00eas que queria, al\u00e9m de um pedido de desculpas, uma indeniza\u00e7\u00e3o pelo preju\u00edzo.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-101\">\n\t<td class=\"column-1\">junho, 1862<\/td><td class=\"column-2\">Sistema M\u00e9trico<\/td><td class=\"column-3\">Lei imperial determina que o pa\u00eds passe a adotar o sistema m\u00e9trico de pesos e medidas em substitui\u00e7\u00e3o ao sistema de unidades adotado at\u00e9 ent\u00e3o.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-102\">\n\t<td class=\"column-1\">dezembro, 1862<\/td><td class=\"column-2\">Quest\u00e3o Christie<\/td><td class=\"column-3\">Esquadra inglesa captura  navios mercantes brasileiros no porto do Rio de Janeiro com objetivo de obter a repara\u00e7\u00e3o financeira exigida pela Coroa brit\u00e2nica.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-103\">\n\t<td class=\"column-1\">abril, 1863<\/td><td class=\"column-2\">Interven\u00e7\u00f5es Militares Externas<\/td><td class=\"column-3\">General uruguaio <strong>Venancio Flores<\/strong>, do partido colorado, invade o <strong>Uruguai<\/strong>, apoiado pelo presidente argentino <strong>Bartolom\u00e9 Mitre<\/strong> e  por for\u00e7as legalistas do <strong>Rio Grande do Sul<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-104\">\n\t<td class=\"column-1\">maio, 1863<\/td><td class=\"column-2\">Quest\u00e3o Christie<\/td><td class=\"column-3\">Brasil rompe  rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com a Inglaterra.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-105\">\n\t<td class=\"column-1\">junho, 1863<\/td><td class=\"column-2\">Quest\u00e3o Christie<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Leopoldo II<\/strong>, <strong>rei da B\u00e9lgica<\/strong>, escolhido como \u00e1rbitro internacional da disputa com a <strong>Inglaterra<\/strong> emite pronunciamento favor\u00e1vel ao <strong>Brasil<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-106\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>As rela\u00e7\u00f5es entre Brasil e Inglaterra somente foram restabelecidas em 1865 quando os ingleses apresentaram pedido formal de desculpas ao governo brasileiro.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-107\">\n\t<td class=\"column-1\">4 de agosto, 1864<\/td><td class=\"column-2\">Interven\u00e7\u00f5es Militares Externas<\/td><td class=\"column-3\">Brasil d\u00e1 ultimato ao presidente uruguaio <strong>Atanasio Aguirre<\/strong>, do partido branco, para que ponha fim aos conflitos na fronteira brasileira.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-108\">\n\t<td class=\"column-1\">30 de agosto, 1864<\/td><td class=\"column-2\">Interven\u00e7\u00f5es Militares Externas<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Paraguai<\/strong> alerta governo brasileiro para n\u00e3o intervir no <strong>Uruguai<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-109\">\n\t<td class=\"column-1\">16 de outubro, 1864<\/td><td class=\"column-2\">Interven\u00e7\u00f5es Militares Externas<\/td><td class=\"column-3\">Tropas brasileiras invadem o <strong>Uruguai<\/strong> em apoio ao general <strong>Venancio Flores<\/strong>. <strong>Paraguai<\/strong> considera este ato uma declara\u00e7\u00e3o de guerra.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-110\">\n\t<td class=\"column-1\">novembro, 1864 a mar\u00e7o, 1870<\/td><td class=\"column-2\">Guerra do Paraguai<\/td><td class=\"column-3\">Conflito que op\u00f4s a <strong>Tr\u00edplice Alian\u00e7a<\/strong> formada por <strong>Brasil<\/strong>, <strong>Argentina<\/strong> e <strong>Uruguai<\/strong> ao <strong>Paraguai<\/strong>, liderado por <strong>Solano Lopez<\/strong>. A guerra, que durou mais de cinco anos, foi o maior confronto entre pa\u00edses americanos. <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-111\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\">No Paraguai, esta guerra \u00e9 chamada de\u00a0<strong>Grande Guerra<\/strong>. Em outros pa\u00edses, recebe o nome de <strong>Guerra da Tr\u00edplice Alian\u00e7a<\/strong>.