{"id":220,"date":"2014-08-04T22:31:35","date_gmt":"2014-08-04T22:31:35","guid":{"rendered":"http:\/\/clunymma.wordpress.com\/?page_id=220"},"modified":"2014-11-30T22:06:01","modified_gmt":"2014-11-30T22:06:01","slug":"cronologia-de-1453-a-1500","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/cluny.com.br\/?page_id=220","title":{"rendered":"Cronologia de 1453 a 1500"},"content":{"rendered":"\n<table id=\"tablepress-41\" class=\"tablepress tablepress-id-41\">\n<thead>\n<tr class=\"row-1\">\n\t<th class=\"column-1\">Per\u00edodo<\/th><th class=\"column-2\">Tema<\/th><th class=\"column-3\">Evento<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody class=\"row-striping row-hover\">\n<tr class=\"row-2\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>A <strong>Idade Moderna<\/strong> \u00e9 o per\u00edodo que vai da <strong>Queda de Constantinopla<\/strong> em 1453 (alguns historiadores discordam dessa data, preferindo adotar a chegada de Crist\u00f3v\u00e3o Colombo \u00e0 Am\u00e9rica em 1492) at\u00e9 a <strong>Revolu\u00e7\u00e3o Francesa<\/strong> em 1789. Entre os principais fatos dessa fase est\u00e3o: as Grandes Navega\u00e7\u00f5es e as Descobertas Mar\u00edtimas; terceira e \u00faltima etapa da Renascen\u00e7a (Cinquecento); o Absolutismo, o Despotismo Esclarecido e o Mercantilismo; a Reforma Protestante, a Contra-Reforma Cat\u00f3lica e as Guerras Religiosas; as Revolu\u00e7\u00f5es Inglesas do s\u00e9culo XVII (Puritana e Gloriosa); o Iluminismo; a Guerra dos Sete Anos; a primeira fase da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial e a Guerra da Independ\u00eancia dos Estados Unidos. <\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-3\">\n\t<td class=\"column-1\">17 de julho, 1453<\/td><td class=\"column-2\">Guerra dos Cem Anos<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Batalha de Castillon<\/strong>: franceses retomam a cidade de Bordeaux e consumam a expuls\u00e3o dos ingleses de todo o territ\u00f3rio franc\u00eas, com exce\u00e7\u00e3o da cidade de Calais, no norte do pa\u00eds, que ainda permanece sob dom\u00ednio ingl\u00eas at\u00e9 1558. <strong>Fim da Guerra<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-4\">\n\t<td class=\"column-1\">1453<\/td><td class=\"column-2\">Alemanha<\/td><td class=\"column-3\">Primeira <strong>B\u00edblia<\/strong> impressa por <strong>Gutenberg<\/strong> em Mainz (Moguncia).<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-5\">\n\t<td class=\"column-1\">1454<\/td><td class=\"column-2\">It\u00e1lia<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Paz de Lodi<\/strong>: acordo entre as fam\u00edlias governantes das duas principais cidades-estado italianas (<strong>Medici<\/strong> em <strong>Floren\u00e7a<\/strong> e <strong>Sforza<\/strong> em <strong>Mil\u00e3o<\/strong>) faz cessar as hostilidades e traz estabilidade para o norte da Pen\u00ednsula It\u00e1lica.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-6\">\n\t<td class=\"column-1\">1455<\/td><td class=\"column-2\">Inglaterra \/ Guerra das Duas Rosas<\/td><td class=\"column-3\">Tem in\u00edcio a <strong>Guerra das Duas Rosas<\/strong>, longa e extenuante disputa pelo trono que se estendeu por 30 anos (1455 a 1485) colocando frente a frente duas fam\u00edlias nobres: os <strong>Lancaster<\/strong> (bras\u00e3o com uma rosa vermelha) e os <strong>York<\/strong> (bras\u00e3o com uma rosa branca).<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-7\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>A causa principal desta guerra civil foi o forte descontentamento por parte da nobreza com o rei Henrique VI (Lancaster) devido \u00e0 derrota inglesa na Guerra dos Cem Anos e \u00e0 conseq\u00fcente perda das possess\u00f5es na Fran\u00e7a. O conflito foi tamb\u00e9m facilitado pela grande disponibilidade de soldados rec\u00e9m retornados que n\u00e3o desejavam outra atividade que n\u00e3o fosse guerrear.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-8\">\n\t<td class=\"column-1\">1460<\/td><td class=\"column-2\">Grandes Navega\u00e7\u00f5es \/ Portugal<\/td><td class=\"column-3\">Morre o Infante D. Henrique, cognominado <strong>Henrique, o Navegador<\/strong>, grande incentivador das navega\u00e7\u00f5es portuguesas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-9\">\n\t<td class=\"column-1\">1462<\/td><td class=\"column-2\">Grandes Navega\u00e7\u00f5es \/ Portugal<\/td><td class=\"column-3\">Diogo Gomes descobre a primeira das ilhas de <strong>Cabo Verde<\/strong>, na costa africana.