{"id":210,"date":"2014-08-04T22:22:06","date_gmt":"2014-08-04T22:22:06","guid":{"rendered":"http:\/\/clunymma.wordpress.com\/?page_id=210"},"modified":"2017-06-06T19:52:04","modified_gmt":"2017-06-06T19:52:04","slug":"cronologia-de-1201-a-1300","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/cluny.com.br\/?page_id=210","title":{"rendered":"Cronologia de 1201 a 1300"},"content":{"rendered":"\n<table id=\"tablepress-27\" class=\"tablepress tablepress-id-27\">\n<thead>\n<tr class=\"row-1\">\n\t<th class=\"column-1\">Per\u00edodo (d.C.)<\/th><th class=\"column-2\">Tema<\/th><th class=\"column-3\">Evento<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody class=\"row-striping row-hover\">\n<tr class=\"row-2\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-3\">\n\t<td class=\"column-1\">1202 a 1204<\/td><td class=\"column-2\">Cruzadas<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Quarta Cruzada<\/strong>: convocada pelo <strong>Papa Inoc\u00eancio III <\/strong>em 1198 com objetivo de retomar a Terra Santa atrav\u00e9s do Egito. Mas os venezianos, encarregados do transporte dos cruzados, encontraram nessa cruzada um pretexto para conquistar cidades rivais como Zara, no Adri\u00e1tico, e Constantinopla.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-4\">\n\t<td class=\"column-1\">abril, 1204<\/td><td class=\"column-2\">Cruzadas \/ Imp. Bizantino<\/td><td class=\"column-3\">Cruzados atacam e tomam Constantinopla. De 9 a 12 de abril,  a capital bizantina \u00e9 saqueada e seus habitantes massacrados.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-5\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Com a tomada de Constantinopla, surgiram dois estados rivais: o <strong>Imp\u00e9rio Latino de Constantinopla<\/strong>, tendo como imperador o conde Baldu\u00edno de Flandres tutelado pelos venezianos e o  <strong>Imp\u00e9rio de Niceia<\/strong>, governado por Teodoro L\u00e1scaris, reconhecido como o leg\u00edtimo sucessor do Imp\u00e9rio Bizantino de Constantinopla. Esta situa\u00e7\u00e3o perdurou at\u00e9 1261 quando os bizantinos retomaram Constantinopla.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-6\">\n\t<td class=\"column-1\">1205<\/td><td class=\"column-2\">C\u00e1taros - Fran\u00e7a<\/td><td class=\"column-3\">Papa Inoc\u00eancio III solicita a Raimundo VI, conde de Toulouse, principal nobre da regi\u00e3o do Languedoc, que use todas as suas for\u00e7as para exterminar o movimento c\u00e1taro.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-7\">\n\t<td class=\"column-1\">1206 a 1526<\/td><td class=\"column-2\">\u00cdndia<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Sultanato de D\u00e9lhi<\/strong>: per\u00edodo em que diversas dinastias mu\u00e7ulmanas governaram o pa\u00eds.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-8\">\n\t<td class=\"column-1\">1207<\/td><td class=\"column-2\">C\u00e1taros - Fran\u00e7a<\/td><td class=\"column-3\">Representante do papa, Pedro de Castelnau, excomunga Raimundo VI sob a alega\u00e7\u00e3o de complac\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 heresia c\u00e1tara. Na viagem de volta a Roma, Pedro \u00e9 morto por um cavaleiro do conde (13 de janeiro de 1208). Esse fato leva o papa a conclamar uma cruzada contra os c\u00e1taros.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-9\">\n\t<td class=\"column-1\">abril, 1209<\/td><td class=\"column-2\">It\u00e1lia<\/td><td class=\"column-3\">Francisco de Assis (1181-1226) funda a ordem dos <strong>Franciscanos<\/strong>. Em 1228 \u00e9 canonizado como <strong>S\u00e3o Francisco de Assis<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-10\">\n\t<td class=\"column-1\">1209 a 1229<\/td><td class=\"column-2\">Cruzadas<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Cruzada contra os C\u00e1taros ou Cruzada Albigense<\/strong>: primeira cruzada contra um povo crist\u00e3o, pois at\u00e9 ent\u00e3o elas eram dirigidas apenas contra os mu\u00e7ulmanos, cabendo observar que o ataque a Constantinopla (1204) promovido pelos participantes da Quarta Cruzada n\u00e3o tinha esse prop\u00f3sito, tendo sido,  na verdade, um desvio do objetivo inicialmente estabelecido.