{"id":177,"date":"2014-08-04T21:38:05","date_gmt":"2014-08-04T21:38:05","guid":{"rendered":"http:\/\/clunymma.wordpress.com\/?page_id=177"},"modified":"2017-05-24T21:12:04","modified_gmt":"2017-05-24T21:12:04","slug":"cronologia-de-2000-a-1001-a-c","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/cluny.com.br\/?page_id=177","title":{"rendered":"Cronologia de 2000 a 1001 a.C."},"content":{"rendered":"\n<table id=\"tablepress-18\" class=\"tablepress tablepress-id-18\">\n<thead>\n<tr class=\"row-1\">\n\t<th class=\"column-1\">Per\u00edodo (a.C.)<\/th><th class=\"column-2\">Tema<\/th><th class=\"column-3\">Evento<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody class=\"row-striping row-hover\">\n<tr class=\"row-2\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-3\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 2000<\/td><td class=\"column-2\">Mesopot\u00e2mia<\/td><td class=\"column-3\">\u00c9poca em que teria sido escrita a \"<strong>Epop\u00e9ia de Gilgamesh<\/strong>\", um poema \u00e9pico sobre um rei sumeriano chamado Gilgamesh e que teria vivido cerca de 2800 a.C. Nesse  texto ocorre a mais antiga refer\u00eancia ao Dil\u00favio, acontecimento citado na B\u00edblia e tamb\u00e9m em registros de outras culturas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-4\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 2000<\/td><td class=\"column-2\">Gr\u00e9cia Antiga<\/td><td class=\"column-3\">Come\u00e7am a chegar \u00e0 Gr\u00e9cia continental, em ondas sucessivas, os povos indo-europeus: <strong>aqueus<\/strong>, <strong>j\u00f4nios<\/strong>, <strong>e\u00f3lios<\/strong> e <strong>d\u00f3rios<\/strong>.  Inicialmente, chegam os aqueus  que  dominam os primitivos habitantes da regi\u00e3o, os  <strong>pel\u00e1gios<\/strong> (tribo ainda vivendo na Idade da Pedra), fundam n\u00facleos urbanos (sendo Micenas, o mais importante) e entram em contato com a civiliza\u00e7\u00e3o cretense.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-5\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Os aqueus, j\u00f4nios, e\u00f3lios e  d\u00f3rios, genericamente chamados de <strong>hel\u00eanicos<\/strong>, s\u00e3o os verdadeiros formadores do povo grego.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-6\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 2000 a 1600<\/td><td class=\"column-2\">Mesopot\u00e2mia<\/td><td class=\"column-3\">Os amoritas, outro povo semita,  fixam-se ao norte da Sum\u00e9ria (centro da Mesopot\u00e2mia) e transformam a cidade de Babil\u00f4nia no centro pol\u00edtico, cultural e religioso de seu reino. Surge assim, no reinado de Hamurabi, o <strong>Primeiro Imp\u00e9rio Babil\u00f4nico<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-7\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Acredita-se que  a famosa <strong>Torre de Babel<\/strong>, mencionada na B\u00edblia,  tenha sido erguida  durante esta primeira dinastia babil\u00f4nica. Era um templo em forma de torre (zigurates) dedicado ao deus Marduk, o principal da Mesopot\u00e2mia. (obs.: a palavra Babel, em hebraico, corresponde \u00e0 palavra Babilu, na  l\u00edngua acadiana, que significa Babil\u00f4nia, ou seja, \"o port\u00e3o de Deus\").<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-8\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1991 a  1802<\/td><td class=\"column-2\">Antigo Egito<\/td><td class=\"column-3\"><strong>XII dinastia<\/strong>: fundada por Amenem\u00e9s I e considerada uma das mais importantes da hist\u00f3ria eg\u00edpcia.  Entre os oito fara\u00f3s desta dinastia encontram-se quatro Amenem\u00e9s (Amenemhat), tr\u00eas Ses\u00f3stris (Senusret) e  uma rainha, Neferusobek (Sobekneferu).<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-9\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1878 a 1860<\/td><td class=\"column-2\">Antigo Egito<\/td><td class=\"column-3\">Reinado de <strong>Ses\u00f3stris III<\/strong> da XII dinastia. Preocupado em expandir as fronteiras do Egito, conduz diversas expedi\u00e7\u00f5es militares contra a N\u00fabia, Palestina e Siria. Considerado um dos mais poderosos fara\u00f3s de todos os tempos,<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-10\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1810 a 1750<\/td><td class=\"column-2\">Mesopot\u00e2mia<\/td><td class=\"column-3\">Reinado de <strong>Hamur\u00e1bi<\/strong>, sexto rei babil\u00f4nico.  Consegue unificar todas as cidades-estado da Sum\u00e9ria e Ac\u00e1dia, formando o  <strong>Primeiro Imp\u00e9rio Babil\u00f4nico<\/strong>. A maior realiza\u00e7\u00e3o de seu governo foi a elabora\u00e7\u00e3o do famoso <strong>C\u00f3digo de Hamur\u00e1bi<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-11\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>O <strong>C\u00f3digo de Hamurabi<\/strong> \u00e9 uma estela de pedra preta, onde est\u00e1 inscrito o mais antigo conjunto de leis conhecido. Escrito em l\u00edngua acadiana com caracteres cuneiformes, encontra-se, atualmente, exposto no Museu do Louvre, em Paris.