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-10\">\n\t<td class=\"column-1\">1462 a 1505<\/td><td class=\"column-2\">R\u00fassia<\/td><td class=\"column-3\">Reinado de <strong>Ivan III<\/strong>, cognominado de <strong>Ivan, o Grande<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-11\">\n\t<td class=\"column-1\">outubro, 1469<\/td><td class=\"column-2\">Espanha<\/td><td class=\"column-3\">Casamento de <strong>Isabel de Castela<\/strong> com <strong>Fern\u00e3o de Arag\u00e3o<\/strong> abre caminho para a unifica\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Os dois passariam a ser chamados de \"<em>reis cat\u00f3licos<\/em>\". <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-12\">\n\t<td class=\"column-1\">1471<\/td><td class=\"column-2\">Grandes Navega\u00e7\u00f5es \/ Portugal<\/td><td class=\"column-3\">Navegadores Jo\u00e3o de Santar\u00e9m e Pedro Escobar descobrem as Ilhas de S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe, localizadas no Golfo de Guin\u00e9, pr\u00f3ximo \u00e0 linha do Equador.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-13\">\n\t<td class=\"column-1\">1472<\/td><td class=\"column-2\">Grandes Navega\u00e7\u00f5es \/ Portugal \/ Am\u00e9rica<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Jo\u00e3o Vaz Corte-Real<\/strong> descobre a <strong>Terra Nova<\/strong> (Newfoundland) no atual Canad\u00e1. Parece ter sido o primeiro navegador europeu dos tempos modernos a chegar \u00e0 costa americana, vinte anos antes de Cristov\u00e3o Colombo.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-14\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Cabe lembrar que, por volta do ano 1000, os vikings j\u00e1 tinham estado na Am\u00e9rica, quando fundaram uma col\u00f4nia (Vinland) no litoral do atual Canad\u00e1<\/em>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-15\">\n\t<td class=\"column-1\">1478<\/td><td class=\"column-2\">Inquisi\u00e7\u00e3o \/ Espanha<\/td><td class=\"column-3\">Papa Xisto IV autoriza a instala\u00e7\u00e3o do <strong>Tribunal da Inquisi\u00e7\u00e3o na Espanha<\/strong> tendo como objetivo principal a elimina\u00e7\u00e3o de judeus e crist\u00e3os-novos (judeus convertidos) da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. Essa medida vem a beneficiar sobremaneira os cofres do governo, j\u00e1 que \u00e9 permitido \u00e0 Coroa angariar para si todos os bens confiscados dos condenados pela Inquisi\u00e7\u00e3o.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-16\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>A Inquisi\u00e7\u00e3o na Espanha, autorizada pela Igreja, mas verdadeiramente conduzida pelo pr\u00f3prio rei, foi muito mais violenta do que a Inquisi\u00e7\u00e3o medieval<\/em>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-17\">\n\t<td class=\"column-1\">1482<\/td><td class=\"column-2\">Grandes Navega\u00e7\u00f5es \/ Portugal<\/td><td class=\"column-3\">Funda\u00e7\u00e3o da <strong>Fortaleza de S\u00e3o Jorge da Mina<\/strong> no <strong>Golfo da Guin\u00e9<\/strong>, onde hoje fica <strong>Gana<\/strong>. O objetivo desse forte era controlar a navega\u00e7\u00e3o e o com\u00e9rcio portugueses na costa ocidental da \u00c1frica.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-18\">\n\t<td class=\"column-1\">1483<\/td><td class=\"column-2\">Grandes Navega\u00e7\u00f5es \/ Portugal<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Diogo C\u00e3o<\/strong> descobre a foz do <strong>Rio Congo<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-19\">\n\t<td class=\"column-1\">1483<\/td><td class=\"column-2\">Inquisi\u00e7\u00e3o \/ Espanha<\/td><td class=\"column-3\">Tom\u00e1s de <strong>Torquemada<\/strong>, chefe do mosteiro dominicano de Santa Cruz em Seg\u00f3via, \u00e9 designado inquisidor geral na Espanha. Devido \u00e0 sua intoler\u00e2ncia e crueldade, passou \u00e0 Hist\u00f3ria como um dos principais exemplos do fanatismo religioso.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-20\">\n\t<td class=\"column-1\">1484<\/td><td class=\"column-2\">Grandes Navega\u00e7\u00f5es \/ Portugal<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Crist\u00f3v\u00e3o Colombo<\/strong>, navegador genov\u00eas, prop\u00f5e ao rei de Portugal chegar \u00e0 India navegando pelo ocidente.