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-11\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>A cruzada contra os c\u00e1taros foi uma longa guerra de vinte anos marcada pelo fanatismo e por  massacres de ambos os lados. S\u00f3 terminou com a anexa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o do Languedoc pela Fran\u00e7a. Como os cruzados eram, em sua grande maioria, do norte da Fran\u00e7a, toda a nobreza do sul, mesmo os cat\u00f3licos, viram a Cruzada Albigense como uma invas\u00e3o de seu territ\u00f3rio, trazendo uma grande complexidade \u00e0 quest\u00e3o, pois n\u00e3o eram s\u00f3 as convic\u00e7\u00f5es religiosas que estavam em jogo, mas tamb\u00e9m interesses pol\u00edticos e rela\u00e7\u00f5es feudais.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-12\">\n\t<td class=\"column-1\">julho, 1209<\/td><td class=\"column-2\">Cruzada contra os c\u00e1taros<\/td><td class=\"column-3\">Ataque \u00e0 cidade de <strong>B\u00e9ziers<\/strong>, onde todos os habitantes s\u00e3o mortos. Apesar de haver, aproximadamente, apenas 500 c\u00e1taros na cidade, estima-se que  nesse massacre tenham morrido 15 mil pessoas!<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-13\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Foi durante esse ataque que, ao ser perguntado por um cruzado como distinguir no meio do povo os inimigos (c\u00e1taros) dos cat\u00f3licos, Arnaud Amaury, comandante dos cruzados e representante papal,  teria dito: \"Matem todos; Deus reconhecer\u00e1 os seus!\".<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-14\">\n\t<td class=\"column-1\">agosto, 1209<\/td><td class=\"column-2\">Cruzada contra os c\u00e1taros<\/td><td class=\"column-3\">Cruzados tomam a cidade de <strong>Carcassone<\/strong>. Embora n\u00e3o tenham sido mortos como em B\u00e9ziers, seus habitantes s\u00e3o obrigados a deixar a cidade apenas com a roupa do corpo, tendo todos os seus bens  confiscados pelos cruzados. O comando da Cruzada Albigense passa agora para  Sim\u00e3o de Monfort.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-15\">\n\t<td class=\"column-1\">1210 a 1212<\/td><td class=\"column-2\">Cruzada contra os c\u00e1taros<\/td><td class=\"column-3\">Cruzados investem contra todas as cidades e castelos que abrigam os c\u00e1taros. O condado de Toulouse fica devastado.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-16\">\n\t<td class=\"column-1\">1212<\/td><td class=\"column-2\">Cruzadas<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Cruzada das Crian\u00e7as<\/strong>: cerca de 50 mil crian\u00e7as, principalmente francesas e alem\u00e3s, embarcadas em Marselha, desembarcam em Alexandria onde acabam mortas, aprisionadas ou vendidas como escravas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-17\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>A ideia dessa cruzada n\u00e3o-oficial surgiu da cren\u00e7a de que somente crian\u00e7as, por n\u00e3o terem pecado, conseguiriam vencer os mu\u00e7ulmanos e reconquistar Jerusal\u00e9m.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-18\">\n\t<td class=\"column-1\">1215<\/td><td class=\"column-2\">Cruzada contra os c\u00e1taros<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Quarto Conc\u00edlio de Latr\u00e3o<\/strong>  busca refor\u00e7ar a campanha contra os c\u00e1taros e condenar a seita valdense.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-19\">\n\t<td class=\"column-1\">1216<\/td><td class=\"column-2\">Fran\u00e7a<\/td><td class=\"column-3\">Religioso espanhol, <strong>Domingos de Gusm\u00e3o<\/strong>, funda a ordem dos <strong>Dominicanos<\/strong>. Anos depois, esta ordem se torna a respons\u00e1vel por comandar a Inquisi\u00e7\u00e3o.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-20\">\n\t<td class=\"column-1\">1215<\/td><td class=\"column-2\">Inglaterra<\/td><td class=\"column-3\">Rei <strong>Jo\u00e3o sem-Terra<\/strong> obrigado pelos nobres ingleses a assinar a <strong>Magna Carta<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-21\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>A <strong>Magna Carta<\/strong> era um contrato feudal no qual se explicitava que o  monarca, embora fosse suserano,  tinha obriga\u00e7\u00e3o de respeitar os direitos de seus vassalos, ressaltando com isso, o fato de que mesmo o rei estava sujeito ao cumprimento das leis.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-22\">\n\t<td class=\"column-1\">1216 a 1219<\/td><td class=\"column-2\">Cruzada contra os c\u00e1taros<\/td><td class=\"column-3\">Per\u00edodo em que o povo de Toulouse reage fortemente contra os cruzados. Conde de Toulouse e seu filho, Raimundo VII,  reconquistam a maior parte das terras que  haviam perdido. Em junho de 1218, Sim\u00e3o de Monfort, l\u00edder dos cruzados, \u00e9 morto por uma pedra lan\u00e7ada de uma catapulta.