<br \/>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-112\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Causas<\/strong>: basicamente, existem duas correntes historiogr\u00e1ficas para explicar os motivos da guerra:<br \/>\n <br \/>\n1) Paraguai teria for\u00e7ado a guerra para obter uma sa\u00edda para o mar,  ponto vital   para a expans\u00e3o de sua economia; <br \/>\n<br \/>\n2) conflito  teria sido provocado pela Inglaterra que n\u00e3o tinha interesse na exist\u00eancia de um modelo de pa\u00eds (no caso, o Paraguai) que n\u00e3o dependesse economicamente dos brit\u00e2nicos.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-113\">\n\t<td class=\"column-1\">12 de novembro, 1864<\/td><td class=\"column-2\">Guerra do Paraguai<\/td><td class=\"column-3\">Paraguaios capturam o navio mercante brasileiro <strong><em>\"Marqu\u00eas de Olinda\"<\/em> <\/strong>que subia o rio Paraguai em dire\u00e7\u00e3o ao Mato Grosso levando o rec\u00e9m-nomeado presidente daquela prov\u00edncia. Em resposta a esse ato, o governo brasileiro corta as rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com o Paraguai.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-114\">\n\t<td class=\"column-1\">13 de novembro, 1864<\/td><td class=\"column-2\">Literatura<\/td><td class=\"column-3\">Morre em naufr\u00e1gio nas costas do Maranh\u00e3o o poeta <strong>Gon\u00e7alves Dias<\/strong>, que retornava da Europa onde fizera tratamento de sa\u00fade. Todos no navio <em>\"Ville de Boulogne\" <\/em>se salvaram, exceto o poeta que, por se achar muito enfermo, n\u00e3o conseguiu deixar o seu leito.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-115\">\n\t<td class=\"column-1\">13 de dezembro, 1864<\/td><td class=\"column-2\">Guerra do Paraguai<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Paraguai<\/strong> declara guerra ao <strong>Brasil<\/strong> e inicia a invas\u00e3o da prov\u00edncia de <strong>Mato Grosso<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-116\">\n\t<td class=\"column-1\">18 de mar\u00e7o, 1865<\/td><td class=\"column-2\">Guerra do Paraguai<\/td><td class=\"column-3\">Paraguai solicita  \u00e0 Argentina permiss\u00e3o para atravessar a prov\u00edncia de Corrientes. Em decorr\u00eancia da resposta negativa do presidente Bartolom\u00e9 Mitre,  o <strong>Paraguai<\/strong> declara guerra \u00e0 <strong>Argentina<\/strong> e invade aquela prov\u00edncia com o objetivo  de atingir o  Rio Grande do Sul e o Uruguai.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-117\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>A partir deste momento, a ofensiva paraguaia passou a se dividir em duas frentes: uma ao norte, atacando o <strong>Mato Grosso<\/strong> e outra, ao sul, invadindo a prov\u00edncia argentina de <strong>Corrientes<\/strong> e o <strong>Rio Grande do Sul<\/strong>.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-118\">\n\t<td class=\"column-1\">1 de maio, 1865<\/td><td class=\"column-2\">Guerra do Paraguai<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Brasil<\/strong>, <strong>Argentina<\/strong> e <strong>Uruguai<\/strong> (ent\u00e3o governado pelo colorado Venancio Flores, que havia assumido o poder com o aux\u00edlio de tropas brasileiras) formam a <strong>Tr\u00edplice Alian\u00e7a <\/strong> contra o Paraguai.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-119\">\n\t<td class=\"column-1\">11 de junho, 1865<\/td><td class=\"column-2\">Guerra do Paraguai<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Batalha do Riachuelo<\/strong>: marinha brasileira, comandada por Francisco Manuel Barroso da Silva, futuro <strong>Almirante Barroso<\/strong>,  derrota a armada paraguaia no rio Riachuelo, um dos afluentes do rio Paraguai. Essa vit\u00f3ria, ocorrida em territ\u00f3rio argentino, foi important\u00edssima para a Tr\u00edplice Alian\u00e7a, pois garantiu o controle dos rios da bacia platina, isolando o Paraguai. Marcou tamb\u00e9m a primeira derrota das for\u00e7as paraguaias na guerra.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-120\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Foi nessa batalha que Barroso pronunciou a c\u00e9lebre frase \"o Brasil espera que cada um cumpra o seu dever\". <\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-121\">\n\t<td class=\"column-1\">12 de junho, 1865<\/td><td class=\"column-2\">Guerra do Paraguai<\/td><td class=\"column-3\">Tropas paraguaias comandadas pelo coronel <strong>Antonio Estigarribia<\/strong> tomam a cidade ga\u00facha de <strong>S\u00e3o Borja<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-122\">\n\t<td class=\"column-1\">5 de agosto, 1865<\/td><td class=\"column-2\">Guerra do Paraguai<\/td><td class=\"column-3\">Cidade de <strong>Uruguaiana<\/strong>, no Rio Grande do Sul, \u00e9 tomada por tropas paraguaias.