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-21\">\n\t<td class=\"column-1\">agosto, 1485<\/td><td class=\"column-2\">Inglaterra \/ Guerra das Duas Rosas<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Henrique Tudor<\/strong>, \u00faltimo Lancaster pretendente ao trono, derrota o rei <strong>Ricardo III<\/strong> (York) na <strong>Batalha de Bosworth Field<\/strong>, marcando o fim da <strong>Guerra das Duas Rosas<\/strong>. Assume o trono como <strong>Henrique VII<\/strong> e se casa com uma filha de Eduardo IV (rei York que havia sido deposto), unindo as duas casas reais em confronto. Tem in\u00edcio a linhagem dos <strong>Tudor<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-22\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Essa guerra marcou o fim do feudalismo ingl\u00eas, pois a nobreza, extremamente enfraquecida pelas in\u00fameras perdas humanas e territoriais sofridas nesse per\u00edodo, n\u00e3o ofereceu qualquer resist\u00eancia ao advento do <strong>absolutismo <\/strong>com a dinastia <strong>Tudor<\/strong>.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-23\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em> <strong>Absolutismo<\/strong> era o sistema de governo em que os soberanos assumiam poderes absolutos sem quaisquer restri\u00e7\u00f5es ou qualquer participa\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o na vida p\u00fablica. O Absolutismo era considerado \"<strong>o direito divino dos reis<\/strong>\", ou seja, a autoridade dos reis provinha de Deus e s\u00f3 a Ele os monarcas deviam obedi\u00eancia. O exemplo cl\u00e1ssico do Absolutismo \u00e9 a frase atribu\u00edda a <strong>Lu\u00eds XIV<\/strong>: \"<strong>L'\u00c9tat c'est moi<\/strong>\" (O Estado sou eu). <\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-24\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><strong>Principais governantes absolutistas<\/strong>: <br \/>\n<br \/>\n-- Henrique VIII (1509-1547) e Elizabeth I (1558-1603) na Inglaterra;<br \/>\n-- Lu\u00eds XIII (1610-1643), Lu\u00eds XIV (1643-1715) e Lu\u00eds XV (1715-1774) na Fran\u00e7a;<br \/>\n-- Frederico Guilherme (1713-1740) e Frederico II (Frederico, o Grande) (1740-1786) na Pr\u00fassia;<br \/>\n-- Maria Teresa (1717-1780) e Jos\u00e9 II (1780-1790) na \u00c1ustria;<br \/>\n-- Ivan, o Terr\u00edvel (1547-1584), Pedro, o Grande (1682-1725) e Catarina II, a Grande (1762-1796) na R\u00fassia. <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-25\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><strong>Principais te\u00f3ricos defensores do Absolutismo<\/strong>:<br \/>\n<br \/>\n- <strong>Maquiavel<\/strong> (1469-1527), autor de \"<strong><em>O Pr\u00edncipe<\/em><\/strong>\";<br \/>\n- <strong>Thomas Hobbes<\/strong> (1588-1679), autor de \"<strong><em>Leviat\u00e3<\/em>\"<\/strong><br \/>\n- <strong>Bossuet<\/strong> (1627-1704), autor de \"<strong><em>A Pol\u00edtica segundo a Sagrada Escritura<\/em>\"<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-26\">\n\t<td class=\"column-1\">1488<\/td><td class=\"column-2\">Grandes Navega\u00e7\u00f5es \/ Portugal<\/td><td class=\"column-3\">Navegador <strong>Bartolomeu Dia<\/strong>s contorna o <strong>Cabo das Tormentas <\/strong>(posteriormente, denominado <strong>Cabo da Boa Esperan\u00e7a<\/strong>), importante etapa na busca do caminho mar\u00edtimo para as \u00cdndias.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-27\">\n\t<td class=\"column-1\">02 de janeiro, 1492<\/td><td class=\"column-2\">Espanha<\/td><td class=\"column-3\">Cidade de <strong>Granada<\/strong>, \u00faltimo enclave mourisco na Espanha, se rende aos reis cat\u00f3licos, Fern\u00e3o e Isabel. \u00c9 o fim dos quase oito s\u00e9culos de civiliza\u00e7\u00e3o \u00e1rabe na Europa.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-28\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><strong><em>Civiliza\u00e7\u00e3o \u00c1rabe na Europa - Vis\u00e3o Geral<\/em><\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-29\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>As realiza\u00e7\u00f5es culturais e cient\u00edficas dos \u00e1rabes nesse per\u00edodo foram bastante significativas. Entre os fatores que propiciaram tal desenvolvimento, cabe mencionar a heran\u00e7a intelectual grega que os \u00e1rabes obtiveram ao conquistar a S\u00edria e a P\u00e9rsia, pa\u00edses onde o conhecimento grego ainda era bem forte. <br \/>\n<br \/>\n<strong>Ci\u00eancias<\/strong>: certamente foi a \u00e1rea na qual os \u00e1rabes mais avan\u00e7aram. Na <strong>Matem\u00e1tica<\/strong> (\u00c1lgebra, Geometria e Trigonometria), na <strong>Astronomia<\/strong>, na <strong>Qu\u00edmica<\/strong>, na <strong>F\u00edsica<\/strong> e na <strong>Medicina<\/strong> , eles deixaram um not\u00e1vel legado. Embora n\u00e3o tenham inventado os \"algarismos ar\u00e1bicos\", foram eles os respons\u00e1veis pela adapta\u00e7\u00e3o e introdu\u00e7\u00e3o desse sistema hindu no Ocidente. Foi tamb\u00e9m atrav\u00e9s dos \u00e1rabes que a Europa teve conhecimento de novas tecnologias como a b\u00fassola, o astrol\u00e1bio e o papel, todos provenientes da China. Na Qu\u00edmica, descobriram v\u00e1rias subst\u00e2ncias como o \u00e1lcool e o \u00e1cido sulf\u00farico. Na Astronomia, identificaram estrelas, construiram observat\u00f3rios e desenvolveram um calend\u00e1rio muito preciso.