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-23\">\n\t<td class=\"column-1\">1217 a 1221<\/td><td class=\"column-2\">Cruzadas<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Quinta Cruzada<\/strong>: convocada pelo <strong>Papa Hon\u00f3rio III<\/strong> e liderada pelo rei da Hungria, Andr\u00e9 III e pelo duque da \u00c1ustria, Leopoldo VI. A estrat\u00e9gia adotada era tamb\u00e9m a de reconquistar Jerusal\u00e9m atrav\u00e9s do Egito. Assim, os cruzados desembarcam em S\u00e3o Jo\u00e3o d'Acre e a partir dessa fortaleza iniciam a expedi\u00e7\u00e3o militar rumo ao Egito. Depois de alguns anos de ofensivas e recuos, os crist\u00e3os acabam cercados e isolados pelas inunda\u00e7\u00f5es do Rio Nilo. Um acordo com o sult\u00e3o permite aos cruzados terem suas vidas salvas em troca da retirada total do Egito.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-24\">\n\t<td class=\"column-1\">1221<\/td><td class=\"column-2\">\u00cdndia<\/td><td class=\"column-3\">Conquistador mongol <strong>Gengis Khan<\/strong> invade o pa\u00eds.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-25\">\n\t<td class=\"column-1\">1226 a 1229<\/td><td class=\"column-2\">Cruzada contra os c\u00e1taros<\/td><td class=\"column-3\">Cruzados queimam colheitas, pomares, vinhedos e campos. Envenenam  po\u00e7os e destroem vilarejos. A regi\u00e3o de Toulouse se transforma em um deserto. Ap\u00f3s vinte anos de guerra, o povo est\u00e1 exausto.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-26\">\n\t<td class=\"column-1\">1226 a 1270<\/td><td class=\"column-2\">Fran\u00e7a<\/td><td class=\"column-3\">Reinado de <strong>Luis IX<\/strong>, futuro <strong>S\u00e3o Luis<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-27\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Bastante religioso e veemente defensor da f\u00e9 cat\u00f3lica, Lu\u00eds IX foi o comandante da <strong>S\u00e9tima Cruzada<\/strong> (1248-1250), quando caiu prisioneiro no Egito. Foi tamb\u00e9m o organizador da <strong>Oitava Cruzada<\/strong>, em 1270, durante a qual veio a falecer em T\u00fanis. Canonizado como S\u00e3o Lu\u00eds.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-28\">\n\t<td class=\"column-1\">1228 a 1229<\/td><td class=\"column-2\">Cruzadas<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Sexta Cruzada<\/strong>: liderada pelo imperador Frederico II do Sacro-Imp\u00e9rio Romano-Germ\u00e2nico. Aproveitando-se das disc\u00f3rdias reinantes entre os mu\u00e7ulmanos (sult\u00f5es do Egito e de Damasco), o imperador germ\u00e2nico consegue um acordo atrav\u00e9s do qual os crist\u00e3os assumem, por dez anos, o controle de Jerusal\u00e9m, Bel\u00e9m e Nazar\u00e9. Frederico II \u00e9 coroado rei de Jerusal\u00e9m, mas logo depois retorna \u00e0 Europa.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-29\">\n\t<td class=\"column-1\">abril, 1229<\/td><td class=\"column-2\">Cruzada contra os c\u00e1taros<\/td><td class=\"column-3\">Conde Raimundo VII pede a paz e se submete ao rei da Fran\u00e7a e \u00e0 Igreja, marcando o fim oficial da campanha contra os c\u00e1taros ap\u00f3s vinte anos de devasta\u00e7\u00f5es. Praticamente toda a regi\u00e3o do Languedoc passa para a coroa francesa. A ortodoxia cat\u00f3lica sai vitoriosa.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-30\">\n\t<td class=\"column-1\">novembro, 1229<\/td><td class=\"column-2\">C\u00e1taros \/ Inquisi\u00e7\u00e3o<\/td><td class=\"column-3\">Inquisi\u00e7\u00e3o se instala em Toulouse. Papa Greg\u00f3rio IX concede plenos poderes aos inquisidores (religiosos dominicanos) para perseguir e exterminar os c\u00e1taros sobreviventes.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-31\">\n\t<td class=\"column-1\">1229<\/td><td class=\"column-2\">Fran\u00e7a<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Conc\u00edlio de Narbona<\/strong> pro\u00edbe que leigos mantenham consigo qualquer parcela da B\u00edblia.