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-123\">\n\t<td class=\"column-1\">13 de agosto, 1865<\/td><td class=\"column-2\">Guerra do Paraguai<\/td><td class=\"column-3\">Ex\u00e9rcito brasileiro, formado em grande parte pelos chamados <em>\"Volunt\u00e1rios da P\u00e1tria\"<\/em>, parte para o front de guerra.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-124\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>\"Volunt\u00e1rios da P\u00e1tria\" eram tropas de civis criadas pelo Imp\u00e9rio do Brasil, a partir de janeiro de 1865, visando refor\u00e7ar o ex\u00e9rcito. <\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-125\">\n\t<td class=\"column-1\">17 de agosto, 1865<\/td><td class=\"column-2\">Guerra do Paraguai<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Batalha de Jata\u00ed<\/strong>: tropas paraguaias que avan\u00e7avam rumo ao <strong>Uruguai<\/strong> s\u00e3o derrotadas por um ex\u00e9rcito aliado comandado por <strong>Venancio Flores<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-126\">\n\t<td class=\"column-1\">14 de setembro, 1865<\/td><td class=\"column-2\">Guerra do Paraguai<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Antonio Estigarr\u00edbia <\/strong>se rende a <strong>D. Pedro II<\/strong>, <strong>Bartolomeu Mitre<\/strong> e <strong>Venancio Flores<\/strong> em <strong>Uruguaiana<\/strong>. Esta rendi\u00e7\u00e3o ocorreu  ap\u00f3s um cerco de 30 dias imposto pelas tropas aliadas \u00e0 cidade que estava em poder dos paraguaios.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-127\">\n\t<td class=\"column-1\">16 de abril, 1866<\/td><td class=\"column-2\">Guerra do Paraguai<\/td><td class=\"column-3\">Tropas da Tr\u00edplice Alian\u00e7a atravessam o rio Paraguai e penetram em territ\u00f3rio paraguaio.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-128\">\n\t<td class=\"column-1\">24 de maio, 1866<\/td><td class=\"column-2\">Guerra do Paraguai<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Batalha de Tuiuti<\/strong>: ocorrida nas proximidades do <strong>Lago Tuiuti<\/strong>, no Paraguai e considerada a mais sangrenta da guerra. A vit\u00f3ria coube ao ex\u00e9rcito aliado que estava sob comando do presidente argentino  <strong>Bartolom\u00e9 Mitre<\/strong>. Estima-se que nesse confronto tenham morrido, ao todo, cerca de 4 mil combatentes.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-129\">\n\t<td class=\"column-1\">2 de setembro, 1866<\/td><td class=\"column-2\">Guerra do Paraguai<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Batalha de Curuzu<\/strong>: tropas aliadas conquistam o <strong>Forte Curuzu<\/strong> no rio Paraguai.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-130\">\n\t<td class=\"column-1\">22 de setembro, 1866<\/td><td class=\"column-2\">Guerra do Paraguai<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Batalha de Curupaiti<\/strong>: defesa paraguaia consegue recha\u00e7ar o ataque aliado ao <strong>Forte Curupaiti<\/strong>.  Esta batalha foi a maior derrota aliada na guerra.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-131\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Ap\u00f3s esse fracasso, os comandantes aliados come\u00e7am a trocar acusa\u00e7\u00f5es entre si. Em breve, <strong>Venancio Flores<\/strong> e <strong>Bartolom\u00e9 Mitre<\/strong> retornam a seus pa\u00edses e a participa\u00e7\u00e3o de tropas uruguaias e argentinas no conflito se torna bastante reduzida. O Brasil assume, ent\u00e3o, o comando geral das opera\u00e7\u00f5es da guerra, tendo \u00e0 frente o marechal-de-campo <strong>Luis Alves de Lima e Silva<\/strong>, ent\u00e3o Marqu\u00eas de Caxias e futuro <strong>Duque de Caxias<\/strong>.