<br \/>\n<br \/>\n<strong>Arte<\/strong>: a <strong>Arquitetura<\/strong> foi a principal manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica dos \u00e1rabes. Como a religi\u00e3o isl\u00e2mica proibia a representa\u00e7\u00e3o de figuras humanas, a Pintura e a Escultura praticamente n\u00e3o se desenvolveram. A extensa obra arquitet\u00f4nica dos \u00e1rabes inclu\u00eda mesquitas, pal\u00e1cios, bibliotecas, hospitais, mans\u00f5es, etc. As principais caracter\u00edsticas dessas obras eram as c\u00fapulas em formato de bulbos, os arcos em forma de ferradura, colunas torcidas e minaretes.<br \/>\n<br \/>\n<em><strong>Literatura<\/strong>: os melhores exemplos s\u00e3o a cole\u00e7\u00e3o das \"<strong><em>Mil e Uma Noites<\/em><\/strong>\" e o <strong>\"<em>Rubayat<\/em>\"<\/strong> de Omar Khayam. <br \/>\n<br \/>\n<strong>Filosofia<\/strong>: o maior expoente foi Averroes de C\u00f3rdoba que traduziu Arist\u00f3teles para o \u00e1rabe e exerceu grande influ\u00eancia nos escol\u00e1sticos do s\u00e9culo XIII. <br \/>\n<br \/>\n<strong>Com\u00e9rcio e Ind\u00fastria<\/strong>: com seus navios e em caravanas de camelos os mercadores \u00e1rabes se deslocavam at\u00e9 lugares long\u00ednquos como a \u00cdndia, China, \u00c1frica Equatorial, R\u00fassia. J\u00e1 naquela \u00e9poca, faziam uso de instrumentos comerciais do mundo moderno como cheques, cartas de cr\u00e9dito, empresas de capital em quotas, etc. Quanto \u00e0 ind\u00fastria, havia cidades especializadas na produ\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios tipos de manufatura, como tecidos, vidros, j\u00f3ias, cer\u00e2micas, l\u00e2minas, etc. <br \/>\n<br \/>\n<strong>Agricultura<\/strong>: pode-se afirmar que, em nenhum outro povo da era medieval, a Agricultura tenha atingido um n\u00edvel t\u00e3o alto quanto entre os \u00e1rabes. Difundiram o cultivo de muitos produtos como o arroz, o algod\u00e3o, a cana-de-a\u00e7\u00facar, as frutas (laranja, lim\u00e3o, damasco, p\u00eassego) entre muitos outros. Atrav\u00e9s de intenso uso de irriga\u00e7\u00e3o, conseguiram transformar terras \u00e1ridas em \u00e1reas extremamente f\u00e9rteis. <br \/>\n<br \/>\n<strong>Vocabul\u00e1rio<\/strong>: a influ\u00eancia da civiliza\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana pode bem ser avaliada pela grande quantidade de voc\u00e1bulos de origem \u00e1rabe em uso nas principais l\u00ednguas europeias. Tomando como exemplo a l\u00edngua portuguesa, pode-se citar entre muitas outras: a\u00e7ougue, a\u00e7\u00facar, a\u00e7ude, alcachofra, alcaparra, alcatr\u00e3o, alcunha, aldeia, alface, alfaiate, alf\u00e2ndega, alfazema, alfinete, algarismo, algazarra, \u00e1lgebra, algod\u00e3o, algoritmo, \u00e1lcool, alicate, almanaque, almofada, almoxarifado, berinjela, b\u00fassola, cenoura, cifra, garrafa, marfim, m\u00e1scara, quilate, ta\u00e7a, t\u00e2mara, tarefa, tarifa, xadrez, xarope, zero. <\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-30\">\n\t<td class=\"column-1\">mar\u00e7o, 1492<\/td><td class=\"column-2\">Espanha<\/td><td class=\"column-3\">Judeus e mu\u00e7ulmanos s\u00e3o obrigados a decidirem entre a convers\u00e3o ao Catolicismo ou ex\u00edlio. Enquanto os mouros optaram, em sua maioria, pela convers\u00e3o (praticando sua religi\u00e3o em segredo e muitos sendo condenados pela Inquisi\u00e7\u00e3o), os judeus preferiram emigrar em massa. S\u00e3o os chamados <strong>judeus sefarditas<\/strong> (palavra originada do termo hebraico para designar a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica), que se espalharam por v\u00e1rios lugares do mundo.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-31\">\n\t<td class=\"column-1\">abril, 1492<\/td><td class=\"column-2\">Grandes Navega\u00e7\u00f5es \/ Espanha<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Crist\u00f3v\u00e3o Colombo<\/strong> consegue aprova\u00e7\u00e3o da rainha <strong>Isabel de Castela<\/strong> para o seu plano de chegar \u00e0 \u00c1sia navegando em dire\u00e7\u00e3o ao ocidente atrav\u00e9s do Atl\u00e2ntico.