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-32\">\n\t<td class=\"column-1\">abril 1233<\/td><td class=\"column-2\">Papado<\/td><td class=\"column-3\">Greg\u00f3rio IX edita a bula \"Licet ad Capiendos\" dirigida aos inquisidores dominicanos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-33\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Muitos historiadores consideram essa bula o ponto inicial da <strong>Inquisi\u00e7\u00e3o<\/strong>, embora essa institui\u00e7\u00e3o j\u00e1 existisse desde o Conc\u00edlio de Verona em 1184.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-34\">\n\t<td class=\"column-1\">1233<\/td><td class=\"column-2\">C\u00e1taros \/ Inquisi\u00e7\u00e3o<\/td><td class=\"column-3\">Inquisi\u00e7\u00e3o se torna mais violenta, enviando para a fogueira todos os c\u00e1taros encontrados. Em algumas ocasi\u00f5es, cad\u00e1veres eram exumados para serem queimados ! Muitos c\u00e1taros ainda resistiam e se abrigavam em algumas fortalezas, sendo a principal delas a de <strong>Monts\u00e9gur <\/strong>que se tornou ent\u00e3o a sede do Catarismo.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-35\">\n\t<td class=\"column-1\">1234<\/td><td class=\"column-2\">China<\/td><td class=\"column-3\">Mong\u00f3is conquistam o norte do pa\u00eds.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-36\">\n\t<td class=\"column-1\">1241<\/td><td class=\"column-2\">Sacro Imp\u00e9rio Romano-Germ\u00e2nico<\/td><td class=\"column-3\">As cidades de <strong>L\u00fcbeck<\/strong> e <strong>Hamburgo<\/strong> formam a <strong>Liga Hanse\u00e1tica<\/strong> de com\u00e9rcio e m\u00fatua prote\u00e7\u00e3o.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-37\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>No seu apogeu, essa liga chegou a ter cerca de 80 cidades associadas (muitas delas n\u00e3o pertencentes ao Sacro Imp\u00e9rio), exercendo forte monop\u00f3lio comercial no norte da Europa, principalmente no <strong>Mar B\u00e1ltico<\/strong>. Sobreviveu at\u00e9 o s\u00e9culo XVII.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-38\">\n\t<td class=\"column-1\">mar\u00e7o, 1244<\/td><td class=\"column-2\">C\u00e1taros \/ Inquisi\u00e7\u00e3o<\/td><td class=\"column-3\">Ap\u00f3s um cerco de nove meses, a fortaleza de Monts\u00e9gur \u00e9 capturada. Cerca de  duzentos c\u00e1taros s\u00e3o queimados vivos em uma grande pira no local que ficou conhecido como \"campo dos queimados\". <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-39\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Esse fato marcou, praticamente, o fim do movimento c\u00e1taro organizado. Alguns remanescentes ainda sobreviveram no sul da Fran\u00e7a. Na It\u00e1lia, o Catarismo durou at\u00e9 fins do s\u00e9culo XIV e na B\u00f3snia at\u00e9 o s\u00e9culo XV.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-40\">\n\t<td class=\"column-1\">1244<\/td><td class=\"column-2\">Cruzadas<\/td><td class=\"column-3\">Mu\u00e7ulmanos retomam Jerusal\u00e9m.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-41\">\n\t<td class=\"column-1\">1248 a 1250<\/td><td class=\"column-2\">Cruzadas<\/td><td class=\"column-3\"><strong>S\u00e9tima Cruzada<\/strong>: organizada por Lu\u00eds IX, tinha como objetivo o Egito. Depois de alguns \u00eaxitos militares, o ex\u00e9rcito do rei acaba se rendendendo devido \u00e0 falta de suprimentos e a uma epidemia de tifo. Lu\u00eds IX \u00e9 aprisionado e seu resgate custa o abandono das posi\u00e7\u00f5es conquistadas e uma alta soma em dinheiro.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-42\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Nessa expedi\u00e7\u00e3o, a cidade do <strong>Cairo<\/strong> quase chegou a ser conquistada, contudo uma inunda\u00e7\u00e3o do Rio Nilo impediu o \u00eaxito dos cruzados.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-43\">\n\t<td class=\"column-1\">1249<\/td><td class=\"column-2\">Portugal<\/td><td class=\"column-3\">D. Afonso III expulsa os mouros do Algarve, \u00faltimo reduto mu\u00e7ulmano no reino.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-44\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1257<\/td><td class=\"column-2\">Fran\u00e7a<\/td><td class=\"column-3\">Funda\u00e7\u00e3o da Universidade de Paris (<strong>Sorbonne<\/strong>) pelo te\u00f3logo <strong>Robert de Sorbon<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-45\">\n\t<td class=\"column-1\">fevereiro, 1258<\/td><td class=\"column-2\">Civ. Isl\u00e2mica<\/td><td class=\"column-3\">Mong\u00f3is, chefiados por <strong>Hulagu Khan<\/strong>, neto de <strong>Gengis Khan<\/strong> e irm\u00e3o de <strong>Kublai Khan<\/strong>, tomam e saqueiam Bagd\u00e1, marcando o fim do califado ab\u00e1ssida de Bagd\u00e1.