{"id":389,"date":"2014-08-07T20:25:25","date_gmt":"2014-08-07T20:25:25","guid":{"rendered":"http:\/\/clunymma.wordpress.com\/?page_id=389"},"modified":"2017-07-10T19:22:28","modified_gmt":"2017-07-10T19:22:28","slug":"brasil-colonia-1500-a-1808","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/cluny.com.br\/?page_id=389","title":{"rendered":"Brasil Col\u00f4nia &#8211; 1501 a 1815"},"content":{"rendered":"\n<table id=\"tablepress-72\" class=\"tablepress tablepress-id-72\">\n<thead>\n<tr class=\"row-1\">\n\t<th class=\"column-1\">Per\u00edodo (d.C.)<\/th><th class=\"column-2\">Tema<\/th><th class=\"column-3\">Evento<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody class=\"row-striping row-hover\">\n<tr class=\"row-2\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-3\">\n\t<td class=\"column-1\">maio de 1501 a setembro de 1502<\/td><td class=\"column-2\">Expedi\u00e7\u00f5es Explorat\u00f3rias Portuguesas<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Primeira viagem de explora\u00e7\u00e3o do litoral brasileiro<\/strong>:  expedi\u00e7\u00e3o, comandada por <strong>Gaspar de Lemos<\/strong> e com a presen\u00e7a de <strong>Am\u00e9rico Vesp\u00facio<\/strong>, era constitu\u00edda por tr\u00eas caravelas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-4\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Entre os principais pontos da costa brasileira que foram alcan\u00e7ados e nomeados nesta viagem, estavam: <strong>Ilha de S\u00e3o Jo\u00e3o<\/strong> (posteriormente, batizada de <strong>Fernando de Noronha<\/strong>);  <strong>litoral do Rio Grande do Norte<\/strong>,  <strong>Cabo de Santo Agostinho<\/strong>, foz do <strong>Rio S\u00e3o Francisco<\/strong>, <strong>Ba\u00eda de Todos os Santos<\/strong> (1 de novembro de 1501); <strong>Ba\u00eda de Guanabara<\/strong> (confundida com a foz de um rio foi, por isso designada <strong>Rio de Janeiro<\/strong>, 1 de janeiro de 1502); <strong>Angra dos Reis<\/strong> (6 de janeiro de 1502) e <strong>Ilha de S\u00e3o Vicente<\/strong> (22 de janeiro, 1502).<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-5\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Gaspar de Lemos<\/strong> havia sido o navegador da frota de <strong>Cabral<\/strong> que levou a Portugal a not\u00edcia do descobrimento do Brasil.<br \/>\n<br \/>\n<strong>Am\u00e9rico Vesp\u00facio<\/strong> foi o navegador florentino respons\u00e1vel por divulgar na Europa que Crist\u00f3v\u00e3o Colombo havia chegado a um novo continente, e n\u00e3o \u00e0s \u00cdndias, como acreditava o pr\u00f3prio piloto genov\u00eas. Por isso os cart\u00f3grafos passaram a designar estas novas terras de <strong>Am\u00e9rica<\/strong>, em alus\u00e3o ao seu nome. Am\u00e9rico Vesp\u00facio j\u00e1 estivera na Am\u00e9rica do Sul anteriormente com a frota do espanhol <strong>Alonso de Ojeda<\/strong> (1499 a 1500). Depois de participar da expedi\u00e7\u00e3o de <strong>Gaspar de Lemos<\/strong> em 1501, ele retornaria em 1503, na viagem de <strong>Gon\u00e7alo Coelho<\/strong>.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-6\">\n\t<td class=\"column-1\">junho de 1503 a maio de 1504<\/td><td class=\"column-2\">Expedi\u00e7\u00f5es Explorat\u00f3rias Portuguesas<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Segunda viagem explorat\u00f3ria<\/strong>: esta expedi\u00e7\u00e3o, financiada por comerciantes portugueses e formada por seis caravelas, foi comandada por <strong>Gon\u00e7alo Coelho<\/strong> e contou novamente com a presen\u00e7a de <strong>Am\u00e9rico Vesp\u00facio<\/strong>.  Retornou a Portugal com um carregamento de <strong>pau-brasil<\/strong>, \u00e1rvore abundante na costa brasileira e da qual\u00a0se extra\u00eda uma tintura vermelha extremamente cobi\u00e7ada pela ind\u00fastria t\u00eaxtil. Tinha in\u00edcio, ent\u00e3o, o chamado <em>\"ciclo do pau-brasil\"<\/em>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-7\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>O <strong>\"Ciclo do Pau-Brasil\"<\/strong> foi a primeira atividade econ\u00f4mica do territ\u00f3rio rec\u00e9m-descoberto e, por muito tempo, o \u00fanico interesse que Portugal tinha nestas novas terras. O pau-brasil era uma \u00e1rvore que existia em grande quantidade junto ao litoral, o que facilitava sua localiza\u00e7\u00e3o, corte e embarque. Era encontrado desde o atual estado do Rio Grande do Norte\u00a0at\u00e9 o Rio de Janeiro, sendo tr\u00eas os principais pontos de concentra\u00e7\u00e3o: proximidades da <strong>Ilha de Itamarac\u00e1<\/strong> em Pernambuco;\u00a0<strong>sul da Bahia<\/strong>, perto de Porto Seguro e na regi\u00e3o que se estende do <strong>Rio de Janeiro a Cabo Frio<\/strong>.\u00a0Sua extra\u00e7\u00e3o desenfreada durante o primeiro s\u00e9culo de coloniza\u00e7\u00e3o do Brasil quase levou \u00e0 extin\u00e7\u00e3o completa dessa esp\u00e9cie vegetal, estimando-se em cerca de 2 milh\u00f5es o n\u00famero de \u00e1rvores derrubadas.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-8\">\n\t<td class=\"column-1\">junho de 1503 a maio de 1505<\/td><td class=\"column-2\">Expedi\u00e7\u00f5es Francesas<\/td><td class=\"column-3\">Viagem do navio franc\u00eas \"<em>L'Espoir<\/em>\" ao Brasil: partindo do porto de <strong>Honfleur<\/strong>, na Normandia, sob o comando de <strong>Binot Paulmier de Gonneville <\/strong>e 60 marinheiros, o navio aportou, primeiramente, na foz de um rio, depois chamado de <strong>S\u00e3o Francisco do Sul<\/strong>,  no litoral norte do atual estado de <strong>Santa Catarina<\/strong>. L\u00e1 os franceses estabeleceram contato com os \u00edndios carij\u00f3s  permanecendo 6 meses no local. <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-9\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>No retorno \u00e0 Europa,  a expedi\u00e7\u00e3o de Binot de Gonneville ancorou na foz do <strong>rio Para\u00edba do Sul<\/strong> (divisa dos atuais estados do Rio de Janeiro e Esp\u00edrito Santo), de onde a tripula\u00e7\u00e3o teve que fugir dos ferozes \u00edndios goitacases e depois aportou na Ba\u00eda de Todos os Santos. Esse foi o primeiro contato dos franceses com o Brasil. A partir de ent\u00e3o, muitos navios procedentes da <strong>Normandia<\/strong> e da <strong>Bretanha<\/strong>  viriam a aportar em diversas localidades do litoral brasileiro  em busca do pau-brasil.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-10\">\n\t<td class=\"column-1\">1504<\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\">As terras descobertas por Pedro \u00c1lvares Cabral recebem o nome de <strong>\"Brasil\"<\/strong>.  Anteriormente, fora chamada de <strong>Ilha de Vera Cruz<\/strong> e <strong>Terra de Santa Cruz<\/strong>. <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-11\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>A origem do nome <strong>\"Brasil\"<\/strong> est\u00e1 cercada de controv\u00e9rsias. Embora a tradi\u00e7\u00e3o afirme que o nome se deva \u00e0 \u00e1rvore <strong>pau-brasil<\/strong>, muitos mapas dos s\u00e9culos XIV e XV indicam a exist\u00eancia de uma ilha, a oeste dos A\u00e7ores, denominada Brasil. Alguns pesquisadores afirmam que a palavra \u00e9 de origem celta; havendo mesmo alguns que dizem tratar-se de um voc\u00e1bulo fen\u00edcio.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-12\">\n\t<td class=\"column-1\">fevereiro, 1504<\/td><td class=\"column-2\">Capitanias Heredit\u00e1rias<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Dom Manuel<\/strong>, rei de Portugal, doa a <strong>ilha de S\u00e3o Jo\u00e3o<\/strong> ao fidalgo e comerciante <strong>Fernando de Noronha<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-13\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Esta doa\u00e7\u00e3o marcou a primeira experi\u00eancia do regime de \"Capitanias Heredit\u00e1rias\" em territ\u00f3rio brasileiro, sistema que j\u00e1 havia sido implantado, anteriormente, nas ilhas da <strong>Madeira<\/strong> e <strong>Cabo Verde<\/strong>.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-14\">\n\t<td class=\"column-1\">fevereiro a outubro, 1511<\/td><td class=\"column-2\">Ciclo do Pau-Brasil<\/td><td class=\"column-3\">Viagem da nau <strong>\"Bretoa\"<\/strong> com objetivo de obter carregamento de pau-brasil. Tendo como capit\u00e3o <strong>Crist\u00f3v\u00e3o Pires<\/strong> e uma tripula\u00e7\u00e3o de 26 homens, o navio fundeou, primeiramente, na <strong>Ba\u00eda de Todos os Santos<\/strong> e depois em <strong>Cabo Frio<\/strong>. Retornou a Portugal com mais de 100 toneladas de pau-brasil (cerca de 5 mil toras), al\u00e9m de papagaios, felinos e macacos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-15\">\n\t<td class=\"column-1\">1515 a 1516<\/td><td class=\"column-2\">Expedi\u00e7\u00f5es Espanholas<\/td><td class=\"column-3\">Navegador espanhol <strong>Juan D\u00edaz de Solis<\/strong>, em busca de uma liga\u00e7\u00e3o entre os oceanos Atl\u00e2ntico e o Pac\u00edfico, percorre parte da costa brasileira (esteve em <strong>S\u00e3o Francisco do Sul<\/strong>, antes visitada pelos franceses da expedi\u00e7\u00e3o de <strong>Binot de Gonneville<\/strong>) e litoral do atual <strong>Uruguai<\/strong>, descobrindo o <strong>Rio da Prata<\/strong>, a quem chama de <strong>\"Mar Dulce<\/strong>\", por confund\u00ed-lo com um bra\u00e7o de mar. <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-16\">\n\t<td class=\"column-1\">1516 a 1519<\/td><td class=\"column-2\">Ciclo do Pau-Brasil<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Crist\u00f3v\u00e3o Jacques<\/strong>, portugu\u00eas que estivera aqui em 1503 na expedi\u00e7\u00e3o de <strong>Gon\u00e7alo Coelho<\/strong>, \u00e9 encarregado de patrulhar as costas brasileiras com duas caravelas. Sua miss\u00e3o era impedir as  incurs\u00f5es francesas em busca de pau-brasil, frequentes nessa \u00e9poca.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-17\">\n\t<td class=\"column-1\">1524<\/td><td class=\"column-2\">Expedi\u00e7\u00f5es Explorat\u00f3rias Portuguesas<\/td><td class=\"column-3\">Expedi\u00e7\u00e3o de <strong>Aleixo Garcia<\/strong> parte do litoral de Santa Catarina com um ex\u00e9rcito de \u00edndios carij\u00f3s em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s riquezas dos incas no Peru. Na fronteira do <strong>Imp\u00e9rio Inca<\/strong> atacam vilarejos e saqueiam pe\u00e7as de prata e estanho. Ao retornar, Aleixo Garcia e centenas de companheiros s\u00e3o mortos em luta contra os ferozes \u00edndios paiagu\u00e1s <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-18\">\n\t<td class=\"column-1\">1526 a 1527<\/td><td class=\"column-2\">Ciclo do Pau-Brasil<\/td><td class=\"column-3\">Segunda expedi\u00e7\u00e3o de <strong>Crist\u00f3v\u00e3o Jacques<\/strong> para patrulhamento da costa brasileira, agora  com uma frota de seis navios. Em 1527, aprisionou tr\u00eas gale\u00f5es franceses na <strong>Bahia<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-19\">\n\t<td class=\"column-1\">dezembro, 1530<\/td><td class=\"column-2\">Expedi\u00e7\u00e3o Colonizadora<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Martim Afonso de Sousa<\/strong> parte de Lisboa com cinco navios e cerca de 400 pessoas tendo como  objetivo principal  dar in\u00edcio ao verdadeiro povoamento do Brasil. Al\u00e9m de militares, agricultores e artes\u00e3os,  vieram animais dom\u00e9sticos, ferramentas e sementes. A frota aportou em <strong>Pernambuco<\/strong> em fevereiro de 1531.