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-32\">\n\t<td class=\"column-1\">03 de agosto, 1492<\/td><td class=\"column-2\">Grandes Navega\u00e7\u00f5es \/ Espanha<\/td><td class=\"column-3\">Primeira expedi\u00e7\u00e3o de Crist\u00f3v\u00e3o Colombo parte do porto de <strong>Palos<\/strong> (pr\u00f3ximo \u00e0 cidade de Huelva), na <strong>Espanha<\/strong>, com cem homens distribu\u00eddos em tr\u00eas caravelas: \"<strong>Santa Maria<\/strong>\", \"<strong>Pinta<\/strong>\" e \"<strong>Ni\u00f1a<\/strong>\". <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-33\">\n\t<td class=\"column-1\">12 de outubro, 1492<\/td><td class=\"column-2\">Grandes Navega\u00e7\u00f5es \/ Espanha \/ Am\u00e9rica<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Descobrimento da Am\u00e9rica<\/strong>: frota de Colombo chega a uma ilha do Caribe, provavelmente a <strong>Ilha de San Salvador<\/strong> (Guanahani), nas Bahamas. Nessa mesma viagem, Colombo descobre tamb\u00e9m as ilhas de <strong>Cuba<\/strong> e <strong>Hispaniola<\/strong> (onde hoje se localizam o Haiti e a Rep\u00fablica Dominicana), fundando a\u00ed o <strong>Forte de Natividad<\/strong>, primeiro estabelecimento europeu na Am\u00e9rica.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-34\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Embora essa primeira viagem de Colombo marque, oficialmente, o descobrimento da Am\u00e9rica pelos europeus, deve-se lembrar que os vikings, chefiados por <strong>Leif Ericson<\/strong>, j\u00e1 tinham chegado a esse continente muito tempo antes (cerca do ano 1000). Outro fato curioso a ser destacado \u00e9 que Colombo acreditava ter chegado \u00e0s \u00cdndias e n\u00e3o a um novo continente, ficando at\u00e9 a sua morte convicto desta id\u00e9ia. Foi o navegador florentino <strong>Am\u00e9rico Vesp\u00facio<\/strong> quem come\u00e7ou a difundir na Europa a teoria de que as terras encontradas pertenciam a um continente at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido. Da\u00ed a pouco, os cart\u00f3grafos passaram a designar essas novas terras de <strong>Am\u00e9rica<\/strong>, em alus\u00e3o ao nome do navegador. Para alguns historiadores a chegada de Colombo \u00e0 Am\u00e9rica foi o evento que marcou o fim da Idade M\u00e9dia e o in\u00edcio da Moderna e n\u00e3o a Queda de Constantinopla em 1453, como prefere a maioria.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-35\">\n\t<td class=\"column-1\">1493 a 1494<\/td><td class=\"column-2\">Grandes Navega\u00e7\u00f5es \/ Espanha \/ Am\u00e9rica<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Segunda viagem de Crist\u00f3v\u00e3o Colombo<\/strong>: desta vez ele parte do porto de <strong>C\u00e1dis<\/strong> a 25 de setembro de 1493 com 17 caravelas e 1500 homens. Descobre a <strong>Jamaica<\/strong> e funda, na Ilha de Hispaniola, a primeira povoa\u00e7\u00e3o europeia na Am\u00e9rica - <strong>La Isabela<\/strong> - constru\u00edda sobre as ru\u00ednas do Forte de Natividad, que havia sido destru\u00eddo pelos \u00edndios.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-36\">\n\t<td class=\"column-1\">1494 a 1498<\/td><td class=\"column-2\">It\u00e1lia<\/td><td class=\"column-3\">Governo de Girolamo <strong>Savonarola<\/strong>, padre dominicano e fan\u00e1tico religioso que instaurou uma ditadura teocr\u00e1tica em <strong>Floren\u00e7a<\/strong>. Combateu o movimento Renascentista, ordenando a queima de livros e a destrui\u00e7\u00e3o de in\u00fameras obras de arte. Foi excomungado pelo Papa Alexandre VI e condenado \u00e0 morte. Savonarola e dois frades leais a ele foram enforcados e queimados em 23 de maio de 1498 na mesma pra\u00e7a onde havia sido realizada a famigerada \"<strong>Fogueira das Vaidades<\/strong>\".<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-37\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Fogueira das Vaidades<\/strong> \u00e9 nome pelo qual ficou conhecida a grande queima de objetos, ordenada por Savonarola, ocorrida na Piazza della Signoria, em Floren\u00e7a, no dia 7 de fevereiro de 1497. Savonarola e disc\u00edpulos atearam fogo a milhares de objetos considerados pecaminosos ou mundanos como quadros (nus ou temas mitol\u00f3gicos, entre eles algumas obras de Botticelli), livros, jogos, instrumentos musicais, j\u00f3ias, espelhos, pentes, perfumes, cosm\u00e9ticos, etc.