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-12\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1807 a 1803<\/td><td class=\"column-2\">Antigo Egito<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Neferusobek<\/strong>: possivelmente a segunda rainha a ser governante de fato do pa\u00eds (a primeira teria sido <strong>Nit\u00f3cris<\/strong> da VI dinastia).<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-13\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1802 a 1550<\/td><td class=\"column-2\">Antigo Egito<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Segundo Per\u00edodo Intermedi\u00e1rio<\/strong>: fase de instabilidade entre o M\u00e9dio Imp\u00e9rio e o Novo Imp\u00e9rio se estendendo da XIII at\u00e9 a XVII dinastia. Este per\u00edodo foi marcado por guerras civis entre o fara\u00f3 e a nobreza, bem como pela invas\u00e3o dos <strong>hicsos<\/strong>, um povo asi\u00e1tico que  teria ocupado o delta do Nilo e introduzido no pa\u00eds o cavalo e os carros de guerra (bigas). Os governantes das dinastias  XV e  XVI eram hicsos <em>(dinastias hicsas)<\/em>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-14\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Alguns historiadores afirmam que  a chegada dos hebreus ao Egito, conforme relato b\u00edblico, possa ter acontecido nesta \u00e9poca. H\u00e1 mesmo os que  defendem a hip\u00f3tese de que os <strong>hicsos<\/strong> seriam, na verdade, a vers\u00e3o eg\u00edpcia para a vinda dos hebreus ao pa\u00eds.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-15\">\n\t<td class=\"column-1\">c.1800<\/td><td class=\"column-2\">Civ. Hebraica<\/td><td class=\"column-3\">Sob a chefia de <strong>Abra\u00e3o<\/strong>, os hebreus, um povo semita que habitava a <strong>regi\u00e3o de Ur na Mesopot\u00e2mia<\/strong>, se desloca para <strong>Cana\u00e3<\/strong>, a chamada \"Terra Prometida\". Como essa  regi\u00e3o j\u00e1 era habitada por outros povos como os <strong>cananeus<\/strong>, <strong>filisteus <\/strong>(de onde deriva a palavra <strong>Palestina<\/strong>),  <strong>moabitas<\/strong> e <strong>arameus<\/strong>, ocorrem muitas lutas pela posse da terra.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-16\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Dentre as antigas civiliza\u00e7\u00f5es, certamente foi a hebraica uma das que mais contribu\u00edram para nossa forma\u00e7\u00e3o ocidental, podendo-se afirmar que a maioria dos fundamentos adotados pelo Cristianismo \u00e9 proveniente da B\u00edblia judaica com seus conceitos sobre monote\u00edsmo, moralidade e pecado, al\u00e9m de suas hist\u00f3rias e mandamentos.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-17\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Boa parte da hist\u00f3ria pol\u00edtica e religiosa do povo hebreu antigo  \u00e9 derivada de fontes b\u00edblicas que, embora bastante ricas, devem sempre ser analisadas com precau\u00e7\u00e3o, pois a  B\u00edblia se constitui em uma colet\u00e2nea de livros escritos por autores diversos, em diferentes \u00e9pocas, muitas vezes relatando epis\u00f3dios transmitidos oralmente entre as gera\u00e7\u00f5es. Alie-se a isso o  fato de que, muitas vezes, a linguagem b\u00edblica \u00e9 intensamente simb\u00f3lica. Outras fontes preciosas para a reconstitui\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria e dos costumes dos hebreus t\u00eam sido a Arqueologia, algumas obras de historiadores judeus e, mais recentemente, um valios\u00edssimo achado: os <strong>Manuscritos do Mar Morto<\/strong>.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-18\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Esses manuscritos englobam cerca de mil pergaminhos, contendo textos em hebraico, aramaico e grego, achados a partir de 1947 em algumas cavernas perto do Mar Morto em Israel. Esses textos, inclusive muitos fragmentos de livros da B\u00edblia, possuem grande significado hist\u00f3rico e religioso, datando do per\u00edodo que vai do s\u00e9culo II a.C. at\u00e9 o ano 70 de nossa era.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-19\">\n\t<td class=\"column-1\">1800 a 1600<\/td><td class=\"column-2\">Civ. Hebraica<\/td><td class=\"column-3\">Depois de Abra\u00e3o, os hebreus passam a ser chefiados por <strong>Isaque<\/strong>, filho de Abra\u00e3o e, depois, por <strong>Jac\u00f3<\/strong>, filho de Isaque. Os tr\u00eas s\u00e3o chamados de <em>patriarcas do povo judeu<\/em><strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-20\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Segundo a B\u00edblia, Jac\u00f3 recebeu um novo nome: <strong>Israel<\/strong>, que quer dizer \"o que luta por Deus\". Esta designa\u00e7\u00e3o  passou a ser utilizada tanto para o povo como para a terra: povo de Israel, povo israelita, terra de Israel.