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-132\">\n\t<td class=\"column-1\">maio a junho, 1867<\/td><td class=\"column-2\">Guerra do Paraguai<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Retirada da Laguna<\/strong>: uma coluna de 1700 soldados da infantaria do ex\u00e9rcito brasileiro, comandada pelo coronel <strong>Carlos de Morais Camis\u00e3o<\/strong>, invade o territ\u00f3rio paraguaio em uma regi\u00e3o in\u00f3spita, cheia de p\u00e2ntanos. Sem apoio na retaguarda, com poucos v\u00edveres e muni\u00e7\u00e3o, a tropa brasileira logo se v\u00ea em uma situa\u00e7\u00e3o desesperadora. Atacada pelas for\u00e7as paraguaias, pela fome e pelas doen\u00e7as, como c\u00f3lera e tifo, o grupo \u00e9 obrigado a se retirar em uma terr\u00edvel e tr\u00e1gica marcha que dizimou cerca de mil combatentes.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-133\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Este epis\u00f3dio ficou famoso devido ao livro <strong>\"Retirada da Laguna\"<\/strong>, escrito em franc\u00eas (\"La Retraite de Laguna\") por <strong>Alfredo d'Escragnolle Taunay<\/strong>, futuro <strong>Visconde de Taunay<\/strong>,  que participou das opera\u00e7\u00f5es como engenheiro militar.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-134\">\n\t<td class=\"column-1\">19 de fevereiro, 1868<\/td><td class=\"column-2\">Guerra do Paraguai<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Passagem e Tomada de Humait\u00e1<\/strong>: seis navios da armada brasileira conseguem, sob intenso bombardeio inimigo, ultrapassar a Fortaleza de Humait\u00e1 no rio Paraguai, a mais poderosa do sistema defensivo paraguaio, mas a tomada completa da posi\u00e7\u00e3o s\u00f3 iria ocorrer em julho.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-135\">\n\t<td class=\"column-1\">6 de dezembro, 1868<\/td><td class=\"column-2\">Guerra do Paraguai<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Batalha de Itoror\u00f3<\/strong>: tropas brasileiras, comandadas por <strong>Caxias<\/strong>, tomam a  passagem sobre o rio Itoror\u00f3 guarnecida pelos soldados paraguaios.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-136\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Itoror\u00f3 foi a primeira  de uma s\u00e9rie de batalhas ocorridos no m\u00eas de dezembro (por isso conhecida como <strong>Dezembrada<\/strong>), todas  vencidas pelo ex\u00e9rcito brasileiro comandado por Caxias: <strong>Ava\u00ed <\/strong>(11 de dezembro); <strong>Lomas Valentinas<\/strong> (21 a 27 de dezembro) e <strong>Angostura <\/strong>(30 de dezembro).<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-137\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Foi nessa batalha de <strong>Itoror\u00f3<\/strong> que Caxias pronunciou a c\u00e9lebre frase \"sigam-me os que forem brasileiros\". <\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-138\">\n\t<td class=\"column-1\">24 de dezembro, 1868<\/td><td class=\"column-2\">Guerra do Paraguai<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Solano Lopez<\/strong> foge para o norte do pa\u00eds.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-139\">\n\t<td class=\"column-1\">1 de janeiro, 1869<\/td><td class=\"column-2\">Guerra do Paraguai<\/td><td class=\"column-3\">Tropas da Tr\u00edplice Alian\u00e7a ocupam <strong>Assun\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-140\">\n\t<td class=\"column-1\">5 de janeiro, 1869<\/td><td class=\"column-2\">Guerra do Paraguai<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Caxias<\/strong> considera encerrada a sua miss\u00e3o e se retira da guerra.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-141\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>A partir deste momento, as opera\u00e7\u00f5es militares se resumem \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o a <strong>Solano Lopez<\/strong> e ao pequeno ex\u00e9rcito que o acompanha.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-142\">\n\t<td class=\"column-1\">15 de abril, 1869<\/td><td class=\"column-2\">Guerra do Paraguai<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Conde d'Eu<\/strong> assume o comando geral das opera\u00e7\u00f5es.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-143\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Conde d'Eu era o nobre  franc\u00eas Gast\u00e3o de Orleans, neto do \u00faltimo rei da Fran\u00e7a <strong>Lu\u00eds Felipe<\/strong>.  Era casado com a <strong>Princesa Isabel<\/strong>, filha de D. Pedro II e herdeira do trono brasileiro.