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-38\">\n\t<td class=\"column-1\">junho, 1494<\/td><td class=\"column-2\">Espanha \/ Portugal<\/td><td class=\"column-3\">Assinatura do <strong>Tratado de Tordesilhas<\/strong> entre o Reino de Portugal e a Coroa de Castela (futura Espanha) que estabelecia uma divis\u00e3o das terras descobertas e a descobrir fora da Europa entre os dois reinos. A linha de demarca\u00e7\u00e3o era um meridiano passando a 370 l\u00e9guas a oeste da ilha de Santo Ant\u00e3o no <strong>Arquip\u00e9lago de Cabo Verde<\/strong>, sendo portuguesas as terras a leste desta linha imagin\u00e1ria e espanholas aquelas a oeste. Esse acordo foi firmado na cidade espanhola de <strong>Tordesilhas<\/strong> sob os ausp\u00edcios do papa <strong>Alexandre VI<\/strong>. <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-39\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>A vers\u00e3o inicial desta divis\u00e3o de terras  foi um documento chamado  <strong>\"Bula Inter Coetera\"<\/strong> (maio 1493) que estabelecia um  meridiano passando  a 100 l\u00e9guas a oeste de Cabo Verde  Os portugueses n\u00e3o aceitaram esta proposta, certamente porque sabiam (ou supunham) que havia muitos territ\u00f3rios a serem explorados na regi\u00e3o do Atl\u00e2ntico Sul. Assim , ocorreram novas discuss\u00f5es, sendo ent\u00e3o a dist\u00e2ncia alterada para 370 l\u00e9guas (documento definitivo do Tratado de Tordesilhas) <\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-40\">\n\t<td class=\"column-1\">1495 a 1497<\/td><td class=\"column-2\">It\u00e1lia<\/td><td class=\"column-3\">Per\u00edodo em que foi pintada \"<strong><em>A \u00daltima Ceia<\/em><\/strong>\" de <strong>Leonardo da Vinci<\/strong> (1452-1519). O quadro \u00e9 um afresco (pintura sobre parede) feito no <strong>Convento de Santa Maria delle Grazie<\/strong> em <strong>Mil\u00e3o<\/strong>. <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-41\">\n\t<td class=\"column-1\">1495 a 1521<\/td><td class=\"column-2\">Portugal<\/td><td class=\"column-3\">Reinado de <strong>D. Manuel I<\/strong>, cognominado \"<strong>o Venturoso<\/strong>\", devido aos grandes acontecimentos ocorridos neste per\u00edodo. Foi a fase \u00e1urea da hist\u00f3ria de Portugal.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-42\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Fase \u00e1urea de Portugal<\/strong>: entre os grandes feitos desta \u00e9poca, citam-se a <strong>chegada de Vasco da Gama \u00e0s \u00cdndias<\/strong> pelo caminho mar\u00edtimo contornando a \u00c1frica; o <strong>descobrimento do Brasil por Pedro \u00c1lvares Cabral<\/strong> e a <strong>chegada de Gaspar Corte Real \u00e0 Terra Nova<\/strong>, no Canad\u00e1. As riquezas trazidas do Oriente fizeram prosperar Lisboa e todo o reino de Portugal, sendo erguidas suntuosas constru\u00e7\u00f5es como o <strong>Mosteiro dos Jer\u00f4nimos<\/strong> e a <strong>Torre de Bel\u00e9m<\/strong>. Ap\u00f3s D. Manuel, Portugal entrou em um longo processo de decad\u00eancia.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-43\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Intoler\u00e2ncia religiosa<\/strong>: mas, o reinado de D. Manuel foi tamb\u00e9m marcado por fatos lament\u00e1veis de intoler\u00e2ncia como a cruel persegui\u00e7\u00e3o a judeus e mu\u00e7ulmanos e a solicita\u00e7\u00e3o ao papa para instalar a Inquisi\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. Em 1497, teve inicio um movimento de convers\u00f5es for\u00e7adas ao Catolicismo (as pessoas convertidas eram chamadas de <strong>crist\u00e3os-novos<\/strong>). Depois, em 1506, houve um brutal massacre de judeus em Lisboa, praticado por uma turba fan\u00e1tica, calculando-se entre dois a quatro mil o n\u00famero de judeus dizimados.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-44\">\n\t<td class=\"column-1\">1497 a 1498<\/td><td class=\"column-2\">Grandes Navega\u00e7\u00f5es \/ Inglaterra \/ Am\u00e9rica<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Giovanni Caboto<\/strong> (John Cabot), navegador italiano a servi\u00e7o da Inglaterra, parte do porto de <strong>Bristol<\/strong>, a bordo do navio \"<strong>Matthew<\/strong>\" e chega na <strong>Terra Nova<\/strong> (Newfoundland), ao sul da pen\u00ednsula do Labrador, no atual Canad\u00e1, local j\u00e1 alcan\u00e7ado pelo portugu\u00eas <strong>Corte-Real<\/strong> em 1472. <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-45\">\n\t<td class=\"column-1\">1498<\/td><td class=\"column-2\">Grandes Navega\u00e7\u00f5es \/ Portugal \/ Brasil<\/td><td class=\"column-3\">Fortes ind\u00edcios de que o navegador portugu\u00eas <strong>Duarte Pacheco Pereira<\/strong> teria aportado neste ano no norte do Brasil entre o Maranh\u00e3o e o Par\u00e1, tendo alcan\u00e7ado a <strong>Ilha de Maraj\u00f3<\/strong> e a <strong>foz do Rio Amazonas<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-46\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Acredita-se que o motivo pelo qual essa viagem n\u00e3o tenha tido registro nos anais portugueses era por se tratar de uma miss\u00e3o secreta organizada pelo rei D. Manuel para explorar regi\u00f5es que pertenceriam \u00e0 Espanha segundo o Tratado de Tordesilhas.