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-21\">\n\t<td class=\"column-1\">c.1700 a 1100<\/td><td class=\"column-2\">Civ. Hitita<\/td><td class=\"column-3\">Os <strong>hititas<\/strong> eram um povo de l\u00edngua indo-europ\u00e9ia que habitava a regi\u00e3o da <strong>Anat\u00f3lia<\/strong> (atual Turquia). Em sua \u00e9poca \u00e1urea,  chegaram a dominar a Mesopot\u00e2mia e a Palestina. Tinham como capital a cidade de <strong>Hattusa<\/strong>. O maior feito conhecido de sua hist\u00f3ria foi a famosa <strong>Batalha de Kadesh<\/strong>, em 1274, contra os eg\u00edpcios de <strong>Rams\u00e9s II<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-22\">\n\t<td class=\"column-1\">c.1650<\/td><td class=\"column-2\">Civ. Hebraica<\/td><td class=\"column-3\">Ap\u00f3s um longo per\u00edodo de seca, m\u00e1s colheitas e fome, os hebreus deslocam-se para o Egito em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-23\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1600<\/td><td class=\"column-2\">\u00cdndia<\/td><td class=\"column-3\">Povos arianos, oriundos da \u00c1sia Central, penetram no noroeste do territ\u00f3rio indiano (regi\u00e3o do atual Punjab).  Falavam o <strong>s\u00e2nscrito<\/strong>, l\u00edngua da fam\u00edlia indo-europ\u00e9ia, e possu\u00edam um r\u00edgido sistema de classes sociais, as <strong>castas<\/strong>,  no qual os guerreiros e os sacerdotes ocupavam o n\u00edvel mais alto de import\u00e2ncia. A chegada dos arianos d\u00e1 in\u00edcio \u00e0 chamada <strong>civiliza\u00e7\u00e3o v\u00e9dica<\/strong> (c. 1500 a 500 a.C.), per\u00edodo no qual foram escritos os principais textos sagrados do hindu\u00edsmo, os <strong>vedas<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-24\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Existem muitas controv\u00e9rsias a respeito dos povos arianos na \u00cdndia. Uma delas \u00e9 sobre a maneira como foi a sua chegada:  teria sido uma invas\u00e3o ou um processo de migra\u00e7\u00e3o pac\u00edfica? Outra quest\u00e3o que tem sido bastante discutida \u00e9 se a vinda dos arianos teria  transformado a \u00cdndia em uma terra de duas ra\u00e7as: os <strong>drav\u00eddicos<\/strong>, habitantes originais, de pele mais escura e os <strong>arianos<\/strong> de pele mais clara.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-25\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1595<\/td><td class=\"column-2\">Mesopot\u00e2mia<\/td><td class=\"column-3\">Os hititas saqueiam a cidade da Babil\u00f4nia,  encerrando a dinastia dos amoritas. Contudo, por n\u00e3o terem interesse em governar a regi\u00e3o, permitem a ascens\u00e3o dos cassitas ao poder.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-26\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1595 a 1155<\/td><td class=\"column-2\">Mesopot\u00e2mia<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Dinastia Cassita<\/strong>: pouco tempo depois da conquista da Babil\u00f4nia pelos hititas, os <strong>cassitas<\/strong> (povo de origem obscura, nem indo-europeus nem semitas) tamb\u00e9m invadem a Mesopot\u00e2mia e assumem o poder por cerca de quatro s\u00e9culos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-27\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1554 a 1550<\/td><td class=\"column-2\">Antigo Egito<\/td><td class=\"column-3\">Reinado de <strong>Kamosis<\/strong>, \u00faltimo fara\u00f3 da XVII dinastia. Deu in\u00edcio \u00e0s lutas para expulsar os hicsos do pa\u00eds.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-28\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1550 a 1070<\/td><td class=\"column-2\">Antigo Egito<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Novo Imp\u00e9rio<\/strong>: \u00faltimo per\u00edodo brilhante do Egito. Visando estar mais pr\u00f3ximo dos recursos existentes no sul do pa\u00eds (minerais, madeira, gado, peles, etc), a sede do governo se transfere para Tebas (Alto Egito). Ocorre um renascimento das artes e a retomada de  grandes obras. A pol\u00edtica militar do Egito que fora, quase sempre, defensiva, passa a ser ofensiva. O Novo Imp\u00e9rio marca um per\u00edodo de campanhas militares visando a expans\u00e3o do territ\u00f3rio eg\u00edpcio. Abrange as dinastias XVIII, XIX e XX.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-29\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1550 a 1295<\/td><td class=\"column-2\">Antigo Egito<\/td><td class=\"column-3\"><strong>XVIII dinastia<\/strong>: uma das mais importantes da cronologia eg\u00edpcia. Entre os quatorze fara\u00f3s desta dinastia, destacam-se <strong>Am\u00f3sis<\/strong>; a rainha <strong>Hatshepsut<\/strong>; <strong>Thutm\u00e9s III<\/strong>; <strong>Amen\u00f3fis II<\/strong> e <strong>Akhenaton<\/strong> (Amen\u00f3fis IV). <strong>Tuthankamon<\/strong>, tamb\u00e9m  pertencente a esta dinastia, apesar de seu curto reinado, ficou famoso na atualidade devido \u00e0 riqueza de seu t\u00famulo, descoberto em 1922. <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-30\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1550 a 1525<\/td><td class=\"column-2\">Antigo Egito<\/td><td class=\"column-3\">Reinado de <strong>Am\u00f3sis<\/strong>,  primeiro fara\u00f3 da XVIII dinastia. Um dos principais feitos do seu reinado foi a expuls\u00e3o definitiva dos hicsos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-31\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1500 a 539<br \/>\n<\/td><td class=\"column-2\">Fen\u00edcia<\/td><td class=\"column-3\">Os <strong>fen\u00edcios<\/strong> eram um povo semita que habitava as costas do Mediterr\u00e2neo. Inicialmente, dominados por eg\u00edpcios e hititas, tornaram-se independentes na \u00e9poca em que ocorreu o fim da civiliza\u00e7\u00e3o cretense. Agrupavam-se em cidades-estado: <strong>Ugarit, Biblos, Sidon, Tiro<\/strong> e outras. Assim como os cretenses, tinham a voca\u00e7\u00e3o mar\u00edtima e comercial. Fundaram a cidade de <strong>Cartago<\/strong> que, tempos depois, se tornou uma pot\u00eancia mar\u00edtima, chegando a desafiar Roma (Guerras P\u00fanicas). A maior contribui\u00e7\u00e3o dos fen\u00edcios ao mundo foi a <strong>cria\u00e7\u00e3o do alfabeto<\/strong>.