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-20\">\n\t<td class=\"column-1\">1531<\/td><td class=\"column-2\">Expedi\u00e7\u00f5es Explorat\u00f3rias Portuguesas<\/td><td class=\"column-3\">Expedi\u00e7\u00e3o comandada por <strong>Pero Lobo<\/strong> parte de <strong>Cananeia<\/strong> em busca dos tesouros dos Incas no Peru. Assim como aconteceu com <strong>Aleixo Garcia<\/strong>, todos s\u00e3o exterminados pelos \u00edndios paiagu\u00e1s pr\u00f3ximo \u00e0 regi\u00e3o onde o rio Igua\u00e7u desemboca no rio Paran\u00e1.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-21\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Essas primeiras expedi\u00e7\u00f5es, financiadas por autoridades governamentais, eram chamadas de <strong>\"entradas\"<\/strong>. Sa\u00edam do litoral em dire\u00e7\u00e3o ao interior com objetivo principal de fazer o mapeamento do territ\u00f3rio brasileiro.  Mais tarde, a partir do in\u00edcio do s\u00e9culo XVII, surgiram as <strong>\"bandeiras\"<\/strong>, expedi\u00e7\u00f5es patrocinadas por particulares, principalmente paulistas,  visando unicamente a obten\u00e7\u00e3o de lucros. Inicialmente, os bandeirantes buscavam encontrar minas de ouro, prata e pedras preciosas; depois passaram a capturar \u00edndios para serem vendidos aos fazendeiros. <\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-22\">\n\t<td class=\"column-1\">setembro, 1531<\/td><td class=\"column-2\">Expedi\u00e7\u00f5es Francesas<\/td><td class=\"column-3\">Nau francesa <strong>\"La Pel\u00e9rine\"<\/strong>, em viagem de retorno \u00e0 Fran\u00e7a, \u00e9 capturada por uma esquadra portuguesa pr\u00f3ximo \u00e0 cidade de M\u00e1laga, na Espanha, com um enorme carregamento de pau-brasil.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-23\">\n\t<td class=\"column-1\">22 de janeiro, 1532<\/td><td class=\"column-2\">Povoamento<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Martim Afonso de Sousa<\/strong> funda a primeira vila brasileira: <strong>S\u00e3o Vicente<\/strong>, no litoral do atual estado de S\u00e3o Paulo, onde foi instalado o primeiro engenho de a\u00e7\u00facar dando in\u00edcio ao <strong>Ciclo da Cana de A\u00e7\u00facar<\/strong>. <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-24\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\">Ciclo da Cana de A\u00e7\u00facar<\/td><td class=\"column-3\"><em>Per\u00edodo entre meados do s\u00e9culo XVI a meados do s\u00e9culo XVIII, quando a cana-de-a\u00e7\u00facar era  a maior riqueza agr\u00edcola do pa\u00eds e a base da economia colonial.  Pernambuco, Bahia e S\u00e3o Vicente eram as principais capitanias produtoras, sendo o a\u00e7\u00facar basicamente voltado para exporta\u00e7\u00e3o.  O trabalho nas fazendas e engenhos se utilizava intensamente de m\u00e3o de obra escrava, principalmente africanos (a participa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena era bem menor).<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-25\">\n\t<td class=\"column-1\">1534 <\/td><td class=\"column-2\">Capitanias Heredit\u00e1rias<\/td><td class=\"column-3\"><strong>D. Jo\u00e3o III<\/strong>  implanta o sistema de <strong>\"Capitanias Heredit\u00e1rias\" <\/strong>em todo o territ\u00f3rio brasileiro.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-26\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Inicialmente, foram estabelecidas 15 capitanias, faixas de terra dispostas longitudinalmente entre o Atl\u00e2ntico e o Meridiano de Tordesilhas. Eram elas: <strong>Maranh\u00e3o<\/strong> (primeira se\u00e7\u00e3o); <strong>Maranh\u00e3o<\/strong> (segunda se\u00e7\u00e3o); <strong>Cear\u00e1<\/strong>; <strong>Rio Grande<\/strong>; <strong>Itamarac\u00e1<\/strong>; <strong>Pernambuco<\/strong>; <strong>Ba\u00eda de Todos os Santos<\/strong>; <strong>Ilh\u00e9us<\/strong>; <strong>Porto Seguro<\/strong>; <strong>Esp\u00edrito Santo<\/strong>; <strong>S\u00e3o Tom\u00e9<\/strong>; <strong>S\u00e3o Vicente <\/strong>(primeira se\u00e7\u00e3o); <strong>Santo Amaro<\/strong>; <strong>S\u00e3o Vicente<\/strong> (segunda se\u00e7\u00e3o); <strong>Santana<\/strong>.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-27\">\n\t<td class=\"column-1\">1535<\/td><td class=\"column-2\">Povoamento<\/td><td class=\"column-3\">Funda\u00e7\u00e3o da vila de <strong>Vit\u00f3ria<\/strong> por <strong>Vasco Fernandes Coutinho<\/strong>, primeiro donat\u00e1rio da capitania do Esp\u00edrito Santo.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-28\">\n\t<td class=\"column-1\">1535<\/td><td class=\"column-2\">Povoamento<\/td><td class=\"column-3\">Funda\u00e7\u00e3o da vila de <strong>Olinda<\/strong> por <strong>Duarte Coelho Pereira<\/strong>, primeiro donat\u00e1rio da capitania de Pernambuco.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-29\">\n\t<td class=\"column-1\">1541 a 1542<\/td><td class=\"column-2\">Expedi\u00e7\u00f5es Espanholas<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Francisco de Orellana<\/strong>, explorador espanhol, torna-se o primeiro europeu a navegar o rio <strong>Amazonas<\/strong> em toda sua extens\u00e3o desde os Andes at\u00e9 o Atl\u00e2ntico.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-30\">\n\t<td class=\"column-1\">1548<\/td><td class=\"column-2\">Escravatura<\/td><td class=\"column-3\">Chegada da primeira grande leva de escravos africanos ao Brasil.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-31\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Os portugueses, que j\u00e1 traficavam escravos na costa africana antes do descobrimento do Brasil, iniciaram o <strong>tr\u00e1fico negreiro da \u00c1frica para o Brasil<\/strong>, visando a obten\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra barata e abundante para a ind\u00fastria canavieira, j\u00e1 que as tentativas de escraviza\u00e7\u00e3o dos ind\u00edgenas se mostraram invi\u00e1veis.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-32\">\n\t<td class=\"column-1\">1548<\/td><td class=\"column-2\">Governo Geral<\/td><td class=\"column-3\"><strong>D.Jo\u00e3o III<\/strong> estabelece o <strong>\"Governo Geral\"<\/strong> no Brasil.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-33\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Este novo tipo de governo foi criado em decorr\u00eancia do fracasso do regime das <strong>Capitanias Heredit\u00e1rias<\/strong>  (das quinze capitanias iniciais apenas <strong>Pernambuco<\/strong> e <strong>S\u00e3o Vicente<\/strong> prosperaram devido ao cultivo da cana-de-a\u00e7\u00facar). Nesse novo sistema, os donat\u00e1rios das capitanias ficaram subordinados aos governadores-gerais.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-34\">\n\t<td class=\"column-1\">mar\u00e7o, 1549<\/td><td class=\"column-2\">Governo Geral<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Tom\u00e9 de Sousa<\/strong>, nomeado primeiro governador geral do Brasil (1549 - 1553), chega com sua comitiva \u00e0 Bahia em uma frota de seis embarca\u00e7\u00f5es. Um dos seus primeiros atos foi oficializar a funda\u00e7\u00e3o da cidade de <strong>Salvador<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-35\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Chegam nesta frota os primeiros jesu\u00edtas, entre eles o padre <strong>Manuel da N\u00f3brega<\/strong>.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-36\">\n\t<td class=\"column-1\">junho, 1553<\/td><td class=\"column-2\">Governo Geral<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Duarte da Costa<\/strong> assume como segundo governador geral do Brasil (1553-1558).<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-37\">\n\t<td class=\"column-1\">janeiro, 1554<\/td><td class=\"column-2\">Povoamento<\/td><td class=\"column-3\">Jesu\u00edtas <strong>Jos\u00e9 de Anchieta<\/strong> e <strong>Manuel da N\u00f3brega <\/strong> fundam no planalto paulista o <strong>Col\u00e9gio de S\u00e3o Paulo de Piratininga<\/strong> destinado \u00e0  catequese dos \u00edndios.  Este ato marca tamb\u00e9m a funda\u00e7\u00e3o da vila de mesmo nome,  embri\u00e3o da cidade de <strong>S\u00e3o Paulo<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-38\">\n\t<td class=\"column-1\">novembro, 1555<\/td><td class=\"column-2\">Fran\u00e7a Ant\u00e1rtica<\/td><td class=\"column-3\">Franceses, comandados pelo almirante <strong>Nicolas Durand de Villegaignon<\/strong>, invadem a Ba\u00eda de Guanabara e fundam a col\u00f4nia denominada <strong>\"Fran\u00e7a Ant\u00e1rtica\"<\/strong>, na <strong>Ilha de Serigipe<\/strong> (atual <strong>Ilha de Villegaignon<\/strong>). A primeira constru\u00e7\u00e3o foi o <strong>Forte Coligny<\/strong>, que recebeu este nome em homenagem ao almirante <strong>Gaspard de Coligny<\/strong>, ministro do rei <strong>Henrique II<\/strong> e um dos principais incentivadores do projeto. <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-39\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Esta expedi\u00e7\u00e3o francesa havia partido do porto de <strong>Dieppe<\/strong> na <strong>Normandia<\/strong> em agosto de 1555 com 3 navios e cerca de 600 pessoas.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-40\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>O <strong>Almirante Coligny<\/strong>, depois convertido ao protestantismo, foi morto na terr\u00edvel <strong>Noite de S\u00e3o Bartolomeu<\/strong>, em Paris (24 de agosto de 1572).<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-41\">\n\t<td class=\"column-1\">julho, 1556<\/td><td class=\"column-2\">Primeiro Bispo<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Pero Fernandes Sardinha<\/strong>, primeiro bispo do Brasil, \u00e9 morto e devorado pelos \u00edndios caet\u00e9s, quando o navio que o levava de volta a Portugal naufraga nas costas de <strong>Alagoas<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-42\">\n\t<td class=\"column-1\">1558<\/td><td class=\"column-2\">Governo Geral<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Mem de S\u00e1<\/strong> toma posse como terceiro governador geral do Brasil (1558-1572).