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-46\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Depois da queda do califado de Bagd\u00e1, os sult\u00f5es mamelucos do Egito assumiram  o t\u00edtulo de califa ab\u00e1ssida. Mas esse califado no Cairo era apenas simb\u00f3lico, sendo desprezado pelo resto do mundo mu\u00e7ulmano.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-47\">\n\t<td class=\"column-1\">1259 a 1282<\/td><td class=\"column-2\">Imp. Bizantino<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Miguel Pale\u00f3logo<\/strong> assume o trono (ainda sediado em Niceia) e inaugura a \u00faltima dinastia bizantina, a dos <strong>Pale\u00f3logos<\/strong>. O principal objetivo de seu reinado \u00e9  a  reconquista de Constantinopla.  Para isso, faz v\u00e1rias alian\u00e7as com  outros governos para poder  concentrar seu ex\u00e9rcito na derrubada do Imp\u00e9rio Latino de Constantinopla, embora esse j\u00e1 se encontrasse  em franca decad\u00eancia.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-48\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Os <strong>Pale\u00f3logos<\/strong> se mantiveram no poder  por cerca de 200 anos at\u00e9 a tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos (1453).  Nesse per\u00edodo, o Imp\u00e9rio j\u00e1 n\u00e3o era nem sombra do que houvera sido, estando reduzido a uns poucos territ\u00f3rios, al\u00e9m da capital. Era um estado de segunda categoria, disputado pelas pot\u00eancias mar\u00edtimas italianas e pelos turcos.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-49\">\n\t<td class=\"column-1\">julho, 1261<\/td><td class=\"column-2\">Imp. Bizantino<\/td><td class=\"column-3\">Bizantinos reconquistam Constantinopla, marcando o fim do Imp\u00e9rio Latino de Constantinopla. Miguel Pale\u00f3logo \u00e9 coroado na Igreja de Santa Sofia como Miguel VIII.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-50\">\n\t<td class=\"column-1\">1270<\/td><td class=\"column-2\">Cruzadas<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Oitava Cruzada<\/strong>: diante da anarquia reinante entre os crist\u00e3os no Oriente M\u00e9dio (conflitos constantes entre os Cavaleiros Templ\u00e1rios, Hospital\u00e1rios e Teut\u00f4nicos) e dos ataques dos mamelucos, Lu\u00eds IX organiza uma nova cruzada que viria a ser a \u00faltima (a chamada Nona Cruzada \u00e9, para muitos historiadores, apenas um desdobramento  final dessa Oitava). Assim como a S\u00e9tima, a Oitava Cruzada tem como foco o Egito. Inicialmente, as tropas se dirigem para Tunis com objetivo de l\u00e1  estabelecer uma base para facilitar o ataque ao Egito. Mas a expedi\u00e7\u00e3o \u00e9 um enorme fracasso. Logo ao desembarcar, as for\u00e7as francesas s\u00e3o acometidas de uma praga que causa a morte de in\u00fameros cruzados, entre eles o rei Lu\u00eds IX e seu filho.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-51\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Os <strong>mamelucos<\/strong> eram escravos convertidos ao islamismo e que formavam mil\u00edcias a servi\u00e7o dos califas mu\u00e7ulmanos. Em 1250 os mamelucos tomaram o poder  no Egito e na S\u00edria.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-52\">\n\t<td class=\"column-1\">1271<\/td><td class=\"column-2\">Fran\u00e7a<\/td><td class=\"column-3\">Condado de Toulouse incorporado ao reino da Fran\u00e7a.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-53\">\n\t<td class=\"column-1\">1271 a 1291<\/td><td class=\"column-2\">China<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Marco Polo<\/strong>, mercador de Veneza, parte com seu pai e seu tio para a China, seguindo pela <strong>Rota da Seda<\/strong> at\u00e9 Pequim. Eles ficam quase vinte anos na China que, na \u00e9poca, era  governada pelo imperador mongol <strong>Kublai Khan<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-54\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>A chamada <strong>Rota da Seda<\/strong> era, na verdade, um extenso conjunto interligado de caminhos terrestres e rotas mar\u00edtimas que possibilitava o com\u00e9rcio entre diversas regi\u00f5es do Extremo Oriente com a Europa, com o Oriente M\u00e9dio e com o norte da \u00c1frica. A partir do descobrimento do caminho mar\u00edtimo para a \u00cdndia pelos portugueses, a Rota da Seda foi, gradativamente, perdendo a sua import\u00e2ncia.