<br \/>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-32\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>A Fen\u00edcia se tornou prov\u00edncia do Imp\u00e9rio Persa em 539 a.C. e deixou de existir como unidade pol\u00edtica, quando sua principal cidade, Tiro, caiu em poder de Alexandre, o Grande em 332 a.C. A cultura fen\u00edcia come\u00e7ou a decair ap\u00f3s o fim das Guerras P\u00fanicas (146 a.C.),  quando sua ex-col\u00f4nia Cartago foi aniquilada pelos romanos. Em 64 a.C., a Fen\u00edcia passou a fazer parte da prov\u00edncia romana da S\u00edria.<\/em><br \/>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-33\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1479 a 1458<\/td><td class=\"column-2\">Antigo Egito<\/td><td class=\"column-3\">Reinado de <strong>Hatshepsut<\/strong>,  filha de Thutm\u00e9s I e esposa de Thutm\u00e9s II. Foi a terceira rainha que efetivamente reinou no Egito (a primeira teria sido Nit\u00f3cris da VI dinastia e a segunda Neferusobek da XII dinastia). Quando da morte de Thutm\u00e9s II, Hatshepsut assumiu o governo como regente de Thutm\u00e9s III  que era ainda crian\u00e7a.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-34\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1458 a 1425<\/td><td class=\"column-2\">Antigo Egito<\/td><td class=\"column-3\">Reinado de <strong>Thutm\u00e9s III<\/strong> (Tutm\u00f3sis III), filho de Thutm\u00e9s II com uma esposa secund\u00e1ria e n\u00e3o de Hatshepsut que era a esposa oficial. Considerado por muitos como o mais brilhante fara\u00f3, sendo por vezes cognominado de \"Napole\u00e3o do Egito\" devido \u00e0s suas a\u00e7\u00f5es militares. Durante seu longo reinado (33 anos), o Egito atingiu sua maior extens\u00e3o, indo seu territ\u00f3rio do norte da S\u00edria at\u00e9 a N\u00fabia na regi\u00e3o do atual Sud\u00e3o. <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-35\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Durante seu reinado, Thutm\u00e9s III mandou destruir todas as est\u00e1tuas de Hatshepsut e apagar todas as inscri\u00e7\u00f5es que mencionavam o nome dela.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-36\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1450<\/td><td class=\"column-2\">Civ. Cretense<\/td><td class=\"column-3\">Enorme erup\u00e7\u00e3o vulc\u00e2nica na <strong>Ilha de Santorini<\/strong> causa um gigantesco maremoto que destr\u00f3i  portos e navios cretenses. \u00c9 o in\u00edcio da decad\u00eancia da civiliza\u00e7\u00e3o de Creta.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-37\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1425 a 1401<\/td><td class=\"column-2\">Antigo Egito<\/td><td class=\"column-3\">Reinado de <strong>Amen\u00f3fis II<\/strong> (Amenhotep II), filho de Thutm\u00e9s III.  Adquiriu fama de crueldade quando, ao reprimir revolta na S\u00edria, mandou sacrificar sete pr\u00edncipes rebeldes e dependur\u00e1-los de cabe\u00e7a para baixo na proa de seu navio.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-38\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1400<\/td><td class=\"column-2\">Gr\u00e9cia Antiga \/ Civ. Cretense<\/td><td class=\"column-3\">Gregos mic\u00eanicos destroem <strong>Cnossos<\/strong>, principal cidade de Creta, marcando o fim da civiliza\u00e7\u00e3o cretense e o in\u00edcio da lideran\u00e7a de <strong>Micenas<\/strong> na regi\u00e3o.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-39\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>O per\u00edodo que se estende, aproximadamente,  de 1400 a 1200 a.C. \u00e9 chamado de <strong>Gr\u00e9cia Mic\u00eanica<\/strong> pelo fato de Micenas ser a cidade que dominava o cen\u00e1rio cultural, econ\u00f4mico e militar da Gr\u00e9cia.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-40\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1400 a 1388<\/td><td class=\"column-2\">Antigo Egito<\/td><td class=\"column-3\">Reinado de <strong>Thutm\u00e9s IV<\/strong>,  filho de Amen\u00f3fis II. Fez uma alian\u00e7a de paz com os <strong>mitanis<\/strong> e, em consequ\u00eancia disso casou-se com uma princesa daquele reino. Parece que a fez esposa real (principal), fato in\u00e9dito pois, at\u00e9 ent\u00e3o, as estrangeiras eram apenas esposas secund\u00e1rias.