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-144\">\n\t<td class=\"column-1\">1 de mar\u00e7o, 1870<\/td><td class=\"column-2\">Guerra do Paraguai<\/td><td class=\"column-3\">Tropas brasileiras chegam ao acampamento onde se encontra <strong>Solano Lopez<\/strong>, na localidade de <strong>Cerro Cor\u00e1<\/strong>. O ditador \u00e9 morto pelo soldado <strong>Chico Diabo<\/strong>. Esse ato marca o fim da Guerra do Paraguai. <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-145\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Consequ\u00eancias da Guerra do Paraguai<\/strong>: <br \/>\nTodos os pa\u00edses envolvidos sofreram consequ\u00eancias, em maior ou menor grau. <br \/>\n<br \/>\nO Paraguai, por ter sido derrotado, foi o mais prejudicado. Sua economia ficou arrasada.  Perdeu cerca de 60-70% da popula\u00e7\u00e3o, principalmente homens, ficando o pa\u00eds entregue \u00e0s mulheres, crian\u00e7as e idosos.   Al\u00e9m disso, parte de seu territ\u00f3rio (cerca de 90 mil km quadrados) foi anexado por Brasil e Argentina. <br \/>\n<br \/>\nO Brasil perdeu cerca de 50 mil combatentes (dos 160 mil que foram para a frente de batalha) e viu seu \u00edndice de endividamento atingir n\u00edveis alt\u00edssimos devido  aos empr\u00e9stimos de diversas fontes  contra\u00eddos para sustentar o esfor\u00e7o de guerra. <br \/>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-146\">\n\t<td class=\"column-1\">d\u00e9cada de 1870<\/td><td class=\"column-2\">Imigra\u00e7\u00e3o<\/td><td class=\"column-3\">Chegam os primeiros imigrantes italianos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-147\">\n\t<td class=\"column-1\">3 de dezembro, 1870<\/td><td class=\"column-2\">Movimento Republicano<\/td><td class=\"column-3\">Jornal \"<strong>A Rep\u00fablica<\/strong>\" do Rio de Janeiro publica o <strong>\"Manifesto Republicano\"<\/strong>, redigido por <strong>Quintino Bocai\u00fava<\/strong> e <strong>Saldanha Marinho<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-148\">\n\t<td class=\"column-1\">6 de julho, 1871<\/td><td class=\"column-2\">Literatura<\/td><td class=\"column-3\">Morre o poeta baiano <strong>Castro Alves<\/strong>, autor de fortes poemas abolicionistas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-149\">\n\t<td class=\"column-1\">28 de setembro, 1871<\/td><td class=\"column-2\">Escravatura<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Lei do Ventre Livre<\/strong> concede liberdade aos filhos de escravos. Contudo, esses ficariam sob tutela de seus senhores at\u00e9 completarem 21 anos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-150\">\n\t<td class=\"column-1\">1872<\/td><td class=\"column-2\">Censo<\/td><td class=\"column-3\">Primeiro <strong>censo demogr\u00e1fico<\/strong> apura  9.930.478 habitantes no pa\u00eds.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-151\">\n\t<td class=\"column-1\">mar\u00e7o de 1872 a setembro de 1875<\/td><td class=\"column-2\">Quest\u00e3o Religiosa<\/td><td class=\"column-3\">Conflito entre a <strong>Igreja Cat\u00f3lica<\/strong> e a <strong>Ma\u00e7onaria<\/strong> provoca a suspens\u00e3o de diversos padres simpatizantes com o movimento ma\u00e7\u00f4nico. Como no Imp\u00e9rio, era o governo que nomeava os sacerdotes, D. Pedro II  interveio, mandando prender os bispos respons\u00e1veis pelas suspens\u00f5es.  A interfer\u00eancia papal fez com que o Imperador voltasse atr\u00e1s e anistiasse os bispos presos, o que  transmitiu uma imagem de fraqueza do governo imperial perante a opini\u00e3o p\u00fablica.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-152\">\n\t<td class=\"column-1\">junho a agosto, 1874<\/td><td class=\"column-2\">Revolta dos Muckers<\/td><td class=\"column-3\">Um casal de imigrantes alem\u00e3es funda uma seita messi\u00e2nica no interior do Rio Grande do Sul, chamada de <strong> \"muckers\"<\/strong> pelos seus opositores (\"<em>mucker<\/em>\" significa <em>\"falso profeta\"<\/em> em alem\u00e3o). A partir de 1874 come\u00e7am a atacar aqueles que n\u00e3o aceitavam o movimento, matando pessoas e incendiando casas. Ocorreram v\u00e1rios conflitos com as for\u00e7as policiais at\u00e9 serem vencidos. Quase todos membros da seita foram dizimados.