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-55\">\n\t<td class=\"column-1\">1274<\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\">Morre <strong>S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino<\/strong>, importante te\u00f3logo cat\u00f3lico que estabeleceu o <strong>Tomismo<\/strong>, teoria que incorporava o pensamento filos\u00f3fico de <strong>Arist\u00f3teles<\/strong> \u00e0 <strong>Escol\u00e1stica<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-56\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Escol\u00e1stica<\/strong> era uma filosofia medieval que procurava  harmonizar a f\u00e9 com a raz\u00e3o, isto \u00e9, conciliar os preceitos do Cristianismo com um sistema de pensamento racional.<\/em>  <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-57\">\n\t<td class=\"column-1\">1274<\/td><td class=\"column-2\">Papado<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Segundo Conc\u00edlio de Lyon<\/strong>, convocado pelo <strong>Papa Greg\u00f3rio X<\/strong>, chega a proclamar o fim do <strong>Cisma da Igreja<\/strong>, conforme pedido do imperador bizantino Miguel VIII. Contudo a forte crise provocada na igreja oriental e o desinteresse dos sucessores, tanto do papa como do imperador,  tornaram in\u00f3cuo o acordo.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-58\">\n\t<td class=\"column-1\">1274 e 1281<\/td><td class=\"column-2\">Jap\u00e3o<\/td><td class=\"column-3\">Mong\u00f3is tentam invadir o pa\u00eds em duas ocasi\u00f5es, mas n\u00e3o conseguem seu intento devido a violentas tempestades.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-59\">\n\t<td class=\"column-1\">1279<\/td><td class=\"column-2\">China<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Kublai Khan<\/strong>, neto do grande conquistador mongol <strong>Gengis Khan<\/strong>, domina o restante da China e funda a dinastia <strong>Yuan <\/strong>(1279 a 1368).<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-60\">\n\t<td class=\"column-1\">1282<\/td><td class=\"column-2\">Imp. Bizantino<\/td><td class=\"column-3\">Morte do imperador Miguel VIII Pale\u00f3logo. A partir deste ponto at\u00e9 a queda final (1453), o Imp\u00e9rio entra num processo de irrevers\u00edvel decl\u00ednio.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-61\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Entre os sinais t\u00edpicos da decad\u00eancia bizantina estavam  as revoltas internas, guerras civis, disc\u00f3rdias entre membros da dinastia dos Pale\u00f3logos,  imperadores simult\u00e2neos, cont\u00ednuas amea\u00e7as externas, etc. Alguns imperadores (Jo\u00e3o V, Manuel II e Jo\u00e3o VIII) chegaram mesmo a peregrinar pela Europa ocidental tentando convencer os governantes dos estados crist\u00e3os da necessidade de uma grande cruzada para salvar o Imp\u00e9rio Bizantino face \u00e0 amea\u00e7a dos turcos otomanos. Mas tudo em v\u00e3o.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-62\">\n\t<td class=\"column-1\">agosto, 1284<\/td><td class=\"column-2\">It\u00e1lia<\/td><td class=\"column-3\">Batalha naval de <strong>Meloria<\/strong>, no <strong>Mar Tirreno<\/strong>: esquadra genovesa derrota a de <strong>Pisa<\/strong> marcando o fim do poderio naval dessa cidade.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-63\">\n\t<td class=\"column-1\">1285 a 1314<\/td><td class=\"column-2\">Fran\u00e7a<\/td><td class=\"column-3\">Reinado de <strong>Filipe IV<\/strong>, cognominado de <strong>Filipe, o Belo<\/strong>, que passa \u00e0 Hist\u00f3ria, principalmente, devido \u00e0 sua implac\u00e1vel campanha contra os Templ\u00e1rios.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-64\">\n\t<td class=\"column-1\">1289<\/td><td class=\"column-2\">China<\/td><td class=\"column-3\">Frades franciscanos chegam ao pa\u00eds e iniciam seu trabalho mission\u00e1rio.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-65\">\n\t<td class=\"column-1\">maio, 1291<\/td><td class=\"column-2\">Cruzadas<\/td><td class=\"column-3\"><strong>S\u00e3o Jo\u00e3o d'Acre<\/strong>, \u00faltima fortaleza crist\u00e3 no Oriente M\u00e9dio, cai nas m\u00e3os dos mamelucos que detinham o poder no  Egito e na S\u00edria.  