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-41\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>O  reino de <strong>Mitani<\/strong> se localizava, aproximadamente, no territ\u00f3rio do atual <strong>Curdist\u00e3o<\/strong> (Turquia, S\u00edria e Iraque). Durante algum tempo, ocupou um lugar de destaque na geopol\u00edtica da regi\u00e3o, devido \u00e0 sua posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica entre os imp\u00e9rios eg\u00edpcio, ass\u00edrio e hitita. Inflingiu algumas pesadas derrotas aos eg\u00edpcios e chegou a invadir a Ass\u00edria.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-42\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1388 a 1352<\/td><td class=\"column-2\">Antigo Egito<\/td><td class=\"column-3\">Reinado de <strong>Amen\u00f3fis III<\/strong> (Amenhotep III), filho de Thutm\u00e9s IV. Per\u00edodo de paz, prosperidade e muitas obras.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-43\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Entre as diversas obras constru\u00eddas neste per\u00edodo estava um enorme templo mortu\u00e1rio em <strong>Luxor<\/strong>, um dos maiores da Antiguidade, que  foi destru\u00eddo pelas inunda\u00e7\u00f5es do Nilo. Restaram desse complexo apenas duas enormes est\u00e1tuas de 18 m de altura representando o fara\u00f3 que ficavam como guardi\u00e3s na entrada do templo. Os gregos denominaram estas est\u00e1tuas de  \"<strong>Colossos de Memnon<\/strong>\".<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-44\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1352 a 1336<\/td><td class=\"column-2\">Antigo Egito<\/td><td class=\"column-3\">Reinado de <strong>Amen\u00f3fis IV<\/strong>, casado com a famosa rainha <strong>Nefertiti<\/strong>. Procedeu a uma profunda reforma religiosa no pa\u00eds, implantando o monote\u00edsmo, sob forma de adora\u00e7\u00e3o de um \u00fanico deus - <strong>Athon<\/strong>, o Sol. Mudou seu pr\u00f3prio nome para <strong>Akhenaton<\/strong> (esp\u00edrito atuante de Athon), construiu uma nova capital em <strong>Tel-el-Amarna<\/strong> para onde se transferiu com sua corte abandonando Tebas, fechou os templos de Amon e dispersou seus sacerdotes.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-45\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Monote\u00edsmo de Akhenaton<\/strong>: o movimento conduzido por Amen\u00f3fis IV pode ser considerado a primeira manifesta\u00e7\u00e3o monote\u00edsta da Hist\u00f3ria, surgindo antes mesmo do posicionamento judaico em torno de um \u00fanico Deus ocorrido cerca de um s\u00e9culo mais tarde (c.1250 a.C.).  \u00c9 poss\u00edvel tamb\u00e9m que a reforma religiosa de Akhenaton tenha tido uma motiva\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, j\u00e1 que o clero se tornava cada vez mais poderoso e influente na condu\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios do estado, o que vinha enfraquecendo a figura do fara\u00f3.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-46\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1336 a 1327<\/td><td class=\"column-2\">Antigo Egito<\/td><td class=\"column-3\">Reinado de <strong>Tuthankamon<\/strong>,  filho ou  genro de Akhenaton. Ao assumir o trono,  retornou a capital para Tebas e restaurou o culto a Amon e os privil\u00e9gios dos seus sacerdotes. Morreu bem jovem com cerca de dezoito anos. Existe uma hip\u00f3tese de que Tuthankamon teria sido assassinado, devido a uma perfura\u00e7\u00e3o encontrada em seu cr\u00e2nio.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-47\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>O t\u00famulo de Tuthankamon, encontrado em 1922 pelo arque\u00f3logo ingl\u00eas Howard Carter, assombrou o mundo pela riqueza nele contida j\u00e1 que, excepcionalmente, n\u00e3o havia sido violado por saqueadores como  acontecia com quase toda sepultura real. Os in\u00fameros objetos achados no seu interior possibilitaram um melhor conhecimento sobre a vida, a arte e os costumes do Egito naquela \u00e9poca.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-48\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1295 a 1186<\/td><td class=\"column-2\">Antigo Egito<\/td><td class=\"column-3\"><strong>XIX dinastia<\/strong>: oito fara\u00f3s, entre os quais dois Rams\u00e9s e dois Seti. O mais importante desta dinastia foi, sem d\u00favida, <strong>Rams\u00e9s II<\/strong>, cognominado <strong>Rams\u00e9s, o Grande<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-49\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1291 a 1278<\/td><td class=\"column-2\">Antigo Egito<\/td><td class=\"column-3\">Reinado de <strong>Seti I<\/strong>, segundo fara\u00f3 da XIX dinastia (o primeiro foi Rams\u00e9s I). Seu reinado foi marcado por muitas campanhas militares, sendo uma das principais a tomada da cidade s\u00edria de Kadesh, localizada na fronteira entre os imp\u00e9rios eg\u00edpcio e hitita, que estava sob dom\u00ednio hitita.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-50\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1279 a 1213<\/td><td class=\"column-2\">Antigo Egito<\/td><td class=\"column-3\">Reinado de <strong>Rams\u00e9s II<\/strong>, um dos mais longos do Egito (66 anos). Era filho de Seti I. Sua principal esposa era <strong>Nefertari<\/strong>, tida como de grande beleza. Entre seus maiores feitos,  pode-se citar  a constru\u00e7\u00e3o de templos no complexo de <strong>Karnak<\/strong>, expans\u00e3o do  <strong>Templo de Luxor<\/strong> e constru\u00e7\u00e3o dos templos de <strong>Abu-Simbel<\/strong>.  