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-153\">\n\t<td class=\"column-1\">18 de abril, 1873<\/td><td class=\"column-2\">Movimento Republicano<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Conven\u00e7\u00e3o de Itu<\/strong>, realizada na casa do deputado <strong>Prudente de Morais<\/strong>, marca a funda\u00e7\u00e3o do <strong>Partido Republicano Paulista<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-154\">\n\t<td class=\"column-1\">22 de junho, 1874<\/td><td class=\"column-2\">Telegrafia<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Primeira linha telegr\u00e1fica<\/strong> entre Brasil e Europa.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-155\">\n\t<td class=\"column-1\">12 de dezembro, 1877<\/td><td class=\"column-2\">Literatura<\/td><td class=\"column-3\">Morre <strong>Jos\u00e9 de Alencar<\/strong>, romancista cearense, um dos mais importantes escritores do romantismo brasileiro.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-156\">\n\t<td class=\"column-1\">29 de novembro, 1877<\/td><td class=\"column-2\">Telefonia<\/td><td class=\"column-3\">Inaugurada no Rio de Janeiro a <strong>primeira esta\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica<\/strong> do pa\u00eds.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-157\">\n\t<td class=\"column-1\">28 de dezembro, 1879 a 1 de janeiro, 1880<\/td><td class=\"column-2\">Revolta do Vint\u00e9m<\/td><td class=\"column-3\">Protesto ocorrido nas ruas  do Rio de Janeiro  contra a cobran\u00e7a de um tributo de 20 r\u00e9is (vint\u00e9m) nas  passagens de bonde. Os tumultos, com mortos e feridos, provocaram a mudan\u00e7a do gabinete e a revoga\u00e7\u00e3o da medida.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-158\">\n\t<td class=\"column-1\">9 de janeiro, 1881<\/td><td class=\"column-2\">Lei Saraiva<\/td><td class=\"column-3\">Importante reforma eleitoral de autoria de Rui Barbosa  criava o <strong>\"t\u00edtulo de eleitor\"<\/strong> e estabelecia o voto direto para todos os cargos eletivos. O direito de voto era estendido aos n\u00e3o-cat\u00f3licos e escravos libertos, mas era mantida a exig\u00eancia de uma renda m\u00ednima de 200.000 r\u00e9is (voto censit\u00e1rio). <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-159\">\n\t<td class=\"column-1\">1883<\/td><td class=\"column-2\">Escravatura<\/td><td class=\"column-3\">A vila de Acarape, no Cear\u00e1,  hoje cidade de <strong>Reden\u00e7\u00e3o<\/strong>, se torna o <strong>primeiro lugar no Brasil a libertar os escravos<\/strong>. Em mar\u00e7o do ano seguinte, a medida foi adotada por toda a prov\u00edncia do <strong>Cear\u00e1<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-160\">\n\t<td class=\"column-1\">1884 a 1887<\/td><td class=\"column-2\">Quest\u00e3o Militar<\/td><td class=\"column-3\">Sucess\u00e3o de eventos de confronto entre oficiais do ex\u00e9rcito e pol\u00edticos monarquistas ocasionando uma s\u00e9ria crise pol\u00edtica que veio a fortalecer a causa republicana junto aos c\u00edrculos militares. O estopim da quest\u00e3o foi o convite feito pelo tenente-coronel <strong>Sena Madureira <\/strong>a um l\u00edder abolicionista do Cear\u00e1 a visitar a Escola de Tiro do Rio de Janeiro, da qual era comandante. Sua puni\u00e7\u00e3o gerou  forte pol\u00eamica, o que fez com que o ministro da Guerra viesse a proibir  a participa\u00e7\u00e3o de militares em discuss\u00f5es atrav\u00e9s da imprensa.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-161\">\n\t<td class=\"column-1\">28 de setembro, 1885<\/td><td class=\"column-2\">Escravatura<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Lei dos Sexagen\u00e1rios<\/strong>, tamb\u00e9m conhecida como <strong>Lei Saraiva-Cotegipe<\/strong>,  concede liberdade aos escravos acima de 60  anos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-162\">\n\t<td class=\"column-1\">13 de maio, 1888<\/td><td class=\"column-2\">Escravatura<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Princesa Isabel<\/strong> assina a <strong>Lei \u00c1urea<\/strong> que declara abolida a escravid\u00e3o no Brasil.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-163\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Conta-se que, ao cumprimentar a princesa, logo ap\u00f3s a assinatura da Lei \u00c1urea, o <strong>Bar\u00e3o de Cotegipe<\/strong> teria dito: \"a senhora acaba de redimir uma ra\u00e7a e de perder o trono\".