Esse fato  marca o fim do <strong>Movimento das Cruzadas<\/strong>. <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-66\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Raz\u00f5es do fracasso das Cruzadas<\/strong>: 1) As cruzadas eram, em sua maioria, expedi\u00e7\u00f5es com pouco planejamento e mal organizadas. Al\u00e9m da falta de um comando \u00fanico, as desaven\u00e7as entre os diversos l\u00edderes eram constantes. 2) Os territ\u00f3rios conquistados eram cercados de popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o-crist\u00e3, tornando dif\u00edcil a manuten\u00e7\u00e3o do seu dom\u00ednio. 3) As rivalidades entre as diversas fac\u00e7\u00f5es crist\u00e3s eram intensas.  Crist\u00e3os orientais (bizantinos)  e ocidentais (latinos) disputavam territ\u00f3rios  (os bizantinos n\u00e3o estavam interessados na constitui\u00e7\u00e3o de reinos latinos em regi\u00f5es que outrora pertenceram ao seu imp\u00e9rio). As ordens de cavalaria (Templ\u00e1rios, Hospital\u00e1rios e Teut\u00f4nicos) tamb\u00e9m lutavam entre si, fora a hostilidade existente entre cruzados venezianos e genoveses. 4) A partir de um certo ponto, as cruzadas perderam totalmente o seu objetivo inicial. Por exemplo, a Quarta Cruzada  nada mais foi do que  um gigantesco saque perpetrado contra Constantinopla para beneficiar os venezianos.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-67\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Conseq\u00fc\u00eancias das Cruzadas<\/strong>: apesar do insucesso no que tange ao seu objetivo de retomada da Terra Santa, as cruzadas  tiveram, direta ou indiretamente, conseq\u00fc\u00eancias em outras \u00e1reas. Por exemplo: no plano econ\u00f4mico, as cruzadas possibilitaram o restabelecimento de um forte com\u00e9rcio mediterr\u00e2neo, propiciando o renascimento da vida urbana na Europa. Outros fatores influenciados pelo movimento das cruzadas foram o decl\u00ednio do poder da nobreza e o surgimento da classe burguesa.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-68\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Destino das ordens militares-religiosas<\/strong>: os <strong>Templ\u00e1rios<\/strong>, que perderam seu gr\u00e3o-mestre Guillaume de Beaujeu na sangrenta <em>batalha que resultou na queda da fortaleza, tiveram que se retirar de todas as suas posi\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o, inclusive do fabuloso Castelo Peregrino (Chastel P\u00e9lerin) considerado quase inexpugn\u00e1vel. Tudo o que restou da Ordem dos Templ\u00e1rios no Oriente foi uma guarni\u00e7\u00e3o em uma ilhota denominada Ruad, situada a duas milhas da costa, onde ainda permaneceram por doze anos. Depois os templ\u00e1rios transferiram sua sede para a ilha de Chipre, o mesmo acontecendo com os <strong>Hospital\u00e1rios<\/strong>.  Esses, alguns anos mais tarde, se estabeleceram na ilha de Rhodes, de onde foram expulsos pelos turcos otomanos em 1522, o que os obrigou a se deslocar para a ilha de Malta onde ainda sobrevivem, sendo conhecidos como <strong>Cavaleiros de Malta<\/strong>.  Quanto aos <strong>Cavaleiros Teut\u00f4nicos<\/strong>, esses retornaram para a Pr\u00fassia e passaram  a lutar exclusivamente contra os povos pag\u00e3os da regi\u00e3o b\u00e1ltica, no norte da Europa.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-69\">\n\t<td class=\"column-1\">abril, 1292<\/td><td class=\"column-2\">Templ\u00e1rios<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Jacques de Molay<\/strong> assume o posto de gr\u00e3o-mestre, sendo o \u00faltimo deles, pois a Ordem seria extinta em 1312.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-70\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Ap\u00f3s o fracasso dos cruzados na Terra Santa come\u00e7aram a surgir duras cr\u00edticas na Europa contra as ordens militares por n\u00e3o terem sabido defender as posi\u00e7\u00f5es crist\u00e3s no Oriente ou, pior ainda,  por terem, com suas disputas e rixas, provocado a derrocada latina na regi\u00e3o. Principalmente, os <strong>Templ\u00e1rios<\/strong> passaram a ser alvo de ressentimentos cada vez maiores devido, entre outras coisas, a seus privil\u00e9gios e isen\u00e7\u00f5es.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-71\">\n\t<td class=\"column-1\">1299<\/td><td class=\"column-2\">Imp\u00e9rio Turco Otomano<\/td><td class=\"column-3\">Osman  se torna l\u00edder (bey) de um pequeno estado na regi\u00e3o da Anat\u00f3lia  dando in\u00edcio \u00e0 dinastia otomana, respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o do <strong>Imp\u00e9rio Turco Otomano<\/strong>  que se tornaria  uma grande pot\u00eancia, principalmente ap\u00f3s a conquista de Constantinopla (1453).