Foi sucedido por Meremptah, seu d\u00e9cimo-terceiro filho, que s\u00f3 assumiu o trono porque todos seus irm\u00e3os mais velhos j\u00e1 tinham falecido.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-51\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Embora muitos autores citem Rams\u00e9s II como sendo o fara\u00f3 do \u00caxodo dos hebreus, n\u00e3o existem provas desse fato. Alguns estudiosos apontam outros fara\u00f3s como  sendo aquele mencionado no relato b\u00edblico.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-52\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Karnak<\/strong>: imenso complexo de templos  localizado na antiga cidade de <strong>Tebas<\/strong>. Era o maior local religioso da Antiguidade, sendo constitu\u00eddo por quatro \u00e1reas principais: recinto de Amon-R\u00e1 (o mais importante deus eg\u00edpcio); recinto de Mut (deusa-m\u00e3e);  recinto de Montu (deus filho de Amon e Mut) e o templo de Amen\u00f3fis IV (constru\u00eddo quando este fara\u00f3 ainda n\u00e3o havia feito a reforma religiosa e mudado seu nome para Akhenaton). O templo principal do complexo de Karnak era dedicado ao deus Amon-R\u00e1.  O conjunto come\u00e7ou a ser constru\u00eddo no in\u00edcio do Novo Imp\u00e9rio (c. 1600 a.C.) e  foi sendo ampliado com  novos templos e monumentos ao longo  dos reinados de cerca de trinta fara\u00f3s at\u00e9 o Per\u00edodo Ptolomaico (s\u00e9culo III a I a.C.). Rams\u00e9s II foi um dos fara\u00f3s que mais contribu\u00edram para a expans\u00e3o do santu\u00e1rio.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-53\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Templo de Luxor<\/strong>: localizado \u00e0s margens do rio Nilo e pr\u00f3ximo ao complexo arquitet\u00f4nico de Karnak. Sua constru\u00e7\u00e3o foi iniciada por Amen\u00f3fis III (c. 1388 a 1352 a.C.) e ampliado por outros fara\u00f3s, principalmente,  Rams\u00e9s II (c. 1279 a 1213 a.C.).<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-54\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Abu Simbel<\/strong>: conjunto arquitet\u00f4nico localizado no sul do Egito, composto de dois templos escavados na rocha, mandados construir por Rams\u00e9s II para homenagear a si e a sua esposa principal, Nefertari. A entrada do templo \u00e9 guardada por quatro enormes est\u00e1tuas de Rams\u00e9s (a segunda delas foi parcialmente destru\u00edda por um terremoto em 27 a.C.).<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-55\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Remanejamento<\/strong>: no in\u00edcio dos anos 60, houve um grande esfor\u00e7o internacional para transferir o complexo arqueol\u00f3gico de Abu Simbel do seu local original, j\u00e1 que a constru\u00e7\u00e3o da barragem de <strong>Assu\u00e3<\/strong> no alto Nilo,  iria fazer submergir aqueles templos. Assim, no per\u00edodo de 1964 a 1968, todo o conjunto foi cortado em blocos e realocado num ponto mais alto e mais afastado do rio Nilo. numa fant\u00e1stica obra de engenharia arqueol\u00f3gica.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-56\">\n\t<td class=\"column-1\">1274<\/td><td class=\"column-2\">Antigo Egito \/ Civ. Hitita<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Batalha de Kadesh<\/strong> (\u00e0s margens do rio Orontes, na regi\u00e3o da S\u00edria atual): logo depois da retomada de Kadesh por Seti I, a cidade voltou a cair em poder dos hititas, obrigando Rams\u00e9s II a uma nova a\u00e7\u00e3o militar.  Acredita-se que tenha sido a maior batalha da Antiguidade envolvendo  bigas (carros de guerra). Ao final do confronto, os dois ex\u00e9rcitos sa\u00edram proclamando-se vitoriosos. No lado eg\u00edpcio, existe um famoso mural  (<strong>\"Poema de Kadesh\"<\/strong>) mostrando  Rams\u00e9s II vitorioso segurando os hititas pelo cabelo. <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-57\">\n\t<td class=\"column-1\">c.1250<\/td><td class=\"column-2\">Civ. Hebraica<\/td><td class=\"column-3\"><strong>\u00caxodo b\u00edblico<\/strong>: <strong>Mois\u00e9s<\/strong>, que se tornaria em um dos mais importantes l\u00edderes religiosos dos hebreus, consegue libertar seu povo do jugo eg\u00edpcio e o conduz  de volta \u00e0 terra de <strong>Cana\u00e3<\/strong>, em uma longa peregrina\u00e7\u00e3o de cerca de quarenta anos pelo deserto. Esse fato \u00e9 narrado no livro de <strong>\u00caxodo<\/strong>, o segundo da B\u00edblia.  Mois\u00e9s vem a falecer antes de terminada sua miss\u00e3o, sendo a  reconquista de Cana\u00e3 conclu\u00edda por <strong>Josu\u00e9<\/strong>, sucessor de Mois\u00e9s,  em  um processo longo e dif\u00edcil, com in\u00fameras lutas e batalhas contra os povos que habitavam a regi\u00e3o, principalmente <strong>cananeus<\/strong> e <strong>filisteus<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-58\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em><strong>Monote\u00edsmo judaico<\/strong>: durante os quarenta anos do \u00caxodo, Mois\u00e9s, atrav\u00e9s de suas vis\u00f5es e inspira\u00e7\u00f5es, levou seu povo  \u00e0 adora\u00e7\u00e3o de um Deus \u00fanico, <strong>Jeov\u00e1<\/strong>, o que tornou  o <strong>Juda\u00edsmo<\/strong> a primeira religi\u00e3o a adotar, efetivamente, o monote\u00edsmo, j\u00e1 que o movimento monote\u00edsta de Akhenaton no Egito durou apenas o per\u00edodo de seu reinado, pois, logo ap\u00f3s sua morte,  o Egito retornou \u00e0s pr\u00e1ticas polite\u00edstas.  