<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-43\">\n\t<td class=\"column-1\">outubro, 1558<\/td><td class=\"column-2\">Fran\u00e7a Ant\u00e1rtica<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Villegaignon<\/strong> retorna \u00e0 Fran\u00e7a e deixa seu sobrinho <strong>Bois-le-Comte<\/strong> \u00e0 frente da col\u00f4nia francesa da Ba\u00eda de Guanabara.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-44\">\n\t<td class=\"column-1\">mar\u00e7o, 1560<\/td><td class=\"column-2\">Fran\u00e7a Ant\u00e1rtica<\/td><td class=\"column-3\">Portugueses, comandados por <strong>Mem de S\u00e1<\/strong>, destroem o  <strong>Forte Coligny<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-45\">\n\t<td class=\"column-1\">1 de mar\u00e7o, 1565<\/td><td class=\"column-2\">Povoamento<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Est\u00e1cio de S\u00e1<\/strong>, sobrinho do governador-geral Mem de S\u00e1, funda a cidade de <strong>S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro<\/strong>, numa \u00e1rea  situada entre dois morros: o <strong>Cara de C\u00e3o<\/strong> e o <strong>P\u00e3o de A\u00e7\u00facar<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-46\">\n\t<td class=\"column-1\">janeiro, 1567<\/td><td class=\"column-2\">Povoamento<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Est\u00e1cio de S\u00e1<\/strong> derrota, definitivamente, os franceses e  transfere a cidade do Rio de Janeiro para o <strong>Morro do Castelo<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-47\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Na luta contra os franceses e os ind\u00edgenas seus aliados, Est\u00e1cio de S\u00e1 \u00e9 ferido por uma flecha e vem a falecer um m\u00eas depois (fevereiro de 1567).<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-48\">\n\t<td class=\"column-1\">setembro, 1571<\/td><td class=\"column-2\">Governo Geral<\/td><td class=\"column-3\">O navio trazendo <strong>D. Luis de Vasconcelos<\/strong>, nomeado quarto governador-geral do Brasil, \u00e9 atacado na altura das <strong>Ilhas Can\u00e1rias<\/strong> por piratas franceses, vindo a falecer nesse combate o futuro governador.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-49\">\n\t<td class=\"column-1\">1572<\/td><td class=\"column-2\">Governo Geral<\/td><td class=\"column-3\">Divis\u00e3o do Brasil em dois governos gerais: um ao norte, sediado em <strong>Salvador<\/strong>, e outro ao sul, no <strong>Rio de Janeiro<\/strong>. Os primeiros governadores foram <strong>Luis Brito e Almeida<\/strong> no norte e <strong>Ant\u00f4nio Salema<\/strong> no sul.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-50\">\n\t<td class=\"column-1\">1578<\/td><td class=\"column-2\">Governo Geral<\/td><td class=\"column-3\">Governo \u00e9 reunificado com sede em <strong>Salvador<\/strong>, tendo <strong>Louren\u00e7o da Veiga<\/strong> como governador-geral.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-51\">\n\t<td class=\"column-1\">1580<\/td><td class=\"column-2\">Dom\u00ednio Espanhol<\/td><td class=\"column-3\">Com a morte do rei portugu\u00eas <strong>Cardeal D. Henrique<\/strong> sem deixar descendente direto, Portugal e Brasil, passam ao dom\u00ednio espanhol.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-52\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>O dom\u00ednio espanhol sobre Portugal e Brasil duraria 60 anos, somente se extinguindo em 1640, quando Portugal  viria a recuperar sua independ\u00eancia com a funda\u00e7\u00e3o da dinastia de <strong>Bragan\u00e7a<\/strong> por <strong>D. Jo\u00e3o IV<\/strong>.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-53\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1580<\/td><td class=\"column-2\">Escravatura<\/td><td class=\"column-3\">Primeiras refer\u00eancias ao quilombo de <strong>Palmares<\/strong> no atual estado de <strong>Alagoas<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-54\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Quilombos eram esconderijos onde se abrigavam os escravos fugidos. O mais famoso de todos foi o de <strong>Palmares<\/strong> que recebeu fugitivos de v\u00e1rios locais, principalmente de engenhos e fazendas localizados em Pernambuco e\u00a0na Bahia. Durante o per\u00edodo de dom\u00ednio holand\u00eas no Nordeste, os quilombos prosperaram bastante, mas ap\u00f3s a sua expuls\u00e3o, foram, pouco a pouco, sendo exterminados. O quilombo de Palmares durou mais de cem anos. Somente foi derrotado ap\u00f3s a captura e execu\u00e7\u00e3o de seu \u00faltimo e mais famoso l\u00edder, <strong>Zumbi<\/strong>, em 1695.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-55\">\n\t<td class=\"column-1\">agosto, 1585<\/td><td class=\"column-2\">Povoamento<\/td><td class=\"column-3\">Funda\u00e7\u00e3o da cidade de <strong>Nossa Senhora das Neves<\/strong>,  atual <strong>Jo\u00e3o Pessoa<\/strong>, na foz do rio Para\u00edba, pelo portugu\u00eas Jo\u00e3o Tavares. Esta cidade teve v\u00e1rios nomes:  <strong>Filipeia de Nossa Senhora das Neves <\/strong>(1588); <strong>Frederikstad<\/strong> (durante o dom\u00ednio holand\u00eas - 1634 a 1654);  <strong>Cidade da Parahyba <\/strong>(1654) e finalmente <strong>Jo\u00e3o Pessoa<\/strong> (a partir de 1930).<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-56\">\n\t<td class=\"column-1\">julho, 1591<\/td><td class=\"column-2\">Inquisi\u00e7\u00e3o no Brasil<\/td><td class=\"column-3\">Chega \u00e0 Bahia, <strong>Heitor Furtado de Mendon\u00e7a<\/strong>, primeiro visitador do <strong>Santo Of\u00edcio da Inquisi\u00e7\u00e3o<\/strong> no Brasil.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-57\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>No Brasil, nunca se estabeleceu um tribunal oficial da Inquisi\u00e7\u00e3o. Todos os presos eram  julgados pelo tribunal de Lisboa.  Heitor Furtado de Mendon\u00e7a realizou seu trabalho no per\u00edodo de 1591 a 1595, principalmente na Bahia e Pernambuco,  onde coletou centenas de den\u00fancias e confiss\u00f5es. As persegui\u00e7\u00f5es inquisitoriais no Brasil tiveram seu \u00e1pice no in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII, sendo a maior parte dos prisioneiros composta de crist\u00e3os-novos, nome dado aos judeus convertidos ao catolicismo.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-58\">\n\t<td class=\"column-1\">dezembro, 1591<\/td><td class=\"column-2\">Incurs\u00f5es Inglesas<\/td><td class=\"column-3\">Cors\u00e1rio ingl\u00eas <strong>Thomas Cavendish<\/strong> ocupa e saqueia as vilas de <strong>Santos<\/strong> e <strong>S\u00e3o Vicente<\/strong>, no litoral de S\u00e3o Paulo.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-59\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>No per\u00edodo de 1586 a 1588, <strong>Thomas Cavendish<\/strong> havia dado a volta ao mundo, sendo o terceiro homem a faz\u00ea-lo. O primeiro havia sido <strong>Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es<\/strong> e o segundo <strong>Francis Drake<\/strong>.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-60\">\n\t<td class=\"column-1\">1594<\/td><td class=\"column-2\">Fran\u00e7a Equinocial<\/td><td class=\"column-3\">Os franceses <strong>Jacques Riffault<\/strong> e <strong>Charles des Vaux<\/strong>  aportam na Ilha Grande, atual <strong>Ilha de S\u00e3o Luis<\/strong>, no <strong>Maranh\u00e3o<\/strong> e, retornando \u00e0 Fran\u00e7a, convencem o rei <strong>Henrique IV<\/strong> a fundar uma col\u00f4nia na regi\u00e3o: a <strong>Fran\u00e7a Equinocial<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-61\">\n\t<td class=\"column-1\">mar\u00e7o, 1595<\/td><td class=\"column-2\">Incurs\u00f5es Inglesas<\/td><td class=\"column-3\">Recife \u00e9 atacada e saqueada pelo cors\u00e1rio ingl\u00eas <strong>James Lancaster<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-62\">\n\t<td class=\"column-1\">25 de dezembro, 1599<\/td><td class=\"column-2\">Povoamento<\/td><td class=\"column-3\">Funda\u00e7\u00e3o da vila de <strong>Natal<\/strong> no <strong>Rio Grande do Norte<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-63\">\n\t<td class=\"column-1\">in\u00edcio dos anos 1600<\/td><td class=\"column-2\">Bandeirantes<\/td><td class=\"column-3\">Come\u00e7am a surgir as primeiras <strong>\"bandeiras\"<\/strong>, expedi\u00e7\u00f5es financiadas por particulares, geralmente paulistas, visando unicamente a obten\u00e7\u00e3o de  lucro. Buscavam ouro, prata e pedras preciosas.  Al\u00e9m disso, os bandeirantes passaram a capturar \u00edndios para serem vendidos aos fazendeiros.  Inicialmente,  apenas os ind\u00edgenas  que n\u00e3o tinham tido ainda contato com os brancos; depois come\u00e7aram a atacar as miss\u00f5es jesu\u00edticas para aprisionar \u00edndios catequizados. Entre os principais bandeirantes apresadores de \u00edndios podem ser citados <strong>Manuel Preto<\/strong>, <strong>Antonio Raposo Tavares<\/strong> e <strong>Diogo de Quadros<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-64\">\n\t<td class=\"column-1\">1610<\/td><td class=\"column-2\">Miss\u00f5es Jesuiticas<\/td><td class=\"column-3\">Jesu\u00edtas fundam a miss\u00e3o de <strong>San Ign\u00e1cio Guaz\u00fa<\/strong> em territ\u00f3rio pertencente \u00e0 Espanha no <strong>Paraguai<\/strong>. A partir da\u00ed, cerca de 60 miss\u00f5es foram criadas em terras brasileiras, argentinas e paraguaias. Nesse mesmo ano, fundam a miss\u00e3o de <strong>Nossa Senhora de Loreto<\/strong>, em terras do atual estado do <strong>Paran\u00e1<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-65\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>As miss\u00f5es jesu\u00edticas, tamb\u00e9m chamadas de <strong>redu\u00e7\u00f5es<\/strong>, eram estabelecimentos mission\u00e1rios onde os jesuitas reuniam ind\u00edgenas com o objetivo principal de catequiz\u00e1-los na f\u00e9 crist\u00e3. Essas aldeias eram, geralmente,\u00a0compostas por uma igreja, escola, oficinas, casa dos mission\u00e1rios, moradia dos \u00edndios, horta e pomar. As miss\u00f5es eram, geralmente, circundadas por muros e trincheiras para proteg\u00ea-las tanto dos \u00edndios selvagens (n\u00e3o-catequizados), como dos\u00a0bandeirantes paulistas que passaram a atacar os aldeamentos para capturar \u00edndios.\u00a0<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-66\">\n\t<td class=\"column-1\">1612<\/td><td class=\"column-2\">Fran\u00e7a Equinocial<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Daniel de la Touche<\/strong>, nobre franc\u00eas conhecido como Senhor De La Ravardi\u00e8re, funda uma povoa\u00e7\u00e3o e um forte com o nome de <strong>Saint Louis<\/strong>, em homenagem ao rei franc\u00eas <strong>Luiz XIII<\/strong>. Este n\u00facleo foi o embri\u00e3o da cidade de <strong>S\u00e3o Luiz do Maranh\u00e3o<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-67\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Esta expedi\u00e7\u00e3o francesa havia sa\u00eddo da Bretanha com cerca de 500 pessoas para instalar a <strong>\"Fran\u00e7a Equinocial\"<\/strong>. Era a segunda tentativa francesa de estabelecer col\u00f4nias no Brasil, sendo a primeira a <strong>\"Fran\u00e7a Ant\u00e1rtica\"<\/strong> na Ba\u00eda de Guanabara em 1555.