<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-164\">\n\t<td class=\"column-1\">9 de novembro, 1889<\/td><td class=\"column-2\">Baile da Ilha Fiscal<\/td><td class=\"column-3\">\u00daltima  grande festa da monarquia realizada em homenagem aos oficiais do encoura\u00e7ado chileno \"<strong>Almirante Cochrane\"<\/strong> ancorado no Rio de Janeiro. Esse baile luxuoso  contou com a presen\u00e7a da fam\u00edlia imperial, autoridades governamentais, diplomatas e membros da alta sociedade da Corte, estimando-se em cerca de  4 mil pessoas o n\u00famero total de convidados. Al\u00e9m de refor\u00e7ar os la\u00e7os de amizade com o Chile, este evento objetivava recuperar o prest\u00edgio do Imp\u00e9rio, bastante abalado pela forte propaganda republicana. <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-165\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Um fato ir\u00f4nico que teria ocorrido no baile foi quando  da entrada de D. Pedro. Esse teria se desequilibrado e ao se recompor teria dito: \"o monarca escorregou mas a monarquia n\u00e3o caiu\".<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-166\">\n\t<td class=\"column-1\">15 de novembro, 1889<\/td><td class=\"column-2\">Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Marechal Deodoro da Fonseca<\/strong>, \u00e0 frente de um grupo de militares, se encaminha para o <strong>Campo de Santana<\/strong> (atual Pra\u00e7a da Rep\u00fablica) no Rio de Janeiro e ocupa o pr\u00e9dio do Minist\u00e9rio da Guerra, prendendo  o presidente do Conselho de Ministros, <strong>Visconde de Ouro Preto <\/strong>(Afonso Celso de  Assis Figueiredo) e destituindo todos os ministros do governo que l\u00e1 estavam reunidos. Tem in\u00edcio o processo de extin\u00e7\u00e3o da monarquia no Brasil.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-167\">\n\t<td class=\"column-1\">16 de novembro, 1889<\/td><td class=\"column-2\">Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica<\/td><td class=\"column-3\"><strong>D. Pedro II<\/strong> recebe a comunica\u00e7\u00e3o da implanta\u00e7\u00e3o do novo regime e a solicita\u00e7\u00e3o para que deixe o pa\u00eds.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-168\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Causas da Queda da Monarquia<\/strong>: diversos foram os fatores que levaram ao advento da Rep\u00fablica no Brasil contudo, de uma maneira geral,  consideram-se tr\u00eas as principais causas do fim do regime mon\u00e1rquico: <br \/>\n1) a <strong>quest\u00e3o militar<\/strong> (insatisfa\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito com o tratamento recebido do governo imperial e os consequentes atritos entre oficiais e pol\u00edticos monarquistas); <br \/>\n2) a <strong>quest\u00e3o religiosa<\/strong> (conflitos da Igreja com o governo por causa da ma\u00e7onaria que resultou na pris\u00e3o de alguns bispos por ordem do Imperador) e <br \/>\n3) a <strong>quest\u00e3o da escravatura<\/strong> (a Aboli\u00e7\u00e3o fez com que o governo perdesse o apoio dos fazendeiros escravocratas). <br \/>\nEssas disputas fizeram  com que a Monarquia perdesse o apoio de  tr\u00eas  for\u00e7as importantes: o Ex\u00e9rcito, a Igreja Cat\u00f3lica e os fazendeiros propriet\u00e1rios de escravos.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<!-- #tablepress-80 from cache -->\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":7118,"parent":135,"menu_order":10,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"full-width.php","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-391","page","type-page","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/391","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=391"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/391\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14745,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/391\/revisions\/14745"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/135"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/7118"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=391"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}