Segundo a B\u00edblia, Deus se revelou a Mois\u00e9s no alto do <strong>Monte Sinai <\/strong>e para  selar uma alian\u00e7a com o povo judeu transmitiu ao profeta as famosas T\u00e1buas da Lei - os <strong>Dez Mandamentos<\/strong> - que estabeleceram os preceitos morais e \u00e9ticos que, at\u00e9 hoje, norteiam as religi\u00f5es judaica e crist\u00e3.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-59\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1200<\/td><td class=\"column-2\">Gr\u00e9cia Antiga<\/td><td class=\"column-3\">Chegam os <strong>d\u00f3rios<\/strong>, \u00faltimo grupo indo-europeu a penetrar em territ\u00f3rio grego. Arrasam  cidades e  afugentam a popula\u00e7\u00e3o.  Come\u00e7a o decl\u00ednio de Micenas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-60\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1200 a 1020<\/td><td class=\"column-2\">Civ. Hebraica<\/td><td class=\"column-3\">Per\u00edodo em que os Hebreus, at\u00e9 ent\u00e3o organizados em tribos  passam a ser  liderados pelos chamados <strong>ju\u00edzes<\/strong>, l\u00edderes pol\u00edticos, religiosos e militares cuja miss\u00e3o era  conduzir o povo e comandar o ex\u00e9rcito. Os principais ju\u00edzes foram: <strong>Gede\u00e3o<\/strong>, <strong>Jeft\u00e9<\/strong>, <strong>Sans\u00e3o<\/strong> e <strong>Samuel<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-61\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Tradicionalmente, os nomes das tribos dos hebreus derivavam dos nomes dos 12 filhos de Jac\u00f3: <strong>Rubem, Sime\u00e3o, Levi, Jud\u00e1, D\u00e3, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Zebulom, Jos\u00e9 e Benjamim<\/strong>. Posteriormente, a tribo de Jos\u00e9 se abriu em duas, correspondentes a seus filhos, netos de Jac\u00f3:  <strong>Manass\u00e9s<\/strong> e <strong>Efraim<\/strong>. Assim, na verdade, as tribos passaram a ser 13, mas somente 12 receberam por\u00e7\u00f5es de terra quando os judeus retornaram do Egito, j\u00e1 que os membros da tribo de <strong>Levi<\/strong> foram designados apenas para as tarefas religiosas.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-62\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1200 a 400<\/td><td class=\"column-2\">Civ. Pr\u00e9-colombianas<\/td><td class=\"column-3\">Os <strong>olmecas<\/strong> se constitu\u00edram na primeira civiliza\u00e7\u00e3o evolu\u00edda encontrada em terras americanas. Habitavam um vasto territ\u00f3rio que se estendia do centro-sul do M\u00e9xico at\u00e9 a Am\u00e9rica Central.  Possuiam escrita, sistema de numera\u00e7\u00e3o e calend\u00e1rio, al\u00e9m de praticarem avan\u00e7adas t\u00e9cnicas de agricultura. Suas principais constru\u00e7\u00f5es  e monumentos eram dedicados a fins religiosos. As principais civiliza\u00e7\u00f5es posteriores da regi\u00e3o meso-americana como  maias, toltecas e astecas  sofreram grande influ\u00eancia da cultura olmeca.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-63\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1213 a 1203<\/td><td class=\"column-2\">Antigo Egito<\/td><td class=\"column-3\">Reinado de <strong>Meremptah<\/strong> (Meneptah),  d\u00e9cimo-terceiro filho de Rams\u00e9s II. S\u00f3 assumiu o trono porque todos seus irm\u00e3os mais velhos j\u00e1 tinham falecido. Ao chegar ao poder, j\u00e1 estava com quase 60 anos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-64\">\n\t<td class=\"column-1\">c.1193 a 1183 (?)<\/td><td class=\"column-2\">Gr\u00e9cia Antiga<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Guerra de Tr\u00f3ia<\/strong>: gregos mic\u00eanicos destroem <strong>Tr\u00f3ia<\/strong>, cidade que ocupava uma posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica entre os mares Egeu e Negro.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-65\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Essa guerra foi descrita por <strong>Homero<\/strong> no poema \u00e9pico <strong>\"Il\u00edada\"<\/strong> (Tr\u00f3ia era chamada de <strong>Ilion<\/strong> pelos gregos). Existem, contudo, muitos historiadores que n\u00e3o creem que essa guerra tenha ocorrido, sendo apenas fruto da imagina\u00e7\u00e3o de Homero.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-66\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1188 a 1186<\/td><td class=\"column-2\">Antigo Egito<\/td><td class=\"column-3\">Reinado de <strong>Tausert<\/strong> (Tausret), \u00faltima governante da XIX dinastia. Foi uma das raras rainhas efetivamente governantes (as outras foram: Nit\u00f3cris da VI dinastia; Neferusobek da XII dinastia e Hatshepsut da XVIII dinastia).