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-68\">\n\t<td class=\"column-1\">1615<\/td><td class=\"column-2\">Fran\u00e7a Equinocial<\/td><td class=\"column-3\">Portugueses sediados em Pernambuco expulsam os franceses do Maranh\u00e3o.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-69\">\n\t<td class=\"column-1\">1621<\/td><td class=\"column-2\">Divis\u00e3o do Brasil<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Rei Felipe II <\/strong> (Felipe III de Espanha) separa o territ\u00f3rio brasileiro em duas unidades administrativas: o <strong>Brasil<\/strong>, propriamente dito, com capital na cidade de <strong>Salvador<\/strong> e o estado do <strong>Maranh\u00e3o e Gr\u00e3o-Par\u00e1<\/strong> abrangendo toda a regi\u00e3o norte (Par\u00e1, Maranh\u00e3o, Piaui e Cear\u00e1).<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-70\">\n\t<td class=\"column-1\">maio, 1624<\/td><td class=\"column-2\">Invas\u00f5es Holandesas<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Primeira invas\u00e3o holandesa<\/strong>: esquadra de 26 navios e 1700 homens, comandada por <strong>Jakob Willekens<\/strong>, toma <strong>Salvador<\/strong>, ent\u00e3o capital do Brasil, aprisionando o governador-geral <strong>Diogo de Mendon\u00e7a Furtado<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-71\">\n\t<td class=\"column-1\">1625<\/td><td class=\"column-2\">Invas\u00f5es Holandesas<\/td><td class=\"column-3\">Espanha envia uma poderosa esquadra de 52 navios e cerca de 14 mil homens, comandada por <strong>D. Fadrique de Toledo Os\u00f3rio<\/strong> para combater os holandeses. Em maio de 1625, os holandeses s\u00e3o expulsos de Salvador.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-72\">\n\t<td class=\"column-1\">1626<\/td><td class=\"column-2\">Miss\u00f5es Jesuiticas<\/td><td class=\"column-3\">Jesu\u00edtas fundam a miss\u00e3o de <strong>S\u00e3o Nicolau<\/strong>, a primeira em territ\u00f3rio do atual <strong>Rio Grande do Sul<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-73\">\n\t<td class=\"column-1\">1628<\/td><td class=\"column-2\">Bandeirantes \/ Miss\u00f5es Jesuiticas<\/td><td class=\"column-3\">Bandeira de<strong> Manuel Preto<\/strong>, com a participa\u00e7\u00e3o de  <strong>Ant\u00f4nio Raposo Tavares<\/strong>,  destr\u00f3i os aldeamentos dos jesu\u00edtas espanh\u00f3is na regi\u00e3o de <strong>Gua\u00edra<\/strong>, atual estado do <strong>Paran\u00e1<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-74\">\n\t<td class=\"column-1\">fevereiro, 1630<\/td><td class=\"column-2\">Invas\u00f5es Holandesas<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Segunda invas\u00e3o holandesa<\/strong>: ap\u00f3s serem expulsos da Bahia, os holandeses retornam ao Brasil seis anos depois com uma frota de 67 navios e cerca de 7000 homens. O objetivo  desta vez era a regi\u00e3o de <strong>Pernambuco<\/strong> por causa de sua importante ind\u00fastria a\u00e7ucareira, produto que os espanh\u00f3is haviam proibido de ser negociado com a Holanda (Pa\u00edses Baixos).<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-75\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Ap\u00f3s tomarem <strong>Olinda<\/strong> e <strong>Recife<\/strong> em Pernambuco, os holandeses foram  ampliando sua \u00e1rea de ocupa\u00e7\u00e3o, at\u00e9 dominar todo o litoral desde o Maranh\u00e3o at\u00e9 a foz do rio S\u00e3o Francisco. A resist\u00eancia inicial por parte de contingentes luso-brasileiros foi liderada por <strong>Matias de Albuquerque<\/strong>. Contudo, com o tempo, v\u00e1rios senhores de engenho passaram a aceitar o governo holand\u00eas por causa do incentivo que recebiam, muitas vezes sob forma de empr\u00e9stimos. Nessa fase,  destacou-se a participa\u00e7\u00e3o do senhor de engenho e comerciante <strong>Domingos Calabar<\/strong> que, por ser profundo conhecedor da regi\u00e3o, muito auxiliou os invasores. Em 1635, Calabar foi capturado em uma cilada e executado como traidor.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-76\">\n\t<td class=\"column-1\">1630 a 1650<\/td><td class=\"column-2\">Bandeirantes \/ Miss\u00f5es Jesuiticas<\/td><td class=\"column-3\">Per\u00edodo em que se intensificam as incurs\u00f5es dos bandeirantes contra os aldeamentos dos jesuitas em busca de \u00edndios. Milhares de ind\u00edgenas catequizados s\u00e3o massacrados ou escravizados; in\u00fameras miss\u00f5es t\u00eam de ser abandonadas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-77\">\n\t<td class=\"column-1\">1636 a 1638<\/td><td class=\"column-2\">Expedi\u00e7\u00f5es Explorat\u00f3rias Portuguesas<\/td><td class=\"column-3\">Explorador <strong>Pedro Teixeira<\/strong> sobe o rio <strong>Amazonas<\/strong> \u00e0 frente de uma grande expedi\u00e7\u00e3o com mais de mil homens que partiu de <strong>Bel\u00e9m do Par\u00e1<\/strong> e atingiu <strong>Quito,<\/strong> no Equador seguindo a rota do espanhol  <strong>Francisco de Orellana<\/strong>, um s\u00e9culo antes (1541 a 1542).<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-78\">\n\t<td class=\"column-1\">janeiro, 1637<\/td><td class=\"column-2\">Dom\u00ednio Holand\u00eas<\/td><td class=\"column-3\">Chegada do <strong>Conde Mauricio de Nassau<\/strong> a <strong>Pernambuco<\/strong> para governar o Brasil holand\u00eas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-79\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Mauricio de Nassau-Siegen<\/strong>, pr\u00edncipe protestante enviado ao Brasil pela <strong>Companhia Holandesa das \u00cdndias Ocidentais<\/strong>, era culto e interessado em arquitetura, ci\u00eancias e artes. O per\u00edodo em que  esteve \u00e0 frente do governo  holand\u00eas no Brasil foi uma \u00e9poca de grande desenvolvimento. Nassau concedeu empr\u00e9stimos aos senhores de engenho, promoveu a toler\u00e2ncia religiosa e incentivou a cultura. Em sua comitiva, vieram dois pintores holandeses, <strong>Albert Eckhout<\/strong> e <strong>Frans Post<\/strong>, cujos quadros retrataram cenas da vida no nordeste brasileiro de ent\u00e3o. Seu governo investiu na urbaniza\u00e7\u00e3o de <strong>Recife<\/strong>, transformando-a em uma capital moderna (<strong>Mauritsstad<\/strong> - cidade de Maur\u00edcio) com canais, pontes, jardins, pal\u00e1cios, museu e observat\u00f3rio astron\u00f4mico.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-80\">\n\t<td class=\"column-1\">1638<\/td><td class=\"column-2\">Bandeirantes \/ Miss\u00f5es Jesuiticas<\/td><td class=\"column-3\">Bandeira de <strong>Antonio Raposo Tavares<\/strong> dirige-se ao sul do Brasil para combater os jesuitas espanh\u00f3is que haviam estabelecido uma miss\u00e3o ind\u00edgena na regi\u00e3o de <strong>Tapes<\/strong>, atual litoral do <strong>Rio Grande do Sul<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-81\">\n\t<td class=\"column-1\">dezembro, 1640<\/td><td class=\"column-2\">Portugal<\/td><td class=\"column-3\"><strong>D. Jo\u00e3o IV<\/strong> restaura a independ\u00eancia de Portugal, ap\u00f3s 60 anos em que o pa\u00eds esteve ligado \u00e0 Espanha, na chamada <strong>Uni\u00e3o Ib\u00e9rica<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-82\">\n\t<td class=\"column-1\">abril, 1641<\/td><td class=\"column-2\">Aclama\u00e7\u00e3o de Amador Bueno<\/td><td class=\"column-3\">Alguns influentes comerciantes paulistas, ao saberem da restaura\u00e7\u00e3o da corte portuguesa e temerosos de que essa mudan\u00e7a viesse a prejudicar seus interesses, decidem transformar <strong>S\u00e3o Paulo <\/strong>em um reino independente. Assim, aclamam <strong>Amador Bueno<\/strong>, rico fazendeiro local, rei de S\u00e3o Paulo. Contudo, Amador Bueno recusou a proposta e jurou fidelidade ao novo rei portugu\u00eas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-83\">\n\t<td class=\"column-1\">1641 a 1644<\/td><td class=\"column-2\">Dom\u00ednio Holand\u00eas<\/td><td class=\"column-3\">Per\u00edodo em que <strong>S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o<\/strong> \u00e9 ocupada pelos holandeses.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-84\">\n\t<td class=\"column-1\">13 de maio, 1644<\/td><td class=\"column-2\">Dom\u00ednio Holand\u00eas<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Mauricio de Nassau<\/strong> e comitiva regressam \u00e0 <strong>Holanda<\/strong>, partindo do porto de <strong>Cabedelo<\/strong> na Para\u00edba em uma frota constitu\u00edda por 13 navios.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-85\">\n\t<td class=\"column-1\">1645 a 1654<\/td><td class=\"column-2\">Dom\u00ednio Holand\u00eas<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Insurrei\u00e7\u00e3o Pernambucana<\/strong>: nome dado \u00e0 revolta dos pernambucanos contra o dom\u00ednio holand\u00eas, ap\u00f3s o retorno de Nassau \u00e0 Europa. Foi um per\u00edodo de intensas lutas, sendo as for\u00e7as luso-brasileiras comandadas pelos chefes militares <strong>Andr\u00e9 Vidal de Negreiros<\/strong> e <strong>Jo\u00e3o Fernandes Vieira<\/strong>, al\u00e9m do apoio de escravos liderados por <strong>Henrique Dias<\/strong> e de ind\u00edgenas comandados por <strong>Felipe Camar\u00e3o<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-86\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Ap\u00f3s a sa\u00edda de Nassau, a nova administra\u00e7\u00e3o holandesa no Brasil passou a agir de maneira extremamente severa com os fazendeiros no que se refere \u00e0 cobran\u00e7a dos empr\u00e9stimos. Esse fato incentivou os senhores de engenho a apoiar  a Insurrei\u00e7\u00e3o Pernambucana.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-87\">\n\t<td class=\"column-1\">1647<\/td><td class=\"column-2\">Dom\u00ednio Holand\u00eas<\/td><td class=\"column-3\">Holandeses ocupam o <strong>Rec\u00f4ncavo Baiano<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-88\">\n\t<td class=\"column-1\">1648 a 1651<\/td><td class=\"column-2\">Bandeirantes<\/td><td class=\"column-3\">Grande bandeira de <strong>Antonio Raposo Tavares<\/strong> sai de S\u00e3o Paulo pelo rio Tiet\u00ea  dirigindo-se para oeste na regi\u00e3o do  Mato Grosso. Al\u00e9m de buscar metais preciosos, a expedi\u00e7\u00e3o tinha como objetivo desbravar o interior do pa\u00eds. Chegou \u00e0s fronteiras do territ\u00f3rio peruano. Navegou em diversos rios como o Paraguai, Grande, Mamor\u00e9, Madeira at\u00e9 atingir o rio Amazonas. Foram mais de  10 mil quil\u00f4metros percorridos em tr\u00eas anos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-89\">\n\t<td class=\"column-1\">19 de abril, 1648<\/td><td class=\"column-2\">Dom\u00ednio Holand\u00eas<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Primeira Batalha dos Guararapes<\/strong>: holandeses, comandados pelo general <strong>von Schkoppe<\/strong>, s\u00e3o derrotados pelas tropas luso-brasileiras no <strong>Monte dos Guararapes<\/strong> (hoje munic\u00edpio de Jaboat\u00e3o dos Guararapes, pr\u00f3ximo a Recife).