<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-72\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>O apogeu do <strong>Imp\u00e9rio Turco-Otomano<\/strong> ocorreu nos s\u00e9culos XVI e XVII quando seus dom\u00ednios se estendiam pela \u00c1sia Menor, Oriente M\u00e9dio, norte da \u00c1frica e sudeste europeu.  Durou at\u00e9 1922, quando foi extinto.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-73\">\n\t<td class=\"column-1\">1300 a 1399<\/td><td class=\"column-2\">Renascen\u00e7a<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Trecento <\/strong>ou <strong>pr\u00e9-renascimento<\/strong>: primeira fase da <strong>Renascen\u00e7a<\/strong>. Per\u00edodo em que se destacam  <strong>Dante<\/strong> (1265-1321), <strong>Petrarca<\/strong> (1304-1374) e <strong>Boccaccio<\/strong>  (1313-1375) na literatura e <strong>Giotto<\/strong> (1267-1337) na pintura.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-74\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Renascen\u00e7a<\/strong> ou <strong>Renascimento<\/strong> foi um movimento de renova\u00e7\u00e3o art\u00edstica (pintura, arquitetura, literatura, m\u00fasica, etc), que surgiu na It\u00e1lia a partir do s\u00e9culo XIV e se disseminou por quase toda a Europa. A Renascen\u00e7a \u00e9, geralmente, dividida em tr\u00eas momentos: o <strong>Trecento<\/strong> ou pr\u00e9-renascimento (s\u00e9culo XIV), o <strong>Quattrocento<\/strong> (s\u00e9culo XV) e o <strong>Cinquecento<\/strong> (s\u00e9culo XVI).<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-75\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Renascen\u00e7a<\/strong> e <strong>Humanismo<\/strong>: o Renascimento nas artes est\u00e1 intimamente relacionado com um movimento intelectual e filos\u00f3fico, surgido na mesma \u00e9poca, denominado <strong>Humanismo<\/strong>, o qual buscava,  atrav\u00e9s da leitura e an\u00e1lise dos textos gregos e latinos da Antiguidade, a valoriza\u00e7\u00e3o do Homem. O Humanismo se contrapunha, assim, \u00e0  vis\u00e3o medieval do mundo, intensamente  centrada  na religi\u00e3o e no misticismo e fundamentada na doutrina escol\u00e1stica de S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-76\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Causas do advento da Renascen\u00e7a<\/strong>: 1) avan\u00e7o dos turcos otomanos provocou um intenso fluxo migrat\u00f3rio de cidad\u00e3os bizantinos para a It\u00e1lia levando consigo uma vasta bagagem de erudi\u00e7\u00e3o baseada na  cultura grega antiga; 2)  decl\u00ednio da influ\u00eancia da Igreja  contribuiu para a dissemina\u00e7\u00e3o de uma vis\u00e3o mais terrena  das coisas, abandonando-se  muitos dos dogmas religiosos e criando-se uma atmosfera de maior liberdade nas cidades; 3) turbul\u00eancias sociais e econ\u00f4micas restringiram as op\u00e7\u00f5es de investimento dos cidad\u00e3os mais ricos, o que os teria levado a direcionar parte de suas fortunas para o incentivo \u00e0s artes e  \u00e0 cultura.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-77\">\n\t<td class=\"column-1\">1300 a 1310<\/td><td class=\"column-2\">C\u00e1taros - Fran\u00e7a<\/td><td class=\"column-3\">Pequeno grupo de c\u00e1taros liderados por Pierre Authi\u00e9 tentam reimplantar uma igreja na regi\u00e3o do Midi, mas acabam queimados em uma fogueira em frente \u00e0 catedral de Toulouse (1310).<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<!-- #tablepress-27 from cache -->\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5872,"parent":114,"menu_order":15,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"full-width.php","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-210","page","type-page","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/210","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=210"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/210\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14580,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/210\/revisions\/14580"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/114"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5872"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=210"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}