<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-67\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1183 a 1152<\/td><td class=\"column-2\">Antigo Egito<\/td><td class=\"column-3\">Reinado de <strong>Rams\u00e9s III<\/strong>, da XX dinastia, considerado o \u00faltimo grande fara\u00f3. Derrotou os \"<strong>povos do mar<\/strong>\", tribos indo-europ\u00e9ias, oriundas da Europa, que haviam aniquilado os hititas. Ap\u00f3s Rams\u00e9s III sucederam-se outros oito fara\u00f3s com o nome de Rams\u00e9s (Rams\u00e9s IV at\u00e9 Rams\u00e9s XI).<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-68\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Ap\u00f3s a morte de Rams\u00e9s III,  come\u00e7a a decad\u00eancia final do Egito. Todos os reinados seguintes s\u00e3o muito fr\u00e1geis, sofrendo com  constantes revoltas internas e desordens populares devido \u00e0 fome. Os ladr\u00f5es saqueiam os t\u00famulos reais para se apoderarem das riquezas.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-69\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1122 a 256<\/td><td class=\"column-2\">China<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Dinastia Zhou<\/strong>: mais longa dinastia chinesa. Nesse per\u00edodo viveram os fil\u00f3sofos <strong>Conf\u00facio<\/strong> e <strong>Lao-Ts\u00e9<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-70\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1100 a 800<\/td><td class=\"column-2\">Gr\u00e9cia Antiga<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Per\u00edodo Hom\u00e9rico<\/strong> (tamb\u00e9m conhecido como <strong>Idade das Trevas na Gr\u00e9cia<\/strong>): per\u00edodo que se estende da invas\u00e3o d\u00f3rica e decad\u00eancia de Micenas at\u00e9 a ascens\u00e3o das  primeiras cidades-estado gregas. Caracteriza-se por um grande decl\u00ednio da civiliza\u00e7\u00e3o grega: cidades e pal\u00e1cios destru\u00eddos ou abandonados; aus\u00eancia de escritos em l\u00edngua grega; cer\u00e2mica rudimentar sem a beleza do per\u00edodo mic\u00eanico; pouqu\u00edssimo com\u00e9rcio com outros pa\u00edses.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-71\">\n\t<td class=\"column-1\"><\/td><td class=\"column-2\"><\/td><td class=\"column-3\"><em>Esse per\u00edodo \u00e9 chamado de <strong>Hom\u00e9rico<\/strong>, pois as poucas informa\u00e7\u00f5es existentes prov\u00eam das obras \"<strong>Il\u00edada<\/strong>\" e \"<strong>Odisseia<\/strong>\", atribu\u00eddas a <strong>Homero<\/strong>, o maior poeta \u00e9pico da Gr\u00e9cia que teria vivido em torno de 700 a.C., cerca de trezentos anos ap\u00f3s os fatos que ele relata.  Na verdade, existe muita controv\u00e9rsia se Homero existiu de fato, ou se as obras teriam sido escritas por dois outros autores, j\u00e1 que s\u00e3o muito diferentes no estilo e no vocabul\u00e1rio.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-72\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1069 a 664<\/td><td class=\"column-2\">Antigo Egito<\/td><td class=\"column-3\"><strong>Terceiro Per\u00edodo Intermedi\u00e1rio<\/strong> marca o fim do Novo Imp\u00e9rio. Engloba as fracas dinastias XXI a XXV que n\u00e3o detinham o poder em todo o Egito. Cresce a anarquia, com a fragmenta\u00e7\u00e3o do pa\u00eds e muitos reinados paralelos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-73\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1020 a 1000<\/td><td class=\"column-2\">Civ. Hebraica<\/td><td class=\"column-3\">Devido \u00e0  necessidade de uma maior disciplina e organiza\u00e7\u00e3o para enfrentar as guerras constantes, o povo pede um rei para govern\u00e1-los. <strong>Samuel<\/strong>, o \u00faltimo dos ju\u00edzes, escolhe <strong>Saul<\/strong>, da tribo de Benjamim, para ser o primeiro rei israelita, o qual reina por cerca de 20 anos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-74\">\n\t<td class=\"column-1\">c. 1011 a 971<\/td><td class=\"column-2\">Civ. Hebraica<\/td><td class=\"column-3\"><strong>David<\/strong>, proveniente da tribo de Jud\u00e1, sucede a Saul no trono. Ficou famoso por haver derrotado o gigante filisteu <strong>Golias<\/strong>. Uniu as doze tribos dos hebreus em um s\u00f3 estado. Reinou por cerca de quarenta anos. <\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<!-- #tablepress-18 from cache -->\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\n<p style=\"text-align: right;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5862,"parent":45,"menu_order":5,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"full-width.php","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-177","page","type-page","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/177","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=177"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/177\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14477,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/177\/revisions\/14477"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/45"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5862"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cluny.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=177"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}