<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-90\">\n\t<td class=\"column-1\">19 de fevereiro, 1649<\/td><td class=\"column-2\">Dom\u00ednio Holand\u00eas<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Segunda Batalha dos Guararapes<\/strong>: holandeses s\u00e3o novamente derrotados e recuam para Recife.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-91\">\n\t<td class=\"column-1\">26 de janeiro, 1654<\/td><td class=\"column-2\">Dom\u00ednio Holand\u00eas<\/td><td class=\"column-3\">Assinatura da rendi\u00e7\u00e3o holandesa na <strong>Campina do Taborda<\/strong>, em Recife. Este ato encerra o per\u00edodo de 24 anos de dom\u00ednio holand\u00eas no nordeste brasileiro.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-92\">\n\t<td class=\"column-1\">agosto, 1661<\/td><td class=\"column-2\">Dom\u00ednio Holand\u00eas<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Paz de Haia<\/strong>: holandeses reconhecem a perda do nordeste brasileiro. Portugal se compromete a pagar 4 milh\u00f5es de florins como compensa\u00e7\u00e3o de guerra, valor esse que foi pago ao longo de 40 anos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-93\">\n\t<td class=\"column-1\">1671 a 1674<\/td><td class=\"column-2\">Bandeirantes<\/td><td class=\"column-3\">Bandeirante <strong>Domingos Jorge Velho<\/strong> explora os territ\u00f3rios dos atuais estados de <strong>Pernambuco<\/strong>, <strong>Para\u00edba<\/strong>, <strong>Cear\u00e1 <\/strong>e <strong>Piaui<\/strong>, combatendo \u00edndios e fundando fazendas de gado.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-94\">\n\t<td class=\"column-1\">1674 a 1681<\/td><td class=\"column-2\">Bandeirantes<\/td><td class=\"column-3\">Bandeirante <strong>Fern\u00e3o Dias Paes <\/strong>parte de S\u00e3o Paulo  \u00e0 procura de esmeraldas, ficando sete anos percorrendo e desbravando os caminhos de Minas.  Entre os bandeirantes que fizeram parte de sua expedi\u00e7\u00e3o estava seu genro, <strong>Borba Gato<\/strong>.  Na regi\u00e3o entre os rios Jequitinhonha e Ara\u00e7uai encontrou pedras verdes que julgou tratar-se das valiosas esmeraldas, mas eram simples turmalinas. Morreu em 1881, em pleno sert\u00e3o, sem saber do engano.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-95\">\n\t<td class=\"column-1\">1675<\/td><td class=\"column-2\">Povoamento<\/td><td class=\"column-3\">Bandeirante  <strong>Francisco Dias Velho<\/strong> come\u00e7a o povoamento da <strong>Ilha de Santa Catarina<\/strong> com a funda\u00e7\u00e3o de <strong>Nossa Senhora do Desterro<\/strong>, atual <strong>Florian\u00f3polis<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-96\">\n\t<td class=\"column-1\">1682<\/td><td class=\"column-2\">Bandeirantes<\/td><td class=\"column-3\">Bandeirante <strong>Bartolomeu Bueno da Silva<\/strong> parte em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 regi\u00e3o do atual estado de<strong> Goi\u00e1s<\/strong>, explorando-o at\u00e9 alcan\u00e7ar o rio <strong>Araguaia<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-97\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Conta a lenda que, ao chegar a uma aldeia ind\u00edgena, encontrou mulheres com adornos de ouro. Como essas se recusasem a contar o local onde encontravam esse metal, ateou fogo em uma vasilha com \u00e1lcool, afirmando que faria o mesmo com os rios caso elas n\u00e3o revelassem a proced\u00eancia do ouro.  Por causa desse epis\u00f3dio, foi apelidado de <strong>\"Anhang\u00fcera\"<\/strong>, que em l\u00edngua tupi significa \"diabo velho\". <\/em> <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-98\">\n\t<td class=\"column-1\">janeiro, 1680<\/td><td class=\"column-2\">Col\u00f4nia do Sacramento<\/td><td class=\"column-3\">For\u00e7as portuguesas, comandadas por <strong>Manuel Lobo<\/strong>, governador do Rio de Janeiro, iniciam o estabelecimento da <strong>Col\u00f4nia do Sant\u00edssimo Sacramento<\/strong>, na margem esquerda do rio da <strong>Prata<\/strong> em frente a <strong>Buenos Aires<\/strong> (atualmente, cidade uruguaia de <strong>Colonia<\/strong>).  Em agosto daquele ano, os espanh\u00f3is atacaram a fortifica\u00e7\u00e3o portuguesa e a destruiram.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-99\">\n\t<td class=\"column-1\">maio, 1681<\/td><td class=\"column-2\">Col\u00f4nia do Sacramento<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Tratado de Lisboa<\/strong> restitui a posse da col\u00f4nia  aos portugueses.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-100\">\n\t<td class=\"column-1\">fevereiro de 1684 a maio de 1685<\/td><td class=\"column-2\">Revolta de Beckman<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Manuel Beckman<\/strong>, rico fazendeiro maranhense, e seu irm\u00e3o <strong>Tom\u00e1s Beckman<\/strong>, lideram uma revolta contra o monop\u00f3lio exercido desde 1682 pela Companhia Geral de Com\u00e9rcio do Maranh\u00e3o. Os amotinados apoderam-se de grande parte da cidade de S\u00e3o Luis, saqueiam os armaz\u00e9ns da Companhia e assumem o governo. Em maio de 1685, os revoltosos s\u00e3o derrotados por tropas enviadas por Portugal comandadas por <strong>Gomes Freire de Andrade<\/strong>. <strong>Manuel Beckman<\/strong> e <strong>Jorge de Sampaio de Carvalho<\/strong>, considerados os chefes da revolta, s\u00e3o enforcados em 2 de novembro de 1685. Os outros condenados recebem pena de pris\u00e3o perp\u00e9tua.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-101\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Alguns estudiosos consideram <strong>Manuel Beckman<\/strong> como o primeiro m\u00e1rtir da independ\u00eancia do Brasil.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-102\">\n\t<td class=\"column-1\">1687<\/td><td class=\"column-2\">Miss\u00f5es Jesuiticas<\/td><td class=\"column-3\">Jesuitas fundam diversas miss\u00f5es em territ\u00f3rio do Rio Grande do Sul, que viriam a ser conhecidas como <strong>Sete Povos das Miss\u00f5es<\/strong>. S\u00e3o elas:  <strong>S\u00e3o Francisco de Borja<\/strong>; <strong>S\u00e3o Nicolau<\/strong>; <strong>S\u00e3o Luiz Gonzaga<\/strong>; <strong>S\u00e3o Miguel Arcanjo<\/strong>; <strong>S\u00e3o Jo\u00e3o Batista<\/strong>; <strong>S\u00e3o Louren\u00e7o<\/strong> e <strong>Santo \u00c2ngelo<\/strong>. <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-103\">\n\t<td class=\"column-1\">mar\u00e7o, 1694<\/td><td class=\"column-2\">Casa da Moeda<\/td><td class=\"column-3\">Funda\u00e7\u00e3o da primeira <strong>Casa da Moeda do Brasil<\/strong> em <strong>Salvador<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-104\">\n\t<td class=\"column-1\">1695 a 1697<\/td><td class=\"column-2\">Guerra dos Palmares<\/td><td class=\"column-3\">Bandeirante<strong> Domingos Jorge Velho<\/strong> luta contra os quilombolas (escravos negros fugidos) e destr\u00f3i o <strong>Quilombo dos Palmares<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-105\">\n\t<td class=\"column-1\">novembro, 1695<\/td><td class=\"column-2\">Guerra dos Palmares<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Zumbi<\/strong>, chefe do <strong>Quilombo dos Palmares<\/strong>, \u00e9 morto em uma emboscada. Sua cabe\u00e7a foi cortada e exposta em pra\u00e7a p\u00fablica em Recife para inibir  poss\u00edveis rebeli\u00f5es de outros escravos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-106\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1698<\/td><td class=\"column-2\">Ciclo do Ouro<\/td><td class=\"column-3\">Primeiros registros sobre descoberta de ouro em Minas Gerais, no arraial de <strong>Ribeir\u00e3o do Carmo<\/strong>, posteriormente elevado \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de vila  com o nome de <strong>Mariana<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-107\">\n\t<td class=\"column-1\">1702<\/td><td class=\"column-2\">Ciclo do Ouro<\/td><td class=\"column-3\">Com a descoberta de ouro na regi\u00e3o das <strong>Minas Gerais<\/strong>, o governo portugu\u00eas cria a <strong>Superintend\u00eancia das Minas<\/strong> e transfere a <strong>Casa da Moeda <\/strong> para o <strong>Rio de Janeiro<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-108\">\n\t<td class=\"column-1\">1705<\/td><td class=\"column-2\">Povoamento<\/td><td class=\"column-3\">Inicio de grande imigra\u00e7\u00e3o de portugueses para a regi\u00e3o das Minas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-109\">\n\t<td class=\"column-1\">1706<\/td><td class=\"column-2\">Col\u00f4nia do Sacramento<\/td><td class=\"column-3\">Espanh\u00f3is tomam a col\u00f4nia dos portugueses.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-110\">\n\t<td class=\"column-1\">1707 a 1709<\/td><td class=\"column-2\">Guerra dos Emboabas<\/td><td class=\"column-3\">S\u00e9rie de conflitos ocorridos na regi\u00e3o das Minas entre os bandeirantes paulistas, liderados por <strong>Manuel da Borba Gato<\/strong> e os  forasteiros (principalmente, portugueses e baianos), denominados <strong><em>\"emboabas\"<\/em><\/strong>, chefiados por <strong>Manuel Nunes Viana<\/strong>. <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-111\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>O motivo da guerra foi a disputa sobre o direito de explora\u00e7\u00e3o das minas. Como os bandeirantes haviam descoberto as jazidas de ouro, eles reivindicavam a exclusividade na explora\u00e7\u00e3o das minas, o que era contestado pelos <strong>emboabas<\/strong>. Em 1709, a Metr\u00f3pole (Portugal) assumiu o controle da regi\u00e3o, pondo  fim aos conflitos. Os paulistas deixaram a regi\u00e3o e, muitos partiram para o oeste (Goi\u00e1s e Mato Grosso), onde descobriram novas jazidas de ouro.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-112\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>O epis\u00f3dio mais conhecido  desta guerra foi o chamado <strong>Cap\u00e3o da Trai\u00e7\u00e3o<\/strong>.  