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-47\">\n\t<td class=\"column-1\">20 de maio, 1498<\/td><td class=\"column-2\">Grandes Navega\u00e7\u00f5es \/ Portugal \/ \u00cdndia<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Descoberta do caminho mar\u00edtimo para a \u00cdndia<\/strong>: <strong>Vasco da Gama<\/strong> chega com quatro navios (\"<strong>S\u00e3o Gabriel<\/strong>\", \"<strong>S\u00e3o Rafael<\/strong>\", \"<strong>B\u00e9rrio<\/strong>\" e uma nau de mantimentos) \u00e0 cidade indiana de <strong>Calicute<\/strong>, ap\u00f3s contornar a \u00c1frica. A frota havia partido de Lisboa a 8 de julho de 1497.<br \/>\n<br \/>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-48\">\n\t<td class=\"column-1\">1498 a 1500<\/td><td class=\"column-2\">Grandes Navega\u00e7\u00f5es \/ Espanha \/ Am\u00e9rica<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Terceira viagem de Crist\u00f3v\u00e3o Colombo<\/strong>: frota composta por seis caravelas parte de <strong>Sevilha<\/strong>, a 30 de maio de 1498, seguindo por duas rotas: a primeira, diretamente para a <strong>Ilha de Hispaniola<\/strong>; a outra ruma para sudoeste e descobre a <strong>Ilha de Trinidad<\/strong> e a <strong>foz do Rio Orenoco<\/strong>, na costa da Venezuela. <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-49\">\n\t<td class=\"column-1\">1499 a 1500<\/td><td class=\"column-2\">Grandes Navega\u00e7\u00f5es \/ Espanha \/ Am\u00e9rica<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Alonso de Ojeda<\/strong> com tr\u00eas caravelas, acompanhado pelo navegador florentino <strong>Am\u00e9rico Vesp\u00facio<\/strong> e pelo cosm\u00f3grafo <strong>Juan de la Cosa<\/strong>, explora a costa sul-americana entre as <strong>Guianas<\/strong> e o <strong>Lago Maracaibo<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-50\">\n\t<td class=\"column-1\">1500<\/td><td class=\"column-2\">Grandes Navega\u00e7\u00f5es \/ Portugal \/ Am\u00e9rica<\/td><td class=\"column-3\">Navegador <strong>Gaspar Corte-Real<\/strong>, filho de Jo\u00e3o Vaz Corte-Real, empreende viagem \u00e0s costas do atual Canad\u00e1 (Terra Nova). Em 1501, em outra viagem \u00e0 Am\u00e9rica, desaparece ao se aventurar muito para o norte. Em 1502, seu irm\u00e3o Miguel Corte-Real parte em uma expedi\u00e7\u00e3o \u00e0 sua procura e tamb\u00e9m nunca mais \u00e9 visto.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-51\">\n\t<td class=\"column-1\">26 de janeiro, 1500<\/td><td class=\"column-2\">Grandes Navega\u00e7\u00f5es \/ Espanha \/ Brasil<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Vincente Pinz\u00f3n<\/strong>, com quatro caravelas e cerca de 150 homens, chega a um cabo ao qual d\u00e1 o nome de \"Santa Maria de la Consolaci\u00f3n\" (acredita-se que esse local esteja situado na regi\u00e3o de Mucuripe, no litoral do Cear\u00e1). Nessa viagem, Pinz\u00f3n chegou at\u00e9 a <strong>foz do Rio Amazonas<\/strong> que chamou de \"Santa Maria de la Mar Dulce\" por acreditar tratar-se de um bra\u00e7o do mar. <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-52\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>O primeiro europeu a alcan\u00e7ar a foz do Rio Amazonas pode n\u00e3o ter sido Pinz\u00f3n, mas sim o portugu\u00eas <strong>Duarte Pacheco Pereira<\/strong>, dois anos antes.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-53\">\n\t<td class=\"column-1\">fevereiro a maio, 1500<\/td><td class=\"column-2\">Grandes Navega\u00e7\u00f5es \/ Espanha \/ Brasil<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Diego de Lepe<\/strong> com uma frota de tr\u00eas caravelas percorre um trecho do litoral norte do Brasil. Sup\u00f5em-se que tenha aportado, primeiramente, no <strong>Cabo Santo Agostinho<\/strong> em Pernambuco ou no <strong>Cabo S\u00e3o Roque<\/strong> no Rio Grande do Norte.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-54\">\n\t<td class=\"column-1\">9 de mar\u00e7o, 1500<\/td><td class=\"column-2\">Grandes Navega\u00e7\u00f5es \/ Portugal \/ \u00cdndia<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Pedro \u00c1lvares Cabral<\/strong> parte de Lisboa com uma frota de 13  navios e 1500 homens, tendo como objetivo instalar uma feitoria portuguesa em <strong>Calicute<\/strong>, na costa ocidental da \u00cdndia.