Objetos de Céu Profundo (deep-sky objects – DSO)
- O que são: são corpos celestes localizados muito além do Sistema Solar e que também não se constituem em estrelas; são muito tênues e necessitam de telescópios para serem identificados; os principais são: aglomerados estelares, galáxias, nebulosas, quasares, estrelas de nêutrons, pulsares e buracos negros.
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1) Aglomerados Estelares ou Nuvens de Estrelas: grupos de centenas ou mesmo milhares de estrelas gravitacionalmente ligadas.
2) Galáxias: aglomerados de bilhões de estrelas e outros objetos astronômicos unidos por forças gravitacionais e girando em torno de um centro de massa comum. Estima-se que existam no Universo cerca de 2 trilhões de galáxias que podem ser espirais (com braços) ou elípticas (sem braços).
Exemplos de galáxias:
- Via Láctea: galáxia de tipo espiral que contém o nosso Sistema Solar e a maior parte das estrelas visíveis no céu; estima-se que contenha cerca de 200 bilhões de estrelas sendo seu diâmetro de 100 mil anos-luz. A Via Láctea, por sua vez, faz parte de um aglomerado de galáxias chamado de Grupo Local.
- Grupo Local: engloba cerca de 36 galáxias incluindo a Via Láctea, Andrômeda (M31), Triangulum (M33), Grande Nuvem de Magalhães, Pequena Nuvem de Magalhães (NGC 292).
obs.: a distância do Sistema Solar à Galáxia de Andrômeda é de cerca de 2,9 milhões de ano-luz. - Galáxia de Bode (M 81): descoberta pelo astrônomo alemão Johann Bode em 1774; localizada na constelação de Ursa Maior;
- Galáxia do Charuto (M 82): localizada na constelação de Ursa Maior;
- Galáxia do Escultor (NGC 253): localizada na constelação de Escultor;
- Galáxia do Olho Negro (Black Eye – M 64): localizada na constelação Cabeleira de Berenice;
- Galáxia do Redemoinho (Whirlpool – M 51a): localizada na constelação de Cães de Caça;
- Galáxia do Sombrero (M 104): localizada na constelação de Virgem;
- Galáxias das Antenas (NGC 4038 e NGC 4039): par de galáxias em colisão localizadas na constelação do Corvo;
- Grande Galáxia Espiral (NGC 123): localizada na constelação da Baleia;
- Objeto de Hoag (Hoag’s Object): localização na constelação da Serpente.
3) Nebulosas: nuvens de gás e poeira cósmica que, muitas vezes, são regiões de formação estelar.
Exemplos de nebulosas:
- Nebulosa da Águia (M 16): localizada na constelação de Serpente; no interior desta nebulosa, existe uma região de formação estelar conhecida como “Pilares da Criação“;
- Nebulosas da Alma (IC 1848) e do Coração (IC 1805): localizadas na constelação de Perseu;
- Nebulosa do Anel (M 57); localizada na constelação de Lira;
- Nebulosa do Bumerangue; localizada na constelação de Centauro;
- Nebulosa de Cabeça do Cavalo (Barnard 33); localizada na constelação de Orion;
- Nebulosa do Caranguejo (M 1); localizada na constelação do Touro;
- Nebulosa de Esquimó (Cara de Palhaço) (NGC 2392); localizada na constelação de Gêmeos;
- Nebulosa de Hélix (NGC 7293); localizada na constelação Aquário; às vezes esta nebulosa é chamada de “Olho de Deus”;
- Nebulosa de Olho de Gato (NGC 6543); localizada na constelação do Dragão;
- Nebulosa de Orion (M 42); localizada na constelação de Orion;
- Nebulosa da Tarântula (NGC 2070); localizada na constelação de Dourado e faz parte da Galáxia da Grande Nuvem de Magalhães.
4) Quasares: objetos astronômicos muito distantes e intensamente energéticos e luminosos; são os maiores emissores de energia do Universo (calcula-se que emitam cerca de mil vezes mais luz que uma galáxia com bilhões de estrelas). obs.: a palavra Quasar é uma abreviatura de Quasi-Stellar Radio Source (fonte de rádio quase-estelar).
5) Estrelas de Nêutrons: estrelas pequenas e intensamente brilhantes constituída de partículas subatômicas denominadas nêutrons; acredita-se que estes objetos sejam criados quando uma estrela gigante se extingue numa supernova.
obs.: os pulsares são um tipo de estrela de nêutron.
6) Pulsares: estrelas de nêutrons muito pequenas e densas que emitem pulsos de ondas de rádio e outras radiações enquanto giram muito rapidamente em torno de seu eixo; a energia emitida por um pulsar se espalha no espaço como um feixe de luz de um farol marítimo; quando este feixe incide sobre a Terra, o pulsar pode ser detectado através de radiotelescópios.
7) Buracos Negros: região do espaço em que o campo gravitacional é tão intenso que nada — nenhuma partícula ou radiação eletromagnética como a luz — pode escapar.