Em um dos diversos embates ocorridos, um grupo de cerca de  50 bandeirantes se viu cercado pelos emboabas. <strong>Bento do Amaral Coutinho<\/strong>, chefe dos forasteiros,  prometeu aos paulistas que poderiam entregar suas armas, pois seriam poupados. Contudo, ao ficarem desarmados, Bento ordenou o massacre. Nenhum bandeirante escapou. O local, pr\u00f3ximo ao <strong>rio das Mortes<\/strong> em <strong>S\u00e3o Jo\u00e3o del Rey<\/strong>, passou a ser conhecido como <strong>Cap\u00e3o da Trai\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-113\">\n\t<td class=\"column-1\">abril, 1709<\/td><td class=\"column-2\">Capitania de S\u00e3o Paulo e Minas do Ouro<\/td><td class=\"column-3\">Cria\u00e7\u00e3o desta nova capitania de <strong>S\u00e3o Paulo e Minas do Ouro<\/strong>, subordinada diretamente \u00e0 <strong>Metr\u00f3pole<\/strong> e, n\u00e3o mais, \u00e0 capitania do <strong>Rio de Janeiro<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-114\">\n\t<td class=\"column-1\">1710 a 1711<\/td><td class=\"column-2\">Guerra dos Mascates<\/td><td class=\"column-3\">S\u00e9rie de conflitos em <strong>Pernambuco<\/strong> entre a aristocracia a\u00e7ucareira (fazendeiros e senhores de engenho) estabelecidos em  <strong>Olinda<\/strong> e os comerciantes de <strong>Recife<\/strong>, chamados pejorativamente de <em>\"mascates\"<\/em>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-115\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Recife<\/strong>, pequeno povoado no in\u00edcio, se transformou no mais importante centro comercial de Pernambuco com a chegada dos holandeses,  o que veio a despertar a antipatia dos ricos moradores da cidade de <strong>Olinda<\/strong>. Ap\u00f3s a expuls\u00e3o dos holandeses, os moradores de Recife solicitaram  \u00e0 Coroa portuguesa sua emancipa\u00e7\u00e3o de Olinda, o que ocorreu em 1709, quando uma Carta R\u00e9gia elevou Recife \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de vila. Este fato deu in\u00edcio \u00e0s hostilidades. A elite de Olinda atacou Recife e destruiu o Pelourinho, s\u00edmbolo da emancipa\u00e7\u00e3o,  rasgando a Carta R\u00e9gia e perseguindo os mascates. Esses contra-atacaram em 1711, invadindo Olinda e provocando inc\u00eandios e destrui\u00e7\u00e3o nas propriedades dos aristocratas da regi\u00e3o. O conflito terminou em 1711, quando a Coroa nomeou um novo governador e enviou tropas da Bahia para controlar a situa\u00e7\u00e3o. Recife manteve a sua autonomia e a burguesia mercantil da cidade saiu fortalecida do conflito.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-116\">\n\t<td class=\"column-1\">agosto, 1710<\/td><td class=\"column-2\">Invas\u00f5es Francesas<\/td><td class=\"column-3\">Cors\u00e1rio franc\u00eas <strong>Jean-Fran\u00e7ois Duclerc<\/strong> com 6 navios e cerca de 1200 homens  tenta ocupar o <strong>Rio de Janeiro<\/strong>, mas \u00e9 recha\u00e7ado na entrada da <strong>Ba\u00eda de Guanabara<\/strong> pela artilharia das fortalezas de <strong>Santa Cruz<\/strong> e <strong>S\u00e3o Jo\u00e3o<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-117\">\n\t<td class=\"column-1\">setembro, 1711<\/td><td class=\"column-2\">Invas\u00f5es Francesas<\/td><td class=\"column-3\">Cors\u00e1rio franc\u00eas <strong>Ren\u00e9 Duguay-Trouin<\/strong> com 18 navios e mais de 5 mil homens invade e saqueia o <strong>Rio de Janeiro<\/strong>. Em novembro, a cidade paga um pesado resgate em dinheiro, a\u00e7\u00facar e gado para obter sua liberta\u00e7\u00e3o.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-118\">\n\t<td class=\"column-1\">1711<\/td><td class=\"column-2\">Ciclo do Ouro<\/td><td class=\"column-3\">Coroa portuguesa pro\u00edbe a exporta\u00e7\u00e3o de ouro sem prova de pagamento do <strong><em>\"quinto\"<\/em><\/strong>, um imposto de 20% sobre o valor exportado.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-119\">\n\t<td class=\"column-1\">abril, 1713<\/td><td class=\"column-2\">Fronteiras<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Tratado de Utrecht<\/strong> estabelece o fim da <strong>Guerra da Sucess\u00e3o Espanhola<\/strong> (1701 a 1714) e define os interesses das v\u00e1rias pot\u00eancias europeias envolvidas no conflito.  Entre os acordos firmados est\u00e3o a delimita\u00e7\u00e3o das fronteiras entre <strong>Brasil<\/strong> e <strong>Guiana Francesa<\/strong> e a devolu\u00e7\u00e3o da <strong>Col\u00f4nia do Sacramento<\/strong> a <strong>Portugal<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-120\">\n\t<td class=\"column-1\">abril, 1719<\/td><td class=\"column-2\">Ciclo do Ouro<\/td><td class=\"column-3\">Bandeirante <strong>Pascoal Moreira Cabral Leme <\/strong>encontra ouro no <strong>Mato Grosso<\/strong>,  regi\u00e3o onde hoje se situa a cidade de <strong>Cuiab\u00e1<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-121\">\n\t<td class=\"column-1\">junho e julho, 1720<\/td><td class=\"column-2\">Revolta de Felipe dos Santos<\/td><td class=\"column-3\">Mineradores de <strong>Vila Rica<\/strong> (atual <strong>Ouro Preto<\/strong>), liderados por <strong>Felipe dos Santos<\/strong>, se revoltam contra medida da Coroa Portuguesa que, para coibir o contrabando, proibia a circula\u00e7\u00e3o de ouro em p\u00f3. Entre outras reivindica\u00e7\u00f5es, os mineiros revoltosos exigiam o fim das Casas de Fundi\u00e7\u00e3o rec\u00e9m instaladas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-122\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>A revolta eclodiu devido a uma lei portuguesa de fevereiro de 1719 que obrigava a transforma\u00e7\u00e3o do ouro em p\u00f3 em barras de ouro nas Casas de Fundi\u00e7\u00e3o (estabelecimentos criados para controlar a extra\u00e7\u00e3o do ouro e a cobran\u00e7a de impostos). Essa medida que visava coibir o contrabando (facilitado pelo uso de ouro em p\u00f3) e consequentemente aumentar a receita com os impostos, veio a causar muitos problemas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o que usava o ouro em p\u00f3 como moeda em suas transa\u00e7\u00f5es di\u00e1rias.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-123\">\n\t<td class=\"column-1\">2 de julho, 1720<\/td><td class=\"column-2\">Revolta de Felipe dos Santos<\/td><td class=\"column-3\">Revoltosos se  dirigem \u00e0 <strong>Vila do Carmo<\/strong> (atual <strong>Mariana<\/strong>), onde se encontra  o governador geral da capitania,  <strong>Conde de Assumar<\/strong> (Pedro de Almeida Portugal e Vasconcelos), para expor suas reivindica\u00e7\u00f5es. Com a promessa do governador de que a lei seria suspensa, os rebeldes retornam a Vila Rica.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-124\">\n\t<td class=\"column-1\">14 de julho, 1720<\/td><td class=\"column-2\">Revolta de Felipe dos Santos<\/td><td class=\"column-3\">Tropas portuguesas chegam a Vila Rica e sufocam a rebeli\u00e3o. <strong>Felipe dos Santos<\/strong> \u00e9 preso e condenado \u00e0 morte.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-125\">\n\t<td class=\"column-1\">21 de julho, 1720<\/td><td class=\"column-2\">Revolta de Felipe dos Santos<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Felipe dos Santos<\/strong> \u00e9 enforcado em Vila Rica. Seu corpo \u00e9 atado a quatro cavalos que o esquartejam.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-126\">\n\t<td class=\"column-1\">1720<\/td><td class=\"column-2\">Ciclo do Ouro<\/td><td class=\"column-3\">Cria\u00e7\u00e3o da capitania de <strong>Minas Gerais<\/strong> desmembrada de S\u00e3o Paulo.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-127\">\n\t<td class=\"column-1\">1720<\/td><td class=\"column-2\">Governo Geral<\/td><td class=\"column-3\">Governadores gerais do Brasil passam a receber o t\u00edtulo de <strong>vice-reis<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-128\">\n\t<td class=\"column-1\">1725<\/td><td class=\"column-2\">Ciclo do Ouro<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Bartolomeu Bueno da Silva Filho<\/strong> descobre ouro em <strong>Goi\u00e1s<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-129\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Em 1726, esse bandeirante, que era filho de <strong>Bartolomeu Bueno da Silva<\/strong>, o <strong>Anhanguera<\/strong>,  fundou um arraial  que daria origem \u00e0 <strong>Vila Boa de Goi\u00e1s<\/strong>, posteriormente cidade de <strong>Goi\u00e1s<\/strong> e atualmente conhecida como <strong>Goi\u00e1s Velho<\/strong>. Essa cidade foi capital de Goi\u00e1s at\u00e9 1933 quando foi fundada <strong>Goi\u00e2nia<\/strong>.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-130\">\n\t<td class=\"column-1\">1727<\/td><td class=\"column-2\">Caf\u00e9<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Francisco de Melo Palheta<\/strong> contrabandeia mudas de caf\u00e9 da <strong>Guiana Francesa<\/strong> para o <strong>Par\u00e1<\/strong>, introduzindo assim a bebida no Brasil.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-131\">\n\t<td class=\"column-1\">1729<\/td><td class=\"column-2\">Diamantes<\/td><td class=\"column-3\">Noticiada a descoberta de diamantes no <strong>Arraial do Tejuco<\/strong> (atual <strong>Diamantina<\/strong>) na capitania de Minas Gerais.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-132\">\n\t<td class=\"column-1\">agosto, 1730<\/td><td class=\"column-2\">Artes Pl\u00e1sticas<\/td><td class=\"column-3\">Nasce em Vila Rica, <strong>Ant\u00f4nio Francisco Lisboa<\/strong> que, anos mais tarde, passaria a ser conhecido como <strong>Aleijadinho<\/strong>, devido \u00e0s  deforma\u00e7\u00f5es f\u00edsicas provenientes de uma doen\u00e7a degenerativa. Escultor e entalhador, Aleijadinho se tornou o mais importante representante do barroco mineiro. Entre suas obras encontram-se, principalmente,  imagens  em madeira e pedra-sab\u00e3o que adornam igrejas em <strong>Ouro Preto<\/strong>, <strong>Congonhas do Campo<\/strong> e outras cidades de Minas Gerais.  Aleijadinho veio a falecer em novembro de 1814 com 84 anos de idade.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-133\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Uma das obras-primas de <strong>Aleijadinho<\/strong> \u00e9 o conjunto de est\u00e1tuas em pedra-sab\u00e3o representando os <strong>Doze Profetas<\/strong> do Velho Testamento. As esculturas se encontram no p\u00e1tio em frente \u00e0 igreja de <strong>Bom Jesus de Matosinhos<\/strong>, em <strong>Congonhas do Campo<\/strong>.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-134\">\n\t<td class=\"column-1\">1733<\/td><td class=\"column-2\">Diamantes<\/td><td class=\"column-3\">Institu\u00eddo o <strong>Distrito Diamantino<\/strong> em Minas Gerais com o objetivo de garantir \u00e0 Coroa portuguesa o monop\u00f3lio da explora\u00e7\u00e3o de diamantes. A administra\u00e7\u00e3o do distrito era exercida pela <strong>Intend\u00eancia dos Diamantes<\/strong> cujo poder era  absoluto na jurisdi\u00e7\u00e3o a fim de coibir o contrabando.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-135\">\n\t<td class=\"column-1\">1738<\/td><td class=\"column-2\">Santa Catarina<\/td><td class=\"column-3\">Criada a capitania de <strong>Santa Catarina<\/strong>, desmembrada da capitania de S\u00e3o Paulo.