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-55\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>A frota de Cabral era constitu\u00edda de 9 naus, 3 caravelas e uma naveta de mantimentos. N\u00e3o se sabe, ao certo, os nomes dos navios, pois possivelmente os registros tenham sido destru\u00eddos no inc\u00eandio de Lisboa de 1580 ou no terr\u00edvel terremoto de 1755. Acredita-se que a nau de Cabral tenha sido a \"<strong>S\u00e3o Gabriel<\/strong>\", a mesma de Vasco da Gama em 1498. A sota-capit\u00e2nia (segunda em import\u00e2ncia) parece ter sido a \"<strong>El-Rei<\/strong>\", comandada por Sancho de Tovar. Alguns historiadores afirmam que entre as embarca\u00e7\u00f5es estavam as naus \"<strong>Santa Cruz<\/strong>\", \"<strong>Esp\u00edrito Santo<\/strong>\", \"<strong>Flor de la Mar<\/strong>\", \"<strong>Vit\u00f3ria<\/strong>\" e \"<strong>Espera<\/strong>\". <\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-56\">\n\t<td class=\"column-1\">22 de abril, 1500<\/td><td class=\"column-2\">Grandes Navega\u00e7\u00f5es \/ Portugal \/ Brasil<\/td><td class=\"column-3\">Cabral avista o <strong>Monte Pascoal<\/strong> no sul da Bahia, evento que marca a descoberta oficial do Brasil, na ocasi\u00e3o considerado apenas uma ilha: <strong>Ilha de Vera Cruz<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-57\">\n\t<td class=\"column-1\">02 de maio, 1500<\/td><td class=\"column-2\">Grandes Navega\u00e7\u00f5es \/ Portugal \/ \u00cdndia<\/td><td class=\"column-3\">Frota de Cabral segue sua viagem para a \u00cdndia. Uma pequena nau de mantimentos, comandada por <strong>Gaspar de Lemos<\/strong>, retorna a Portugal para levar a not\u00edcia do descobrimento, feito relatado em diversas cartas, sendo a mais famosa a de <strong>Pero Vaz de Caminha<\/strong>, escriv\u00e3o da frota. Essa nau chega em Lisboa em julho de 1500.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-58\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>As \u00fanicas cartas que restaram, al\u00e9m da de <strong>Pero Vaz de Caminha<\/strong>, foram a \"<strong>Carta do Mestre Jo\u00e3o<\/strong>\", m\u00e9dico e astr\u00f4nomo da frota de Cabral, e a \"<strong>Rela\u00e7\u00e3o do Piloto An\u00f4nimo<\/strong>\" de autor desconhecido e que foi publicada em 1507, em italiano, em uma colet\u00e2nea de cartas de viagem elaborada por Fracanzano de Montalboddo, um professor da cidade de Vicenza, na It\u00e1lia. <\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-59\">\n\t<td class=\"column-1\">23 de maio, 1500<\/td><td class=\"column-2\">Grandes Navega\u00e7\u00f5es \/ Portugal<\/td><td class=\"column-3\">Frota de Cabral, a caminho da \u00cdndia, enfrenta violenta tempestade ao contornar o <strong>Cabo da Boa Esperan\u00e7a<\/strong>. Quatro embarca\u00e7\u00f5es v\u00e3o a pique, entre elas a caravela de <strong>Bartolomeu Dias<\/strong>, o descobridor do cabo. Mais de 300 homens morrem na tormenta.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-60\">\n\t<td class=\"column-1\">1500 a 1550<\/td><td class=\"column-2\">Renascen\u00e7a<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Cinquecento<\/strong>: terceira e \u00faltima fase da <strong>Renascen\u00e7a<\/strong>: per\u00edodo em que se destacam na pintura e escultura <strong>Leonardo da Vinci<\/strong> (1452-1519); <strong>Michelangelo Buonarroti<\/strong> (1475-1564) e <strong>Rafael Sanzio<\/strong> (1483-1520). <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-61\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Nessa \u00e9poca, <strong>Floren\u00e7a<\/strong>, ap\u00f3s sofrer com o governo do fan\u00e1tico Savonarola, perdeu para <strong>Roma<\/strong> o status de cidade culturalmente mais importante da <strong>Renascen\u00e7a<\/strong>.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<!-- #tablepress-41 from cache -->\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":6709,"parent":218,"menu_order":1,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"full-width.php","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-220","page","type-page","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/220","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=220"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/220\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3067,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/220\/revisions\/3067"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/218"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6709"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=220"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}