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-136\">\n\t<td class=\"column-1\">1742<\/td><td class=\"column-2\">Imigra\u00e7\u00e3o<\/td><td class=\"column-3\"><strong>D. Jo\u00e3o V<\/strong> autoriza a emigra\u00e7\u00e3o de a\u00e7orianos para povoar o sul do Brasil. Essa medida tinha como objetivo garantir a posse das regi\u00f5es de <strong>Santa Catarina<\/strong> e <strong>Rio Grande do Sul<\/strong> amea\u00e7ada pelo interesse espanhol.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-137\">\n\t<td class=\"column-1\">julho, 1747<\/td><td class=\"column-2\">Proibi\u00e7\u00f5es<\/td><td class=\"column-3\">Carta R\u00e9gia pro\u00edbe a impress\u00e3o de livros e jornais sob pena de confisco e degredo.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-138\">\n\t<td class=\"column-1\">janeiro, 1748<\/td><td class=\"column-2\">Imigra\u00e7\u00e3o<\/td><td class=\"column-3\">Chegam \u00e0 <strong>Ilha de Santa Catarina<\/strong> os primeiros casais de a\u00e7orianos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-139\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>De 1748 a 1756 chegaram \u00e0 ilha mais 18 navios trazendo colonos das ilhas dos <strong>A\u00e7ores<\/strong> e da <strong>Madeira<\/strong>.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-140\">\n\t<td class=\"column-1\">1748<\/td><td class=\"column-2\">Mato Grosso e Goi\u00e1s<\/td><td class=\"column-3\">Cria\u00e7\u00e3o das capitanias de <strong>Mato Grosso<\/strong> e de <strong>Goi\u00e1s<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-141\">\n\t<td class=\"column-1\">janeiro, 1750<\/td><td class=\"column-2\">Fronteiras<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Tratado de Madri<\/strong> estabelece que a <strong>Col\u00f4nia do Sacramento<\/strong> deve ser entregue \u00e0 <strong>Espanha<\/strong> e que a regi\u00e3o dos <strong>Sete Povos das Miss\u00f5es<\/strong> deve passar para <strong>Portugal<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-142\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Os acordos firmados atrav\u00e9s do <strong>Tratado de Madri<\/strong> marcaram o fim dos termos estabelecidos pelo <strong>Tratado de Tordesilhas<\/strong> de 1494.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-143\">\n\t<td class=\"column-1\">julho, 1750<\/td><td class=\"column-2\">Portugal<\/td><td class=\"column-3\"><strong>D. Jos\u00e9 I <\/strong>assume a coroa portuguesa e nomeia secret\u00e1rio de Estado do Reino (correspondente a primeiro-ministro) <strong>Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo<\/strong>, futuro <strong>Marqu\u00eas de Pombal<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-144\">\n\t<td class=\"column-1\">1752<\/td><td class=\"column-2\">Imigra\u00e7\u00e3o<\/td><td class=\"column-3\">Primeiras fam\u00edlias de a\u00e7orianos chegam \u00e0 regi\u00e3o de Porto dos Casais, atual Porto Alegre.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-145\">\n\t<td class=\"column-1\">setembro, 1759<\/td><td class=\"column-2\">Jesuitas<\/td><td class=\"column-3\">Decreto do <strong>Marqu\u00eas de Pombal<\/strong> estabelece a expuls\u00e3o dos jesu\u00edtas de todos os territ\u00f3rios portugueses.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-146\">\n\t<td class=\"column-1\">fevereiro, 1761<\/td><td class=\"column-2\">Col\u00f4nia do Sacramento<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Tratado de El Pardo<\/strong> anula as disposi\u00e7\u00f5es do <strong>Tratado de Madri<\/strong> e confirma o dom\u00ednio portugu\u00eas sobre a <strong>Col\u00f4nia do Sacramento<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-147\">\n\t<td class=\"column-1\">1763<\/td><td class=\"column-2\">Mudan\u00e7a da Capital<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Marqu\u00eas de Pombal<\/strong> transfere a sede do governo do Brasil da cidade de <strong>Salvador<\/strong> para o <strong>Rio de Janeiro<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-148\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>O principal motivo para essa mudan\u00e7a foi o fato de o Rio de Janeiro estar mais pr\u00f3ximo das Minas Gerais, facilitando assim o controle das extra\u00e7\u00f5es de ouro.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-149\">\n\t<td class=\"column-1\">fevereiro, 1777<\/td><td class=\"column-2\">Invas\u00e3o Espanhola<\/td><td class=\"column-3\">Devido \u00e0s disputas fronteiri\u00e7as entre Portugal e Espanha na Am\u00e9rica do Sul, os espanh\u00f3is invadem a <strong>Ilha de Santa Catarina<\/strong> com uma enorme for\u00e7a naval comandada por <strong>D. Pedro de Cevallos<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-150\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>A esquadra de 116 navios transportava um contingente de mais de 15 mil pessoas. Era a maior frota espanhola que havia cruzado o Atl\u00e2ntico. A invas\u00e3o come\u00e7ou  pela <strong>Enseada de Canasvieiras<\/strong> onde os navios ancoraram. A <strong>Ilha de Santa Catarina<\/strong> foi tomada rapidamente, n\u00e3o tendo havido qualquer resist\u00eancia por parte das tropas portuguesas l\u00e1 instaladas.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-151\">\n\t<td class=\"column-1\">mar\u00e7o, 1777<\/td><td class=\"column-2\">Portugal<\/td><td class=\"column-3\"><strong>D. Maria I<\/strong>, filha de <strong>D. Jos\u00e9 I<\/strong>, assume o trono portugu\u00eas. Mas, a partir de 1792, devido a uma s\u00e9ria doen\u00e7a mental, ela teve que ser afastada e o governo do pa\u00eds passa ent\u00e3o a ser exercido por seu filho <strong>D. Jo\u00e3o<\/strong>, futuramente <strong>D. Jo\u00e3o VI<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-152\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Seu primeiro ato no governo foi a demiss\u00e3o do <strong>Marqu\u00eas de Pombal<\/strong> e de todos os seus auxiliares, pois n\u00e3o aceitava a maneira como o ministro de seu pai tratara os nobres no caso do <strong>Processo dos T\u00e1voras<\/strong>. Tamb\u00e9m nunca o perdoara pela expuls\u00e3o dos jesu\u00edtas.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-153\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>O chamado <strong>Processo dos T\u00e1voras<\/strong> foi decorrente de um atentado \u00e0 vida do rei D. Jos\u00e9 I em setembro de 1758. Dezenas de nobres pertencentes \u00e0 poderosa fam\u00edlia T\u00e1vora ou pr\u00f3ximos a eles foram acusados de participarem nesta  conspira\u00e7\u00e3o, sendo perseguidos, presos e executados de maneira cruel.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-154\">\n\t<td class=\"column-1\">outubro, 1777<\/td><td class=\"column-2\">Fronteiras<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Tratado de Santo Ildefonso<\/strong> revoga o <strong>Tratado de El Pardo<\/strong>. A Col\u00f4nia do Sacramento e a regi\u00e3o dos Sete Povos das Miss\u00f5es passam para a Espanha. Portugal retoma a Ilha de Santa Catarina que havia sido ocupada pelos espanh\u00f3is meses antes.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-155\">\n\t<td class=\"column-1\">1785<\/td><td class=\"column-2\">Proibi\u00e7\u00f5es<\/td><td class=\"column-3\">Proibida a fabrica\u00e7\u00e3o de tecidos no Brasil, com exce\u00e7\u00e3o de panos grossos para roupas de escravos ou embalagem de fardos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-156\">\n\t<td class=\"column-1\">1788<\/td><td class=\"column-2\">Inconfid\u00eancia Mineira<\/td><td class=\"column-3\">Movimento revolucion\u00e1rio desencadeado em Minas Gerais com o objetivo principal de livrar a regi\u00e3o do dom\u00ednio portugu\u00eas. Essa rebeli\u00e3o, tamb\u00e9m conhecida como <strong>Conjura\u00e7\u00e3o Mineira<\/strong>, se inspirava nos ideais iluministas e tinha como exemplo a recente independ\u00eancia dos Estados Unidos. Pretendia implantar uma rep\u00fablica livre cuja capital seria a cidade de <strong>S\u00e3o Jo\u00e3o del Rey<\/strong>. <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-157\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Causa imediata<\/strong>: o fato que desencadeou o movimento conspirat\u00f3rio foi a execu\u00e7\u00e3o da <strong>\"derrama\"<\/strong>, uma cobran\u00e7a adicional de impostos\u00a0para se completar a cota anual de ouro imposta pela Coroa portuguesa, pois\u00a0naquela \u00e9poca, com o esgotamento das minas da regi\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o conseguia mais cumprir tais cotas.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-158\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Desenrolar dos  acontecimentos<\/strong>: os l\u00edderes do movimento planejaram o in\u00edcio das a\u00e7\u00f5es para o dia da derrama, contando assim com a insatisfa\u00e7\u00e3o popular para serem vitoriosos. Contudo um dos inconfidentes, Joaquim Silv\u00e9rio dos Reis, traiu o grupo para obter perd\u00e3o de suas d\u00edvidas junto ao governo. O governador da capitania  Visconde de Barbacena, ordenou, ent\u00e3o, a suspensa da derrama e deu in\u00edcio a uma grande devassa que culminou com a pris\u00e3o dos principais membros do movimento, a maioria deles pertencente  \u00e0 elite da sociedade mineira (fazendeiros, intelectuais, religiosos e militares).<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-159\">\n\t<td class=\"column-1\">4 de julho, 1789<\/td><td class=\"column-2\">Inconfid\u00eancia Mineira<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Cl\u00e1udio Manuel da Costa<\/strong><\/strong>, advogado, poeta e um dos principais ide\u00f3logos da conspira\u00e7\u00e3o, \u00e9  encontrado morto na <strong>Casa dos Contos<\/strong>, em <strong>Vila Rica<\/strong>, onde estava preso. Oficialmente, a causa da morte foi suic\u00eddio. Acredita-se, contudo, que  tenha sido assassinado.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-160\">\n\t<td class=\"column-1\">18 de abril, 1792<\/td><td class=\"column-2\">Inconfid\u00eancia Mineira<\/td><td class=\"column-3\">Sai o veredicto do julgamento dos acusados.  Onze dos r\u00e9us s\u00e3o condenados \u00e0 morte por enforcamento e posterior esquartejamento, mas ao final da sess\u00e3o \u00e9 lida uma carta de clem\u00eancia da rainha de Portugal, D. Maria I, comutando essa senten\u00e7a  para degredo perp\u00e9tuo na \u00c1frica.  Apenas <strong>Joaquim Jos\u00e9 da Silva Xavier<\/strong>, o <strong>Tiradentes<\/strong>,  tem sua condena\u00e7\u00e3o mantida, o que levou muitos a afirmar que isto ocorreu porque ele n\u00e3o pertencia \u00e0s classes mais abastadas da sociedade como os outros indultados.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-161\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Dos dez inconfidentes que tiveram suas senten\u00e7as  comutadas para degredo perp\u00e9tuo na \u00c1frica, seis foram para <strong>Angola<\/strong>: poeta In\u00e1cio Jos\u00e9 de <strong>Alvarenga Peixoto<\/strong> (casado com a poetisa <strong>B\u00e1rbara Heliodora <\/strong>Guilhermina da Silveira); Domingos de Abreu Vieira; Francisco Ant\u00f4nio de Oliveira Lopes; Francisco de Paula Freire de Andrada; Jos\u00e9 \u00c1lvares Maciel e Luiz Vaz de Toledo e Piza. Os outros degredados para localidades africanas foram: Salvador Carvalho do Amaral Gurgel (<strong>Mo\u00e7ambique<\/strong>); Jos\u00e9 de Resende Costa (<strong>Guin\u00e9<\/strong>); Domingos Vidal de Barbosa e Jos\u00e9 de Resende Costa Filho (<strong>Cabo Verde<\/strong>). Al\u00e9m dessas penas perp\u00e9tuas, diversas outras senten\u00e7as de degredo tempor\u00e1rio (10 e 8 anos) foram expedidas. Por exemplo, o poeta <strong>Tomaz Ant\u00f4nio Gonzaga<\/strong>, autor de <strong>\"Marilia de Dirceu\"<\/strong> e <strong>\"Cartas Chilenas\"<\/strong>,  recebeu uma senten\u00e7a de degredo por 10 anos em <strong>Mo\u00e7ambique<\/strong>, onde veio a falecer em 1810. Os cinco religiosos envolvidos com o movimento receberam senten\u00e7a de pris\u00e3o em Portugal. Foram eles: Carlos Correia de Toledo e Melo (padre Toledo); Jos\u00e9 da Silva e Oliveira Rolim (padre Rolim); Jos\u00e9 Lopes de Oliveira; Luiz Vieira da Silva e  Manuel Rodrigues da Costa.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-162\">\n\t<td class=\"column-1\">21 de abril, 1792<\/td><td class=\"column-2\">Inconfid\u00eancia Mineira<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Tiradentes<\/strong> \u00e9 enforcado no <strong>Campo da Lampadosa<\/strong> no Rio de Janeiro e, em seguida, seu corpo \u00e9  esquartejado. A  cabe\u00e7a  ficou exposta em Vila Rica e os membros em localidades do Caminho Novo (estrada que ligava Minas Gerais ao Rio de Janeiro), onde Tiradentes fizera  discursos revolucion\u00e1rios.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-163\">\n\t<td class=\"column-1\">1794<\/td><td class=\"column-2\">Conjura\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro<\/td><td class=\"column-3\">Intelectuais, liderados por  <strong>Manuel  In\u00e1cio da Silva Alvarenga<\/strong>, fundaram no Rio de Janeiro uma sociedade liter\u00e1ria em torno da qual os membros se reuniam para discutir assuntos pol\u00edticos e filos\u00f3ficos com base nas id\u00e9ias iluministas.  Em 1794, o <strong>Conde dos Arcos<\/strong>, vice-rei do Brasil, receoso de que uma conspira\u00e7\u00e3o estivesse em curso, decidiu fechar a sociedade e prender seus membros. O processo correu at\u00e9 1795, mas  n\u00e3o havendo nenhuma prova concreta contra os implicados, estes foram libertados.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-164\">\n\t<td class=\"column-1\">1798<\/td><td class=\"column-2\">Conjura\u00e7\u00e3o Baiana<\/td><td class=\"column-3\">Movimento revolucion\u00e1rio inspirado nos ideais da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa que pretendia implantar um governo republicano e igualit\u00e1rio na  Bahia. Tamb\u00e9m conhecida como <strong>Revolta dos Alfaiates<\/strong>, j\u00e1 que muitos dos seus l\u00edderes exerciam esta profiss\u00e3o, eclodiu em agosto de 1798, quando alguns partid\u00e1rios distribu\u00edram panfletos sobre o movimento nas igrejas e ruas da cidade de Salvador. Assim alertadas, as autoridades iniciaram uma forte repress\u00e3o. Centenas de pessoas foram denunciadas e presas, sendo que quatro foram condenados \u00e0 pena m\u00e1xima, sendo enforcados em 8 de novembro de 1799. Outros implicados receberam a pena de degredo para regi\u00f5es da \u00c1frica.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-165\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Os revolucion\u00e1rios enforcados foram os soldados Lucas Dantas do Amorim Torres e Luiz Gonzaga das Virgens e os alfaiates Manuel Faustino dos Santos Lira e Jo\u00e3o de Deus Nascimento. Um dos l\u00edderes do movimento, o m\u00e9dico Cipriano Barata, ficou detido cerca de uma ano e depois liberado.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-166\">\n\t<td class=\"column-1\">11 de agosto, 1807<\/td><td class=\"column-2\">Invas\u00e3o de Portugal<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Napole\u00e3o<\/strong> envia um ultimato a D. Jo\u00e3o: ou Portugal rompe com a Inglaterra aderindo ao <strong>Bloqueio Continental<\/strong> ou o ex\u00e9rcito napole\u00f4nico invade o pa\u00eds.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-167\">\n\t<td class=\"column-1\">17 de novembro, 1807<\/td><td class=\"column-2\">Invas\u00e3o de Portugal<\/td><td class=\"column-3\">Tropas francesas come\u00e7am a invas\u00e3o do pa\u00eds.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-168\">\n\t<td class=\"column-1\">26 de novembro, 1807<\/td><td class=\"column-2\">Invas\u00e3o de Portugal<\/td><td class=\"column-3\">D. Jo\u00e3o anuncia a ida da corte portuguesa para o Brasil.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-169\">\n\t<td class=\"column-1\">27 de novembro, 1807<\/td><td class=\"column-2\">Invas\u00e3o de Portugal<\/td><td class=\"column-3\">Fam\u00edlia real portuguesa deixa Lisboa fugindo  das tropas do general franc\u00eas <strong>Jean-Andoche Junot<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-170\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>O embarque ocorreu \u00e0s pressas, pois as tropas napole\u00f4nicas j\u00e1 se encontravam nos arredores de Lisboa. N\u00e3o se sabe, ao certo, quantas pessoas vieram para o Brasil, variando muito os n\u00fameros conforme cada autor, desde 15 mil at\u00e9 apenas quinhentas. Al\u00e9m da fam\u00edlia real (a rainha <strong>D. Maria, a Louca<\/strong>, o pr\u00edncipe-regente <strong>D. Jo\u00e3o<\/strong>, sua esposa a princesa <strong>Carlota Joaquina<\/strong>, os filhos <strong>Pedro<\/strong> e <strong>Miguel<\/strong> e as infantas), vieram ministros, conselheiros, ju\u00edzes, cl\u00e9rigos, etc. Estima-se que a frota que transportou a corte portuguesa era formada por 56 embarca\u00e7\u00f5es escoltadas por 4 navios de guerra ingleses.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-171\">\n\t<td class=\"column-1\">30 de novembro, 1807<\/td><td class=\"column-2\">Invas\u00e3o de Portugal<\/td><td class=\"column-3\"><strong>General Junot<\/strong>, \u00e0 frente de um ex\u00e9rcito de 26 mil soldados, entra em <strong>Lisboa<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-172\">\n\t<td class=\"column-1\">22 de janeiro, 1808<br \/>\n<\/td><td class=\"column-2\">Fam\u00edlia Real no Brasil<br \/>\n<\/td><td class=\"column-3\">O navio \"Pr\u00edncipe Regente\" transportando  D. Jo\u00e3o chega a Salvador na Bahia ap\u00f3s cinquenta e quatro dias no mar.<br \/>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-173\">\n\t<td class=\"column-1\">28 de janeiro, 1808<br \/>\n<\/td><td class=\"column-2\">Abertura dos Portos<br \/>\n<\/td><td class=\"column-3\">D. Jo\u00e3o assina a carta r\u00e9gia que abre os portos brasileiros \u00e0s na\u00e7\u00f5es amigas encerrando assim o longo monop\u00f3lio comercial exercido por Portugal sobre o Brasil. <br \/>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-174\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Os maiores benefici\u00e1rios desta medida foram os ingleses, havendo muitos historiadores que afirmam ter sido o projeto uma troca de favores idealizado pela pr\u00f3pria Inglaterra, j\u00e1 que fora ela a financiadora e garantidora da mudan\u00e7a da Corte portuguesa para o Brasil.<\/em><br \/>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-175\">\n\t<td class=\"column-1\">26 de fevereiro, 1808<br \/>\n<\/td><td class=\"column-2\">Ida para o Rio de Janeiro<br \/>\n<\/td><td class=\"column-3\">A frota real deixa Salvador em dire\u00e7\u00e3o ao Rio de Janeiro.<br \/>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-176\">\n\t<td class=\"column-1\">7 de mar\u00e7o, 1808<br \/>\n<\/td><td class=\"column-2\">Chegada no Rio de Janeiro<br \/>\n<\/td><td class=\"column-3\">Fam\u00edlia real chega ao Rio de Janeiro. O desembarque ocorre no dia seguinte.<br \/>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-177\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\">Realiza\u00e7\u00f5es no Brasil<br \/>\n<\/td><td class=\"column-3\">A partir de 1808, D. Jo\u00e3o toma uma s\u00e9rie de medidas beneficiando o Brasil. Entre elas, podem ser citadas:<br \/>\n<br \/>\na) autoriza\u00e7\u00e3o para estabelecimento de manufaturas, principalmente, t\u00eaxteis (revogando alvar\u00e1 de 1785 que havia proibido tais atividades);<br \/>\n<br \/>\nb) cria\u00e7\u00e3o da Imprensa R\u00e9gia (primeira tipografia do Brasil);<br \/>\n<br \/>\nc) funda\u00e7\u00e3o do Teatro Nacional;<br \/>\n<br \/>\nd) funda\u00e7\u00e3o da Biblioteca Real (posteriormente Biblioteca Nacional);<br \/>\n<br \/>\ne) inaugura\u00e7\u00e3o do Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro (na ocasi\u00e3o denominado \"Jardim de Aclima\u00e7\u00e3o\");<br \/>\n<br \/>\nf) cria\u00e7\u00e3o do\u00a0Museu Real\u00a0(posteriormente Museu Nacional);<br \/>\n<br \/>\ng) instala\u00e7\u00e3o de duas Escolas de Medicina (Rio de Janeiro e Salvador) e uma Escola de Belas Artes (Rio de Janeiro);<br \/>\n<br \/>\nh) funda\u00e7\u00e3o do Banco do Brasil;<br \/>\n<br \/>\ni) lan\u00e7amento do primeiro jornal impresso:\"Gazeta do Rio de Janeiro\";<br \/>\n<br \/>\nj) organiza\u00e7\u00e3o da Miss\u00e3o Art\u00edstica e Cient\u00edfica Francesa, com a finalidade de descobrir e avaliar a riqueza da flora e da fauna brasileiras (obs.: um dos membros dessa miss\u00e3o foi o pintor Jean-Baptiste Debret, que retratou cenas do cotidiano brasileiro);<br \/>\n<br \/>\nk) incentivo \u00e0 transfer\u00eancia de portugueses e \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o de estrangeiros para o Brasil.<br \/>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-178\">\n\t<td class=\"column-1\">12 de janeiro, 1809<br \/>\n<\/td><td class=\"column-2\">Guiana Francesa<br \/>\n<\/td><td class=\"column-3\">Tropas luso-brasileiras ocupam a Guiana Francesa em repres\u00e1lia \u00e0 invas\u00e3o de Portugal, l\u00e1 permanecendo at\u00e9 1817.<br \/>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<!-- #tablepress-72 from cache -->\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":7121,"parent":135,"menu_order":5,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"full-width.php","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-389","page","type-page","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/389","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=389"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/389\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14740,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/389\/revisions\/14740"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/135"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/7121"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=389"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}